Como detectar uma relação abusiva – A mente é maravilhosa

Como detectar uma relação abusiva

12, junho 2015 em Emoções 76 Compartilhados
relação abusiva

Especialistas explicam que, para poder determinar se uma pessoa está em uma relação abusiva, é preciso analisar seus sentimentos, seja em contato ou não com seu par. É preciso ser o mais objetivo possível, pois, do contrário, estará enganando a si mesmo e ao outro também.

Se nos últimos tempos você tem se sentido criticado, tenso, triste, angustiado, temeroso, rejeitado, ignorado, pouco importante, sem controle da sua vida, isolado, culpado de tudo que acontece, obrigado a se mostrar feliz ou fazer o outro feliz, está deixando seus gostos e interesses de lado para evitar uma briga, é porque sua relação não anda nada bem.

É certo que pode acontecer alguma dessas coisas em algum momento do seu relacionamento, mas o problema aparece quando isso se torna uma regra, e não uma exceção. Se você se sente de qualquer uma das formas ditas acima, duas ou três vezes por semana, há alguns meses, é preciso começar a analisar a fundo sua relação e o que ela produz em você. Agir o quanto antes pode trazer bons resultados. Se você ficar de braços cruzados esperando que a resposta venha do céu, tudo pode terminar mal.

Não é que estejamos desejando semear o terror nem é preciso terminar de maneira trágica, mas é bom que você deixe de negar os problemas para evitar a dor que pode chegar a causar uma separação. Muitas pessoas cometem esse erro, se acostumam a uma relação doentia, em se prender a uma rara lembrança boa por parte do outro. Assim, a situação nunca será solucionada, pelo contrário… tende a piorar.

Se seu parceiro frequentemente lhe ridiculariza em frente a seus amigos ou familiares, se critica ou regula tudo o que você faz, se lhe insulta ou diz palavras que ferem, se manipula com ameaças, mentiras, com silêncios ou frases sem terminar, se nunca reconhece quais são suas qualidades, se usa expressões corporais ou faciais para lhe assustar, se não gosta que você encontre com seus amigos, se não permite que você faça o que gosta, se utiliza de demonstrações de afeto após fazer algo errado, você está vivendo uma situação de abuso. É fundamental que você acabe com isso se não quiser se lamentar no futuro.

Está comprovado que os abusos tendem a aumentar se não for feito nada a respeito. Isto não significa que seu parceiro seja uma má pessoa, que ele é um assassino ou um ogro, mas talvez ele não perceba que o que ele faz lhe machuca. Por mais que ele faça milhões de promessas de que vai mudar e acaba não mudando nada, ou piorando porque ficou nervoso, porque você não liga para ele… tenha em mente que o responsável disso tudo pode ser ele, não você. Você não está diminuindo a culpa do abusador, mas tem que evitar que piore.

Cortar uma relação doentia é o mais difícil de se fazer, porque há um contato muito próxima entre você e a pessoa. E se adicionarmos a manipulação a tudo isso, fica ainda pior. O abusador ou pessoa violenta pode gostar do comportamento que tem, por isso é muito difícil mudar. Ele sempre tentará se justificar por tudo o que faz, já que está convencido de que está certo ou de que a outra pessoa “procurou” aquilo.

A relação abusiva: um flagelo da sociedade

Há mais casos de violência doméstica do que se pensa e do que vemos nos meios de comunicação. E nem sempre se trata de abuso físico, como bater em alguém. O abuso emocional é ainda mais perigoso, porque penetra mais fundo que uma agressão física. Talvez você conheça pessoas que estão passando por uma situação semelhante e nem saiba, porque é muito difícil perceber, já que a agressão não aparece da mesma maneira como um olho roxo costuma aparecer. O abuso emocional fere enormemente uma pessoa e, em muitos casos, essa ferida pode ser permanente. Por isso é que se diz que ele é mais perigoso que o abuso físico.

As brigas e as discussões nem sempre são sinônimo de violência. Não existem casais que nunca discutem e, caso haja, é motivo de preocupação, pois é impossível estar de acordo 100% das vezes. Em relação à violência emocional, ela vai além de uma briga pelos gastos familiares ou pelas despesas com os filhos. Trata-se de algo mais profundo, que chega muito próximo do coração e se aloja ali.

É que a pessoa vítima dessa violência muda sua atitude, seu estilo de vida, seus costumes… tudo para agradar o parceiro. E no trajeto oposto temos quem aterroriza, anula, insulta, humilha, etc. Detectar o abuso emocional é difícil, mas existem alguns sinais claros, como por exemplo baixa autoestima, depressão, angústia constante sem motivo aparente, isolamento das pessoas mais próximas, sentimentos de vergonha, auto desprezo, medo, insegurança, culpa, atitude passiva ou de complacência extrema, negação do problema, não aceitar a ajuda de um profissional, mentir, recorrer a algum vício, etc.

Lembre-se de que reconhecer o abuso é o primeiro passo para detê-lo. Não deixe que passe mais tempo, procure ajuda! Não aceite a culpa do outro, não seja responsável por erros alheios, não se deixe manipular e não caia em chantagens emocionais.

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