4 passos para eliminar a dependência emocional

4 passos para eliminar a dependência emocional

fevereiro 8, 2015 em Emoções 92 Compartilhados
eliminar a dependência

Eliminar a dependência emocional é possível, mas para que isso aconteça é preciso que você tome a decisão de mudar, para só assim ter uma melhor qualidade de vida. As pessoas que sofrem de apego excessivo não aproveitam completamente as relações, se apegam demais e perdem sua individualidade. A maior porcentagem de pessoas com esse problema são mulheres, ainda que também existam homens que sofram exatamente do mesmo jeito que as mulheres, porém com a desvantagem de que eles têm mais vergonha de assumir e procurar ajuda psicológica. Sentem que sua masculinidade pode ser questionada, quando na realidade isso não vai acontecer. Uma baixa autoestima pode acarretar o problema da dependência, independentemente do sexo da pessoa.

1. Reconhecer que há um problema

Não existe dependência somente entre casais, isso pode acontecer com qualquer um… Amigos, familiares e pessoas a sua volta. A seguir, apresento uma lista de situações para que você avalie se sofre deste problema. Uma pessoa com apego doentio se caracteriza por:

Sua infelicidade se centra somente em uma pessoa, não aproveita nada que não seja estar com quem ama ou goste muito.

Sua alegria depende de como é tratado pelos demais e do quê eles pensam sobre você. Se você se sente aceito, está tudo ótimo, mas caso se sinta mal ou tenham opiniões ruins sobre você, cai em uma infelicidade imensa. Depende muito dos outros para se sentir bem ou mal.

Evita a todo custo ir contra alguma opinião para evitar confusões, o temor de incomodar ou ser repreendido toma conta de quem sofre de dependência emocional.

Coloca o desejo dos outros à frente do seu próprio desejo, sente como se não tivesse capacidade de decisão, sua vida é conduzida pelos outros.

Só se sente bem consigo mesmo caso se sinta querido: se ninguém te quer, se sente vazio e sem amor próprio. Qualquer um gostaria de ter alguém especial na vida, mas o que diferencia uma pessoa dependente de uma pessoa que tem uma relação saudável é que, quando está a sós pode até sentir saudades, mas isso não a impede de desfrutar de outros lados de sua vida. Já uma pessoa dependente não pode estar sozinha nunca, fica deprimida, sua auto-estima diminui e ela não é capaz de aproveitar a vida.

O sentimento de culpa está constantemente acompanhando o dependente, se sente responsável pela felicidade dos demais, seja de seu parceiro, de algum familiar, de amigos, etc. Sente como se estivesse na obrigação de fazer os outros felizes e, caso não faça, sente-se culpado.

– O medo é constantemente sua companhia: medo de perder essa ou aquela pessoa que tanto gosta ou ama. É um medo tão intenso que chega a impedir que mantenha relações saudáveis.

Cai facilmente em chantagens emocionais: não suportaria ser o culpado da dor de alguém, sacrifica a si mesmo para dar felicidade aos outros.

Prefere sofrer a deixar a pessoa com quem está envolvido, não tem forças para cortar contato porque nem ao menos se sente capaz de seguir um caminho diferente de quem ama.

A presença do outro é necessária para que a vida faça sentido, precisa que demonstrem que se importam da mesma maneira que se importa consigo mesmo. Se o objeto de dependência não age conforme o que o dependente planejava, a raiva aparece. As exigências custam uma vida.

Quer controlar a vida do outro, para só assim sentir segurança de que não será abandonado. Se transforma numa espécie de espião, quer ouvir até as conversas dele com outras pessoas. Fica obcecado, deixa de viver sua vida para viver a dele, para se assegurar de que não existem indícios de que ele deixará de se interessar por você. Se percebe que há risco de abandono, pode inclusive deixar de ser quem realmente é e fazer coisas que não gosta só para agradar.

Esta pessoa está tão centralizada na sua vida, que seus amigos e qualquer outra pessoa já não têm importância.  Existe a tendência de isolamento social, só se sente bem se estiver com a pessoa e, quanto mais tempo passar com ela, melhor.

A relação gera ansiedade, nunca estamos felizes porque queremos cada vez mais e, nosso maior medo é o abandono, isso seria uma catástrofe, porque não conseguimos imaginar nossa vida sem determinada pessoa.

2. Liste coisas que te prejudicavam e que você só fez por amor e carinho

Uma vez que já tenha reconhecido o problema, é preciso que se convença da vontade de eliminar a dependência emocional da sua vida. Faça uma lista de coisas que chegou a fazer por alguém, mas que te prejudicaram. É preciso ter consciência de que uma pessoa dependente não se preocupa com o seu próprio bem estar, prefere agradar o outro para não perdê-lo. Se você quer mudar, a primeira coisa a fazer é pensar em si mesmo antes de qualquer um, deixar que o seu bem estar seja o principal em sua vida.

O que aquela pessoa fazia que te prejudicava? Você fez algo por ela e acabou machucado? Exemplos: Deixou amigos, família, atividades, hobbies, estudos, desenvolvimento pessoal, etc.? Você foi tratado com o devido respeito que merece? Fez coisas ruins para não perdê-la? Como você está emocionalmente? Sente que mendigou afeto ou amor, e não conseguiu? Além de aproveitar a vida com essa pessoa, aproveitou também outras coisas? Podem ser hobbies, amizades, etc… Suportou muita negatividade só para não ser abandonado? É importante que esteja consciente do sofrimento que passou sendo uma pessoa dependente. Pense em toda negatividade que esta relação trouxe para você, dessa maneira sentirá mais vontade de mudar e de eliminar a dependência emocional.

3. Trabalhe para aumentar a sua auto-estima

O fator principal de qualquer dependência é a baixa auto-estima. Há muitas opções para aumentá-la, desde procurar ajuda profissional à fazer biblioterapia. Há muitos livros interessantes sobre auto-estima nas bibliotecas. Faça como se fosse estudar para uma prova, informe-se de tudo que possa sobre como aumentar e melhorar a auto-estima e leia livros que pareçam interessantes. Sairá instruído e com conhecimentos novos de qualquer das opções apresentadas acima.

4. Aprenda a estar só

A vida é mais bonita com amor, mas é mais saudável quando estamos bens com nós mesmos. Não podemos manter uma relação sã se não nos desenvolvermos como pessoas. Quando você ama a si mesmo e não precisa de mais ninguém, é quando está preparado para amar os outros de maneira saudável. Todos gostariam de ter o par ideal, uma pessoa para amar… Mas uma coisa é “necessitar”, e outra muito diferente é “desejar”. Quando você necessita, não dá certo pois você não ama a si mesmo e, assim não poderá amar os demais de maneira madura e saudável. Devemos aprender a aproveitar a vida sozinhos. Há inúmeras coisas a se fazer! Desenvolva suas habilidades, cultive seu futuro, dedique tempo aos hobbies, faça amizades, viaje, olhe ao seu redor e aproveite as pequenas coisas. E acima de tudo, cuide e ame a si mesmo como você merece.

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