Redes 5G, o que são e por que devemos nos importar

outubro 15, 2019
Vários especialistas têm chamado a atenção para as novas redes 5G, que estão prestes a ser implementadas em todo o mundo. Para muitos pesquisadores, essa tecnologia causará uma grave poluição eletromagnética com sérias consequências para a saúde.

Muito tem sido falado sobre as redes 5G. Trata-se de uma tecnologia de quinta geração que apresenta grandes diferenças em relação a suas predecessoras. No entanto, um bom número de médicos e profissionais da saúde vêm alertando sobre seus possíveis riscos.

Os avanços tecnológicos são totalmente irreversíveis. Uma vez alcançada alguma invenção ou descoberta, nunca há como voltar atrás. Muito menos quando esse avanço implica um elevado investimento de capital ou envolve o poder econômico de alguma maneira. As redes 5G não serão a exceção.

“A poluição nunca deveria ser o preço da prosperidade”.
-Al Gore-

No entanto, vem surgindo um grande debate coletivo a esse respeito. Na opinião de muitos especialistas, as redes 5G são uma tecnologia altamente poluente, que pode causar efeitos graves para os seres humanos e os ecossistemas como um todo.

O que se pede, então, é que pelo menos haja informações suficientes sobre o assunto.

O que é a tecnologia 5G?

O que é a tecnologia 5G?

A tecnologia 5G é aquela que permite realizar conexões sem fio entre todos os tipos de dispositivos. Atinge uma alta velocidade de conexão nunca antes alcançada, e tem uma grande capacidade para suportar altos volumes de tráfego.

Em outras palavras, as redes 5G permitem trabalhar a toda velocidade, com um grande número de dispositivos conectados simultaneamente.

Essa tecnologia também expandirá significativamente a “internet das coisas”. Ou seja, o manuseio de todos os tipos de dispositivos à distância, apenas com um telefone celular.

Até aqui, tudo muito bem. O problema é que as redes 5G exigirão uma alteração na infraestrutura, pois exigem a instalação massiva de milhares de pequenas antenas, cujos tamanhos variam desde o diâmetro de uma moeda até o tamanho de um frisbee.

Portanto, estarão por toda parte, funcionando o tempo todo e, de acordo com alguns, gerando uma nuvem constante de radiação crescente.

Um dos pontos mais problemáticos é que muitas dessas antenas terão que ser colocadas a nível do solo. Provavelmente haverá uma distância inferior a 100 metros entre elas, a fim de garantir uma interconexão efetiva.

Além disso, de acordo com a regulamentação em vigor, ninguém poderá saber exatamente onde elas estarão localizadas.

O efeito das redes 5G na saúde

Ainda não há conclusões definitivas sobre o efeito das ondas eletromagnéticas na saúde. No entanto, o que realmente existe são suspeitas importantes a esse respeito.

Em 2011, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde classificou as micro-ondas dos celulares como categoria “2B”. Isso significa: “possivelmente cancerígenas”.

Da mesma forma, existem vários estudos independentes que afirmam que essas ondas provocam estresse oxidativo generalizado. Isso predispõe a várias condições de saúde.

A Drª. Magda Havas, professora de ciências ambientais das universidades de Toronto e Trent, afirma que há evidências de que essas ondas alteram o funcionamento das células.

Além disso, há também a pesquisa Mobi-Kids, um estudo realizado com crianças e adolescentes. Aparentemente, o eletromagnetismo poderia ser o responsável pelo aumento dos casos de tumores cerebrais nessa população.

Os resultados ainda não foram publicados em sua totalidade.

O efeito das redes 5G na saúde

Realidade ou ficção?

Outro aspecto perturbador dessa tecnologia é que as redes 5G têm um alto potencial para exercer vigilância sobre as pessoas. Sua estabilidade, seu volume e sua velocidade permitem que seja possível fazer um acompanhamento detalhado de todas as ações realizadas por uma pessoa.

É possível que sejam coletadas informações inclusive de quantas vezes abrimos a geladeira ou secamos o cabelo.

Também chama a atenção o fato de dois países em particular terem declarado as redes 5G como sendo uma questão de estado: China e Estados Unidos. Aparentemente, há uma forte luta pelo controle dessa nova tecnologia.

Atualmente, aqueles que defendem a ideia de que essas tecnologias são inofensivas não apresentaram nenhuma evidência que sustente tal alegação.

Por outro lado, surgiram documentos oficiais que alertam sobre os possíveis danos dos campos eletromagnéticos. Um deles é o publicado pela Academia Europeia de Medicina Ambiental em 2016.

Além de qualquer consideração, o que todos nós precisamos é ser amplamente informados sobre o assunto. Aqueles que convocam um amplo debate sobre o tema estão certos. Se é verdade ou não que as redes 5G causam danos, todos nós temos o direito de saber.

Enquanto isso, convém ter cuidado com o acesso das crianças a essas tecnologias. Portanto, fica aqui um alerta, pois vale a pena cultivar hábitos, momentos e espaços para nos desconectarmos.

Romero Fernández-Bravo, M. A. Impacto sobre la salud de las emisiones electromagnéticas: radares y tecnología 5G.