A doença como conflito entre o corpo e a mente

A doença como conflito entre o corpo e a mente

Última atualização: 29 janeiro, 2017

O corpo fala e se expressa através dos sintomas. Uma doença, as dores, as feridas, o mal-estar, são sintomas de que algo negativo está acontecendo dentro do corpo. Muitas vezes estes sintomas são um alerta de que essa negatividade tem a ver com o nosso mundo emocional.

Existem diferentes técnicas terapêuticas que abordam esse tema. Uma delas é a psicanálise de Freud e a sua teoria da repressão que parecia estar ultrapassada, mas continua sendo muito utilizada juntamente com as terapias de terceira geração. A mindfulness, a ioga, a medicina de renovação celular, a bioquímica física e cerebral e a física quântica, apesar de possuírem diferentes pontos de vista, concordam que o corpo e a mente estão diretamente relacionados, e a influência de um sobre o outro é muito poderosa.

Os alertas do nosso corpo

O corpo nos alerta de que algo não está bem quando sentimos dor, cansaço ou aparece uma doença. A nossa mente talvez esteja interpretando uma situação relacionada com as nossas emoções. É preciso parar e refletir sobre o que está acontecendo, como estamos nos sentindo e em que medida isto nos afeta. 

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A primeira opção é sempre a medicina tradicional e podemos nos ajudar utilizando o poder da nossa mente para potencializar os efeitos do tratamento. Para explorar todo o poder da nossa mente é necessário tempo, consentimento e paciência.

“Toda doença nada mais é do que a manifestação física de um mal-estar, de um transtorno, devido a uma condição mental que altera o equilíbrio do corpo”.
– Dr. Eduard Bach –

O poder dos pensamentos

A mente equivale a tudo o que pensamos. Cada pensamento que passa por ela influencia a nossa vida, o corpo e a realidade. Os pensamentos que mais influenciam o nosso ambiente são aqueles que mais prestamos atenção e alimentamos com as nossas palavras, comportamentos e reações.

Se os pensamentos afetam a nossa realidade e o nosso corpo, pensar positivamente ajuda a solucionar os problemas, as doenças e as carências? Não, pensar de forma positiva não é suficiente, porque pensamos de uma maneira que acreditamos que é boa para nós. E nem sempre é assim.

Para mudar essa forma de pensar e interpretar o que percebemos, é preciso ir mais além: analisar profundamente as nossas emoções, desenvolver a inteligência emocional e o autoconhecimento.

A doença como interpretação da realidade

Uma doença pode ser o reflexo de que a nossa mente está fazendo algo que não queremos. Para mudar isto, é preciso observar qual é o tipo de programação da nossa mente, como ela aprendeu a agir dessa maneira e como nos comportamos. O nosso aprendizado dentro da família é a origem da nosso gerenciamento emocional.

O medo, a ira, a tristeza ou a dúvida, refletem atitudes mentais que nos fazem reagir de forma desarmoniosa. Talvez não confiemos ou esperamos demais do outro.

Algumas doenças corporais são semeadas e cultivadas em nosso mundo emocional. Algumas das nossas dores são a consequência de experiências que não foram entendidas, que nos magoaram e provocaram sofrimento, insatisfação ou raiva. Estas experiências ficam guardadas dentro de nós e se refletem no nosso corpo.

Podemos dizer que alguns sintomas corporais ou doenças têm a ver com um certo grau de infelicidade ou insatisfação, resultado do apego, do excesso de controle, da raiva negada ou não entendida, etc. No fundo, toda enfermidade é algo que tentamos ocultar. Se uma desilusão machuca o seu coração, o corpo reflete da mesma forma. O corpo é o reflexo da forma como pensamos e sentimos a vida.

Emoções e doenças

As pesquisas publicadas demonstram, a partir de uma perspectiva psicológica, fisiológica e social, como as emoções e os comportamentos exercem um papel importante no bem-estar das pessoas e na manifestação de doenças.

Atualmente, existe um conhecimento maior dos fatores ou variáveis que são aliados da nossa saúde. E também sabemos como lidar melhor com a pressão, a competitividade e as exigências que enfrentamos na nossa vida diária. O gerenciamento das emoções se transforma em uma espécie de filtro determinante da saúde, e como consequência, das doenças das pessoas.

Eu penso, eu sou

Louise L. Hay dedicou grande parte da sua vida a ensinar as pessoas que os pensamentos podem mudar as suas vidas. Escreveu muitos livros que ajudaram muitas pessoas a descobrir o seu próprio valor e acreditar que as crianças podem aprender desde muito novas o poder dos seus pensamentos. Dessa forma, o seu caminho através da vida pode ser mais feliz e gratificante.

Convidamos você a refletir sobre o poder das afirmações, entendidas como pensamentos e palavras que utilizamos diariamente. Se conseguirmos identificá-las, transformar esses pensamentos negativos em ações e pensamentos positivos e interiorizá-los, mudaremos a nossa forma de sentir e viver.

“O poder está sempre no momento presente”.
 – Louise L. Hay –

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Tudo o que vivemos tem um significado; o maior aprendizado de uma experiência está em aprender. Aprender a nos conhecermos melhor e aceitar como realmente somos, ter um bom relacionamento com nós mesmos e com os outros. Aprender a se amar, mas para amar é preciso ter paciência e confiar, ser mais compassivo, parar de criticar e exigir demais, desfrutar do que possui e se entusiasmar com tudo. A natureza colocou tudo ao nosso alcance para que sejamos felizes.

Se aprendermos a gerenciar as nossas emoções, o corpo minimizará o envio de sinais preocupantes. Um cansaço exagerado e resfriados constantes podem ser sintomas de que estamos comprometendo o nosso sistema imunológico, fazendo um gerenciamento equivocado das nossas emoções. Por outro lado, quando estamos felizes e tranquilos, em um estado de crescimento e plenitude, secretamos hormônios que beneficiam a nossa saúde.


Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.