Dor de cabeça e estresse: dois aliados do sofrimento

Dor de cabeça e estresse: dois aliados do sofrimento

junho 15, 2016 em Curiosidades 1 Compartilhados
Dor de cabeça e estresse: dois aliados do sofrimento

A dor de cabeça mais comum atualmente é aquela provocada pelo estresse, que se destaca como o inimigo mais comum, familiar e persistente das pessoas. Depois de um dia de trabalho nos sentimos cansados, com a cabeça pesada e sem vitalidade.

De acordo com vários estudos realizados pela “Clínica Mayo”, este tipo de dor de cabeça associada ao estresse afeta de forma recorrente e pontual 78% das pessoas. Essa dor pode ser muito limitante e causa um aumento da tensão na região do pescoço, ombros e mandíbula, o que intensifica o sofrimento.

O estresse diário nos deixa tensos como as cordas de um violino afinadas com a dor e a angústia. É uma música que ressoa em nossas cabeças como batidas surdas carregados de sofrimento.
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Do ponto de vista psicológico é muito interessante analisar esse tipo de dor. Estamos diante de um dos sintomas mais comuns do estresse, cuja anatomia emocional tende a mobilizar não só a química do cérebro, mas o equilíbrio dos músculos, vértebras e nervos cranianos, aumentando assim a tensão e trazendo como consequência a dor.

Vejamos em detalhe a sua origem e como combater esse inimigo tão conhecido.

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A dor de cabeça e o eco das emoções acumuladas

Nosso corpo canaliza e recebe o impacto de cada uma das nossas emoções, sejam elas positivas ou negativas. Longe de ser um ato sutil, a íntima relação entre dor de cabeça e estresse é o resultado de uma engrenagem muito complexa, onde os neurotransmissores, o metabolismo, os nervos e o próprio coração detonam um mecanismo que muitas vezes é difícil controlar.

Para enfrentar qualquer tipo de dor, é necessário impedir que ela tome as rédeas da nossa vida: é aconselhável controlar seus gatilhos desencadeantes e enfrentá-la com firmeza e coragem.
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De acordo com um estudo realizado na Universidade de Maryland (EUA), dores de cabeça relacionadas ao estresse têm um impacto maior no sexo feminino e, apesar de ser uma das doenças mais comuns, é uma das mais esquecidas e difíceis de tratar.

No entanto, nada melhor do que conhecer o seu inimigo para enfrentá-lo com as suas melhores armas, aquelas que sejam mais adequadas às suas características e necessidades. Para este tipo de dor de cabeça nem sempre um analgésico resolve; precisamos conhecer outras estratégias e, acima de tudo, usar a prevenção.

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O mecanismo que origina a dor de cabeça por estresse

Ainda não sabemos exatamente como se origina a dor tensional associada ao estresse. Durante muito tempo os pesquisadores acreditavam que era devido principalmente à contração dos músculos dos ombros, pescoço, couro cabeludo e mandíbula.

  • O estresse e a ansiedade soam como uma “sensação de alarme” para o nosso cérebro diante de um perigo eminente do qual precisamos escapar. Nosso instinto nos prepara para a fuga, mas o racional nos impede e nos obriga a ficarmos quietos. Isto provoca uma grande tensão.
  • As últimas conclusões a que chegaram os especialistas indicam que essa tensão muscular provoca a liberação de certos neurotransmissores, que por sua vez, ativam os caminhos da dor.
  • É curioso como a sensação de sofrimento aumenta justamente quando chegamos em casa ou quando chega o final de semana. Nosso corpo, nosso cérebro, já não se lembra mais de “como relaxar” e pode manter e até aumentar a dor.

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Como enfrentar o estresse para aliviar a dor de cabeça

Como já observamos anteriormente, é necessário buscar nossos próprios métodos de acordo com as nossas necessidades. Com ajuda médica e estratégias apropriadas para enfrentar e combater o estresse diário podemos gerenciar este tipo de dor, tão comum atualmente.

Convidamos você a refletir sobre dois aspectos simples, que talvez possam ajudá-lo:

  • Conscientização: coloque um limite até onde você pode ir a cada dia. Um erro grave é encher a nossa agenda de tarefas, e talvez seja o momento de estabelecer prioridades: “não vou me preocupar com o que não é importante, não vou deixar isso me afetar, não vou deixar essa pessoa me incomodar, às 18 horas termino e vou descansar…
  • Começar e terminar o dia da mesma forma: com tranquilidade. Pode parecer bobagem, mas algo tão simples como levantar-se meia hora mais cedo e desfrutar de um momento de relaxamento, silêncio e meditação pode nos ajudar a enfrentar o dia com mais equilíbrio. Algo que, por sua vez, devemos repetir no final do dia: duas horas antes de dormir, relaxe e dê um tempo para você mesmo.

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Para concluir, trata-se de encontrar um caminho para o equilíbrio interior. Quando estamos em paz e em equilíbrio, nos permitimos estar presentes e nos livramos do estresse que acelera nosso coração e tumultua a nossa vida.

A dor de cabeça é apenas o primeiro aviso do que o estresse e a ansiedade podem nos causar. Devemos evitar esse estresse, que apesar de ser comum, é muito perigoso.

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