Como posso ajudar meu filho com depressão?

· setembro 22, 2017

Ao notarem alguns sinais de alerta no comportamento das crianças ou depois de receber um diagnóstico oficial, os pais podem se perguntar: como posso ajudar meu filho com depressão? Falaremos um pouco sobre o tema neste artigo.

As crianças podem sofrer de depressão, assim como os adultos. É perfeitamente normal que nos contem ou nos mostrem que se sentem tristes, infelizes, irritados ou desencorajados durante um breve período de tempo, e isso é muito diferente de sofrer deste transtorno. É preciso diferenciar entre a expressão de emoções negativas e a presença de patologias.

Então, quando as emoções negativas ficam na vida da criança inundando-a pouco a pouco e interferindo nos diferentes aspectos da sua vida, como no seu rendimento escolar ou no convívio familiar, podem estar apontando a presença desse transtorno. Podemos fazer alguma coisa, como pais, para ajudá-los nessa situação? A resposta é “sim”.

“Uma das melhores coisas que podem acontecer na sua vida é ter uma infância feliz.”
-Agatha Christie-

Como posso saber se o meu filho está com depressão?

Antes de iniciar tratamentos com medicamentos, primeiro é preciso saber se este realmente é o problema que a criança possui. Para isso, é bom prestar atenção a uma série de sinais que podem apontar para uma depressão. Mesmo assim, sempre será preciso contar com o diagnóstico de um profissional.

Os sinais que precisam ser considerados são: estado de ânimo irritadiço ou depressivo, problemas de conduta ou de disciplina, perda de interesse ou prazer, baixa autoestima, isolamento social, agitação, dificuldade para se concentrar, sentimentos de que não vale nada e desespero.

Menino com depressão

Também são sintomas de alarme: mudança de apetite, choro frequente, transtornos do sono (tanto a falta quanto o excesso do mesmo), queixas físicas, cansaço, ganho ou perda de peso, condutas orientadas a machucar a si mesmo, crescimento e peso não apropriados para a idade e o desenvolvimento da criança e, por fim, mas não menos importante, falar ou tentar cometer suicídio.

É preciso considerar que estas circunstâncias também podem estar associadas a outros problemas ou transtornos. Desta forma, pode ser difícil para os pais delimitar se é depressão ou outra coisa. O que está claro é que apontam que tanto a criança quanto os pais precisam de ajuda… Peça-a e consulte um psicólogo apropriado!

“Não posso pensar em nenhuma necessidade da infância tão forte quanto a necessidade de proteção de um pai.”
-Sigmund Freud-

Como ajudar meu filho com depressão?

Além da ajuda profissional, é importante que, como pais, possamos contribuir com o nosso pequeno grão de areia e ajudemos nosso próprio filho. Para começar, se nosso pequeno tem uma baixa autoestima e costuma criticar a si mesmo, podemos elogiá-lo e reforçar o que é positivo. Mas, de um jeito sincero! Além disso, podemos questioná-lo de forma compreensiva quanto a essas críticas negativas para consigo mesmo, além de lhe apontar os pensamentos negativos que manifestar.

Na depressão costuma aparecer a culpa. Quando isto acontecer, deveremos ajudá-lo a distinguir entre aquilo que pode controlar e o que não. Se aparecer a impotência ou o desespero, podemos sugerir que escreva ou fale dos seus sentimentos, assim como anotar os pensamentos prazerosos 3 ou 4 vezes por dia. No início será difícil, mas é um exercício que irá ajudá-lo a aumentar o seu afeto positivo.

“Nunca é tarde demais para ter uma infância feliz.”
-Tom Robbins-

Como ajudar meu filho com depressão?

Se identificarmos que existe uma perda de interesse e tristeza, podemos preparar uma atividade interessante no dia. Nesta mesma linha, também vale planejar acontecimentos especiais e comentar em família temas agradáveis. De fato, o planejamento familiar é muito relevante nisso tudo. Ter estabilidade neste âmbito irá nos ajudar de forma considerável. A que me refiro? A manter uma rotina e a diminuir as mudanças nos assuntos familiares, falando sobre estes com antecipação para procurar reduzir as preocupações.

Se você observar pensamentos ou sinais relacionados ao suicídio, será preciso recorrer a um profissional o antes possível. Em resumo, é importante apoiar o pequeno o máximo possível e ajudá-lo da melhor forma que pudermos. Suas tristezas e pensamentos negativos também são importantes.

Imagens cortesia de Annie Spratt e London Scout.