Os tipos de amor de acordo com John Allan Lee

25 Março, 2020
A teoria dos tipos de amor de acordo com John Allan Lee parte da ideia de que, assim como acontece com as cores, existem três tipos de elementos primários (paixão, companhia e respeito) que, quando misturados, dão origem a outros três.
 

Existem diferentes tipos de amor, de acordo com John Allan Lee. Para diferenciá-los, este autor parte da ideia de que, assim como acontece com as cores, existem três tipos de afetos primários que, quando misturados, dão origem a outros três.

Essa abordagem, que surgiu nos anos 70, nos lembra aspectos muito importantes: todas as pessoas precisam de nutrientes básicos, como respeito, companhia e paixão para serem felizes.

Antes de detalhar essa teoria, é interessante falarmos do seu autor. Embora o seu nome não seja muito lembrado, podemos dizer que ele era uma daquelas figuras que combinava ativismo social e pesquisa acadêmica como ninguém. Ele era um sociólogo de renome na Universidade de Toronto, que passou a vida inteira pesquisando aspectos psicológicos do amor e da sexualidade.

John Allan Lee era um sindicalista, ativista social da Anistia Internacional, defensor dos direitos da comunidade LGBT e também uma das pessoas que mais lutaram pelo direito de morrer ou o suicídio assistido. De fato, ele próprio escolheu esse final para a sua vida quando chegou a hora. Ele deixou este mundo em paz depois de escrever as suas memórias e entender que havia cumprido o seu propósito: defender a importância do amor e do respeito entre as pessoas.

“O amor é vermelho, azul e amarelo”.
– John Allan Lee –

Tipos de amor segundo John Allan Lee
 

Os tipos de amor de acordo com John Allan Lee

Podemos conhecer os diferentes tipos de amor segundo John Allan Lee através de um livro e um estudo que o próprio autor publicou após vários anos de trabalho e análise na Universidade de Toronto, no Canadá. Em seu trabalho “As cores do Amor”, ele começa dizendo que o amor autêntico e mais enriquecedor é azul, vermelho e amarelo.

Essas três cores básicas ou primárias, quando misturadas, podem dar origem a tons novos e fascinantes, a outros tipos de amor. No entanto, em matéria de afeto, nada é tão importante quanto a base primária constituída pelas seguintes dimensões:

  • Companhia (cor azul).
  • Respeito (cor amarela).
  • Paixão (cor vermelha).

Vejamos abaixo os arquétipos secundários que configuram os tipos de amor de acordo com John Allan Lee.

Eros

Eros define claramente o amor romântico. Nesse caso, temos aquele vínculo idealizado e promovido pela nossa cultura, no qual a paixão e a devoção emocional originam vínculos frequentemente prejudiciais. A atração é intensa e imediata, e a atenção é dada à aparência física, devoção absoluta e posse.

Amor erótico

O erótico, contexto que tem as suas raízes na era grega, molda esse amor orientado exclusivamente para o desejo e ao ato sexual. Na teoria dos tipos de amor de acordo com John Allan Lee, essa tipologia merece atenção por um motivo muito simples: através desses encontros sexuais sem componente emocional, nem sempre é consolidado um relacionamento estável e até mesmo satisfatório.

 

Embora no primeiro momento esses jogos sexuais, esses encontros baseados em uma atração física inesperada sejam gratificantes para ambos, a longo prazo, podem trazer decepções ou simplesmente cumprir a sua tarefa específica, dando lugar à busca de novos parceiros sexuais.

Três corações de materiais naturais

Ludus, o amor lúdico

As pessoas com um estilo lúdico em seus relacionamentos afetivos veem o amor como um jogo. O seu objetivo é conquistar, obter benefícios (emocionais, sexuais, diversão …). Portanto, para alcançar o seu objetivo, eles não hesitam em seduzir, enganar e manipular. Eles não se comprometem e constroem relacionamentos emocionalmente distantes.

Indivíduos “lúdicos”, de acordo com a teoria dos tipos de amor de John Allan Lee, concentram-se apenas em benefícios de curto prazo.

Amor pragmático

Nesse tipo de amor, temos pessoas que são governadas pelo senso de lógica. Elas relegam as emoções a um segundo plano e se concentram apenas na utilidade dos relacionamentos afetivos. Dessa maneira, os mais pragmáticos costumam se perguntar se o seu parceiro em potencial seria aceito pela família e pelos amigos. Eles também questionam se, com essa pessoa, obterão estabilidade financeira ou se será alguém que afetará a sua calma e equilíbrio pessoal.

 

Mania ou amor obsessivo

O estilo de amor obsessivo está presente naquelas pessoas dependentes e focadas apenas em satisfazer as suas próprias necessidades. São perfis com grandes oscilações emocionais, que em alguns momentos se mostram frios e depois apaixonados. Eles são possessivos, ciumentos, controladores e podem chegar a cometer abusos.

Casal apaixonado se olhando

Ágape

Nesta última dimensão dos tipos de amor, segundo John Allan Lee, temos um vínculo que pode nos trazer felicidade. São pessoas que sabem ‘dar e receber’. São perfis que se concentram nas necessidades do seu parceiro, que oferecem incondicionalmente o seu carinho, que são comprometidos, que cuidam e se cuidam, que trabalham em um vínculo baseado na satisfação e na harmonia.

Para concluir, podemos dizer que esses 6 subtipos geralmente aparecem combinados e intercalados em nossos relacionamentos afetivos. Queiramos ou não, há sempre um componente de eros, de erótico, e um bom substrato desse ágape para trabalhar diariamente.

É preciso estar ciente de qual tipologia está mais presente em nós ou em nossos parceiros para manter esse arquétipo ou, pelo contrário, trabalhá-lo no caso de estarmos no caminho da obsessão ou do pragmatismo excessivo. Pense nisso!