Os elogios adormecem, as críticas ensinam - A Mente é Maravilhosa

Os elogios adormecem, as críticas ensinam

Fevereiro 28, 2017 em Psicologia 1829 Compartilhados
Os elogios adormecem, as críticas ensinam

Assumir as críticas é tão difícil quanto receber os elogios. Na verdade, há pessoas que se sentem muito desconfortáveis quando recebem algum comentário agradável. Isto se deve em parte a aspectos culturais: fomos educados na exigência, no fato de termos que fazer tudo certo e no entendimento de que não existe nenhum mérito nisso.

Além disso, o fato dos elogios e das críticas terem um grande poder sobre a nossa autoestima é muito perigoso, já que isso significa que estamos deixando tudo “à mercê” dos outros. Quando recebemos elogios a mensagem de admiração pode estimular tanto a autoconfiança que podemos chegar a ficar “bêbados”. Por outro lado, quando recebemos críticas destrutivas o oposto acontece: há uma tendência mórbida de desprestigiar, de nos ofender.

Pense que em qualquer tarefa você pode ganhar ou perder, o importante é a nobreza dos recursos utilizados. O que é realmente importante é a dignidade com a qual viajamos pela estrada em busca dos nossos objetivos. Aceitar críticas construtivas do nosso ambiente facilita a adaptação a situações diferentes, enquanto o elogio pode nos enfraquecer, fazendo com que diminua nosso esforço nas qualidades lisonjeadas.

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As críticas são inevitáveis

A avaliação faz parte do pensamento de cada ser humano. Em nossa cultura, estamos acostumados a prestar mais atenção no negativo do que no positivo. Vemos mais facilmente as falhas e os problemas do que as qualidades e as oportunidades.

Cada pessoa responde à crítica de uma forma diferente. Achamos que isso depende  da crítica ser construtiva ou destrutiva, mas não é inteiramente assim. Até mesmo a crítica feita por duas pessoas diferentes pode provocar respostas e emoções totalmente opostas.

Às vezes a maneira como recebemos a crítica não depende daquilo que nos dizem, mas sim do que pensamos a respeito. Independentemente da crítica e de quem a faz, a diferença está em quem a recebe, na importância e interpretação que damos, tanto às palavras e gestos que recebemos quanto à pessoa que os transmite.

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Como tirar proveito dos elogios?

Para que os elogios não nos façam cair na armadilha da vaidade é importante elogiar a atividade ou comportamento especificamente, e não a pessoa. A maneira como elogiamos pode afetar o pensamento do outro e, por sua vez, a sua propensão para assumir desafios, perseverar e ter sucesso. Há duas mentalidades particulares: fixa e de crescimento.

Por outro lado, se somos nós que recebemos o elogio, pensamos que ele tem um componente positivo, pois reafirma o trabalho bem feito, fornecendo informações que dizem que o caminho seguido está correto. Há autores que nos dizem que vivemos para sermos reconhecidos, e não podemos negar que, para certas pessoas, isso parece ser verdade. Além disso, para algumas pessoas os elogios podem ser a base de orgulho, que em excesso pode distorcer a realidade do ambiente e do valor das próprias ações.

Para fortalecer alguém com um elogio, o melhor a fazer é formular sobre fatos ou resultados concretos. De pouco servem generalizações do tipo “você faz isso muito bem” ou “como você é inteligente”. Melhor dizer “eu gostei de como você resolveu este problema em particular” ou “você trabalhou muito bem para superar o objetivo atribuído, mesmo sabendo que não gostava da tarefa”.

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Da mesma forma que destacar apenas os pontos negativos gera frustração, dizer apenas o positivo gera comodidade. O problema com a maioria de nós é que preferimos ser arruinados pelos elogios do que salvos pelas críticas.

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