Coincidência ou causalidade? – A mente é maravilhosa

Coincidência ou causalidade?

12, janeiro 2016 em Psicologia 0 Compartilhados
Coincidência ou causalidade?

Faz dias que precisava escrever isto. Quero, se você me permitir, refletir sobre meus próprios pensamentos e compartilhá-los com você. A minha intenção é que compartilhar estas reflexões também sirva para remover algo de você, querido leitor.

Se você chegou até aqui em busca de respostas ou, pelo menos, para conhecer uma interpretação sobre ela, lhe adianto que deixei um final aberto para que seja você a tirar suas próprias conclusões e as compartilhe conosco.

“A coincidência não é, nem pode ser, mais do que
uma causa ignorada de um efeito desconhecido”
– Voltaire –

Faço-lhes uma pergunta:

Tudo acontece por acaso? Ou será que tudo acontece por algum motivo, isto é, pelo movimento que nós mesmos provocamos?

causalidade

A minha história de coincidências e causalidades

Ontem pela manhã sentei diante de uma folha em branco esperando que as minhas mãos e a minha cabeça começassem a funcionar, mas não houve resposta alguma. Tinha apenas uma ideia vaga na minha cabeça do que queria lhes transmitir e depois de cinco minutos decidi deixá-lo para depois.

Talvez estivesse cansado ou não muito inspirado para escrever um texto, por isso saí para a rua para arejar a cabeça. Isso fiz. O fato é que a mudança de ares me fez muito bem.

Horas mais tarde, mais decidido e com vontade, voltei a me colocar diante do papel em forma de desafio para comigo mesmo. E nada. Impossível.

Passaram-se apenas 10 minutos até que eu me desse por vencido sentindo que essa também seria uma nova tentativa frustrada. Portanto, abandonei outra vez a cadeira de escritório e procurei uma leitura para o meu entretenimento, principalmente para deixar de pensar na minha incapacidade para escrever este artigo.

De modo que recorri a um dos meus livros favoritos: “O mundo azul” de Albert Espinosa. Abri o livro ao acaso, em uma página que terminava com a seguinte frase:

“E aí fiquei, olhando aquela escuridão, esperando que amanhecesse”.
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Que coincidência! A frase descrevia exatamente como me sentia frente ao vazio de ideias. Por acaso o mundo estaria me mandando sinais?

Fechei o livro e retomei a minha tarefa.

organizacao

Mais inspirado e com ideias de como estruturar aquilo que queria contar, ou que acontecia, apoiei com firmeza a minha caneta para traçar a primeira linha. Escrevi: “Coincidência ou causalidades?”, e me senti melhor comigo mesmo. Como se houvesse superado a barreira do vazio com aquela complexa interrogação.

Mas aí acabou a minha inspiração, ou melhor dizendo, a minha vontade e a minha paciência.

Desesperado, após alguns poucos minutos procurando outra coincidência que me levasse a acertar o gol, levantei novamente, fiz o jantar e fui tomar um banho, na intenção de tentar “refrescar as minhas ideias”.

Mas já estava muito cansado e pensei que seria melhor deixar de insistir, de modo que fui me deitar. Amanhã será outro dia. Folha em branco e a começar tudo de novo.

Acordei logo cedo com ímpeto. Tomei o café e me coloquei diante daquela que, nos últimos dias, havia se transformado em minha “inimiga”: a folha em branco.

Com a sensação de estar preso em um nó infinito, voltei a entrar no mesmo processo de frustração do dia anterior que fez com que eu duvidasse da minha capacidade para redigir este artigo.

Será que isso não era coincidência, e sim causalidade da minha parte? Não era eu mesmo quem estava postergando o que me parecia impossível?

O fato é que não aguentava nem cinco minutos sentado na cadeira, mas em muitas ocasiões a inspiração não vem por si só; é preciso procurá-la.

Poderia ter feito rascunhos, esquemas, procurado informação a respeito desta temática ou simplesmente aceitado que deveria passar a outro assunto com a esperança de poder amarrá-lo com este.

Contudo, me deixei levar pela desesperança, pela frustração, que por sua vez me levavam a pensar que eu não era capaz quando na verdade passavam apenas alguns minutos e eu nada fazia para tentar.

Agora me encontro escrevendo estas últimas palavras, que coincidentemente (ou casualmente?) me levaram à pergunta mais importante: Eu tinha medo de escrever o que pensava? Ou não estava muito seguro de compartilhar com vocês estes pensamentos que me esforçava para procurar por acaso?

Só há duas coisas de fato neste texto:

A primeira é que, por coincidência, encontrei a seguinte frase ao abrir o livro de novamente em uma página qualquer: “As dúvidas não resolvidas são os medos não aceitos”.

A segunda é que, por causalidade, por fazer um esforço, um pensamento me levou a outro. Eu fui o dono das minhas frases e minhas emoções.

E consegui mudar de página.

“O mundo é o maior quintal que existe.”
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