As 5 melhores frases de Fiódor Dostoiévski

dezembro 17, 2018

As frases de Fiódor Dostoiévski são o reflexo fiel de um escritor que teve uma vida tempestuosa, juntamente com uma sensibilidade e um talento fora do comum. O seu trabalho é um daqueles que melhor revelou a natureza humana, através de todos os tempos.

O seu pai era autoritário e morreu torturado e assassinado. A sua mãe morreu de tuberculose quando ele era apenas um adolescente. Isso fez com que Dostoiévski quase perdesse a razão. Ele conseguiu superar esta situação, e talvez por isso a sua literatura tenha a profundidade e a beleza tão típicas das pessoas que vivem intensamente.

“Os homens amam os raciocínios abstratos e as sistematizações bem elaboradas, a ponto de não se incomodarem em distorcer a verdade; eles fecham seus olhos e ouvidos a todas as evidências que os contradizem para sustentar as suas construções lógicas “.
-Fiódor Dostoievski

Seria impossível fazer uma compilação completa das grandes frases de Fiódor Dostoiévski. Existem muitos trabalhos interessantes de onde podemos tirá-las. Selecionamos apenas algumas das que melhor representam a sua atitude em relação ao mundo e à vida. Descubra-as!

A franqueza, um tema abordado nas frases de Fiódor Dostoiévski

Uma das frases de Fiódor Dostoiévski diz o seguinte: “No mundo não há nada tão difícil quanto a franqueza e nada tão fácil quanto a adulação”. Hoje em dia poderia parecer uma afirmação um pouco óbvia, mas na sua época, foi uma afirmação revolucionária.

Apoio emocional

Dostoiévski viveu na antiga Rússia, um lugar onde o classismo, o autoritarismo e a repressão eram constantes. Quando esse tipo de característica prevalece, a franqueza torna-se quase um crime, e a bajulação hipócrita, uma norma.

As duas metades da vida

As frases de Fiódor Dostoiévski falam de um homem que refletia apaixonadamente sobre a vida. O paradoxo é que ele sempre teve a morte por perto. Ele suportou a morte dos seus pais, da sua esposa, da sua filha e do seu irmão. De fato, ele mesmo foi condenado à pena de morte, mas foi absolvido.

Uma das suas declarações sobre a vida diz: “A segunda metade da vida de um homem é feita apenas dos hábitos adquiridos na primeira metade”. Ou seja: na primeira metade da vida, as pessoas formam tudo aquilo com que terão que conviver pelo restante das suas vidas.

A relatividade na ética

A ética é outro dos temas recorrentes nas frases de Fiódor Dostoiévski. Esta, por exemplo, diz: “Eu me submeto à ética, mas não entendo de forma alguma por que é mais glorioso bombardear uma cidade sitiada do que matar alguém a machadadas”.

Fazer escolhas

É uma reflexão muito interessante e profunda. Dizem que se alguém mata outra pessoa, é chamado de “assassino”. No entanto, se ele matar centenas de milhares, é chamado de “herói”. Como está configurada essa ética que rejeita um mal individual e aplaude o dano coletivo? Como é que existem situações nas quais os assassinos são um modelo para os outros?

Os ecos do fracasso

A vida de Dostoiévski era cheia de vicissitudes. Os dois golpes mais fortes da sua vida foram a morte da sua filha recém-nascida e a morte da sua segunda esposa. Ele até perdeu o rumo e adquiriu um vício doentio pelo jogo. Por sua vez, essas experiências lhe deram um material muito valioso para a sua obra.

O sofrimento e seus efeitos estão condensados ​​em uma das citações mais interessantes de Fiódor Dostoiévski. Ele diz: “Depois de um fracasso, os planos mais elaborados parecem absurdos”. Isso reflete claramente o estado emocional que prevalece após sofrermos um fracasso decisivo. Isso mostra como o fracasso altera completamente a percepção, tirando o sentido das coisas.

A dor também ensina

Se havia algo que Dostoiévski conhecia bem, era a dor. No entanto, não a rejeitava como tal. Em vez disso, ele refletia sobre ela de uma maneira quase didática. Ele dizia: “A dor real, aquela que nos faz sofrer profundamente, às vezes torna sério e constante até o homem mais distraído; até mesmo os pobres de espírito se tornam mais espertos depois de uma grande dor”.

Chave para o coração

De um modo ou de outro, vemos que uma das funções da dor é nos sensibilizar. Ela também traz profundidade ao nosso pensamento. Não é um elogio ao sofrimento, mas uma análise de uma das suas facetas.

Ler Fiódor Dostoiévski é uma delícia. As suas obras permanecem válidas até hoje, porque ele não pretendia retratar uma época ou circunstâncias específicas, mas examinar a natureza humana. Elas também são o testemunho de um homem que soube superar as adversidades e transformá-las em arte.