Cortisol, o hormônio do estresse - A Mente é Maravilhosa

Cortisol, o hormônio do estresse

18, junho 2017 em Psicologia 1296 Compartilhados
Cortisol, o hormônio do estresse

O cortisol é um hormônio que age como neurotransmissor em nosso cérebro. Considerado pela comunidade científica o “hormônio do estresse”, nosso corpo o produz diante de situações de tensão para nos ajudar a enfrentá-las. A liberação deste hormônio é controlada pelo hipotálamo, em resposta a situações estressantes e a um nível baixo de glicocorticoides no sangue.

O estresse é uma emoção/estado emocional que gera tensão física. Ele pode provir de qualquer situação ou pensamento que faça com que nos sintamos frustrados, furiosos ou nervosos. Em pequenas doses o estresse pode ser positivo, como quando nos ajuda a evitar um perigo ou a cumprir nossos objetivos. No entanto, quando o estresse passa de ser uma emoção pontual para ser uma emoção recorrente ou um estado emocional crônico, pode prejudicar a saúde.

Por meio de nossa forma de pensar, acreditar e sentir, podemos condicionar nossos níveis de cortisol. A evidência científica demonstra que ao modificar nossos pensamentos, de certa maneira, estamos modificando a atividade bioquímica das células de nosso cérebro.

A falta de senso de humor, estar irritados constantemente, ter sentimentos de ira persistentes, cansaço permanente sem termos realizado esforço que o justifique, e falta de apetite ou gula são possíveis indicadores de níveis elevados de cortisol em nosso corpo.

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Dependendo de nossa personalidade e de como levamos a vida, geraremos cortisol ou serotonina.
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Cortisol, o hormônio do estresse e da insônia

As situações que interpretamos como estressantes aumentam nossos níveis de cortisol, podendo prejudicar a qualidade e a duração de nosso sono. O cortisol, apesar de ter uma má fama, deve ter um nível basal durante o dia para nos manter despertos e ativos, reduzindo-se durante a noite.

Os níveis de cortisol também são variáveis dentro do próprio dia: há pessoas que são mais ativas pela manhã e outras que só aceleram o ritmo após o almoço. No entanto, o normal é que vá se reduzindo gradualmente conforme o dia segue. Se os níveis de cortisol não diminuírem à noite, devido ao fato de que a resposta do estresse se mantém ativa, o normal é que tenhamos dificuldades para pegar no sono.

O cortisol desempenha um papel importante em nossa saúde e bem-estar, elevando seus níveis com cada problema que identificamos como uma ameaça. Quando nossos níveis de cortisol são ótimos, nos sentimos mentalmente fortes, esclarecidos e motivados. Quando nossos níveis são baixos, tendemos a nos sentir confusos, apáticos e cansados.

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Regular o estresse é importante e, em muitos casos, não é algo simples. Em um corpo saudável, a resposta ao estresse aparece para permitir que a resposta de relaxamento assuma o controle. Quando nossa resposta ao estresse se ativa com muita frequência, é mais difícil de apagar e, portanto, o desequilíbrio se torna mais provável. Por outro lado, quando o estresse se mantém e o relaxamento tão esperado não chega, ficamos doentes.

“O tempo para relaxar é quando você não tem mais tempo para isso”.
-Sydney J. Harris-

O estresse provoca muitas doenças

O estresse é a via através da qual o corpo trata de solucionar um problema, mas quando a situação se torna recorrente, este pode provocar doenças como diabetes, depressão, resistência à insulina, hipertensão e outras doenças autoimunes. A resposta de nosso corpo ao estresse crônico provoca um desequilíbrio bioquímico que, por sua vez, enfraquece nosso sistema imunológico diante de determinados vírus ou alterações.

As pesquisas demonstraram que o estresse recorrente ou muito intenso é um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento de somatizações, como consequência da falta de capacidade adaptativa às mudanças. São muitas as doenças psicossomáticas causadas pelo estresse ou desencadeadas e agravadas pelo mesmo.

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Quando o estresse agudo é contínuo, em nosso corpo podem surgir úlceras em diferentes partes do sistema digestivo, bem como problemas cardiovasculares. Inclusive, em pessoas com fatores de risco significativos pode até ocorrer um ataque cardíaco ou infarto. Todas estas doenças costumam avançar de maneira silenciosa, somatizando-se de diversas maneiras e em diferentes partes do corpo de acordo com determinadas características da pessoa afetada.

“Sem saúde a vida não é vida, é apenas um estado de abatimento e sofrimento”.
-François Rabelais-

O apoio social reduz os níveis de cortisol

O apoio social e a oxitocina agem em conjunto em nosso corpo suprimindo as respostas objetivas causadas pelo estresse psicossocial. O apoio social que familiares e amigos proporcionam é um dos fatores mais poderosos de proteção contra doenças relacionadas ao estresse, como as que enumeramos antes.

Um estudo de psicologia biológica da Universidade de Friburgo, na Alemanha, dirigido por Markus Heinrichs, demonstrou pela primeira vez que, nos humanos, o hormônio oxitocina tem um papel chave tanto no controle do estresse quanto no efeito redutor do mesmo. A oxitocina, além disso, tem um papel relevante em nosso comportamento social (fator modulador do estresse).

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É complicado controlar nosso nível de cortisol no sangue, mas existem determinados fatores mais fáceis de controlar diretamente que podem nos ajudar. Falamos de contar com uma boa rede de suporte social (pessoas com quem você sente que pode contar e realmente pode contar) ou de reduzir o consumo de determinadas substâncias, como o álcool e o tabaco, que de maneira indireta aumentam nossos níveis de cortisol.

Também ajuda manter uma dieta nutricionalmente ampla, devido ao fato de que uma diminuição na ingestão calórica pode aumentar os níveis de cortisol.

Além disso, incluir em nossa rotina exercícios de relaxamento e meditação reduz o risco de ter estresse crônico, conforme concluiu um estudo da Universidade Estatal de Ohio, nos Estados Unidos.

Segundo este estudo, a simples diferença entre os que meditam e os que não meditam é que para uma “mente meditativa” o pensamento ocorre e é testemunha, enquanto para uma mente que não medita o pensamento surge e é o chefe.

“Não há problemas que não possamos resolver juntos, mas há poucos que podemos resolver sozinhos”.
-Lyndon Baines Johnson-

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