Este curta lhe dará uma lição sobre o valor das pequenas coisas

· abril 17, 2016

Se falarmos sobre os filmes de animação onde os protagonistas são robôs, certamente você vai se lembrar de WALL-E. No entanto, esperamos que depois de assistir a este curta que queremos lhe apresentar, você reserve um cantinho muito especial no seu coração para alguém chamado Bibo e para o valor das pequenas coisas.

Bibo é um velho robô imerso em rotinas rígidas que é obrigado a continuar vivendo. Sua existência é construída através de pequenas coisas cotidianas que lhe dão força e coragem. Bibo vende sorvetes e está empenhado no seu trabalho porque consegue fazer alguém feliz: uma menina.

Bibo é um curta com uma música inspiradora e uma mensagem que não nos deixa indiferentes. As pequenas coisas que realiza no seu dia a dia são na realidade o único modo de continuar a existir; fazem com que o seu mundo tenha um sentido.

Na verdade, temos certeza de que depois de assistir a este curta muitas perguntas surgirão em sua mente, porque os seus criadores escolheram muito bem o personagem e o contexto no qual ele está inserido.

De certa forma, os robôs são esses seres aparentemente artificiais e sem vida que em algum momento no futuro talvez sejam condenados a imitar nossas ações a até mesmo as nossas emoções. No momento, convidamos você a refletir sobre isso.

A vida imaginária de Bibo: uma história sobre a condição humana

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Bibo habita um mundo solitário, mecânico e estranhamente artificial. Na verdade, o nosso amigo é o único protagonista da história e vive em um mundo imaginário, onde apenas a rotina das pequenas coisas que realiza no dia a dia oferece algum incentivo e até mesmo felicidade.

Bibo vive em uma dimensão automatizada e melancólica. Sua única esperança é esperar o tempo passar e às 8:00hs da manhã correr até a praça e oferecer sorvetes para as crianças. Algumas crianças que só existem na sua imaginação.

Podemos dizer que este personagem de aspecto quadrado, mecânico e vazio por dentro representa muitas dimensões que nos caracterizam: a humanidade, essa raça que se acha superior às máquinas.

Nós também criamos mecanismos de defesa para nos protegermos da nossa realidade.

– Muitas vezes as rotinas, os hábitos e as pequenas coisas que realizamos criam o nosso mundo e nos permitem sobreviver de uma forma ou de outra. Não é uma vida com sentido pleno, mas é um bom salva-vidas que nos permite manter a força e a dignidade.

– Bibo gosta de coisas simples: aquecer os pés na frente da lareira, descansar em uma cadeira de balanço e respirar tristeza enquanto expira saudade… Ele é uma criatura que representa muito bem uma parte da nossa condição humana, em um momento em que os seres humanos deixaram de existir.

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Os mundos ilusórios que nos mantêm em pé

Todos nós temos sonhos e mundos interiores que, muitas vezes são a única coisa que nos dão forças para levantarmos todas as manhãs. Este sentimento deveria ser ocasional, ninguém deve viver apenas através dos seus mecanismos de defesa, dos seus sonhos e das falsas ilusões.

Bibo sofre a maldição de viver somente das recordações do passado e, em especial, de uma melancolia que dá corda aos seus passos, ao seu coração, a esse relógio sempre pontual, e até mesmo para aquela menina que deixou de ser real há muito tempo.

Os criadores deste curta, Anton Chistiakov e Mikhail Dmitriev, ganharam inúmeros prêmios. O que eles queriam transmitir como esse curta delicado, simbólico e emocionante, era uma simples reflexão sobre a vida do ser humano.

– Por um tempo determinado as pessoas cumprem uma função na sociedade em que vivem, assim como Bibo, que vendia sorvetes.

– Mais tarde, tudo muda e somos obrigados a viver das recordações do passado. Nos apoiamos nesse mecanismo de defesa onde o valor das pequenas coisas nos traz de volta as emoções do passado, que se transformam em pilares que nos dão forças para seguir em frente.

– A condição humana neste curta está presente em um robô de lata que representa, aparentemente, as últimas pulsações da nossa própria raça: a melancolia, as recordações, a tristeza e esse amor imenso pelos entes queridos que nos empurram para fazer o impossível. E até mesmo criar um mundo imaginário que já não existe mais.

Nós convidamos você a assistir este curta. Não hesite em compartilhá-lo!