Efeitos da maconha no cérebro: você sabe quais são?

Você conhece os efeitos da maconha no cérebro?

Março 10, 2018 em Curiosidades 324 Compartilhados
Você conhece os efeitos da maconha no cérebro?

Poucos minutos após fumar maconha, a frequência cardíaca acelera, os vasos sanguíneos se dilatam, os olhos ficam vermelhos, a pressão arterial aumenta… os efeitos da maconha causam mudanças significativas no corpo.

As mudanças causadas pela maconha naqueles que a consomem não se dão apenas a nível físico, mas também mental. Os efeitos da maconha no cérebro são bem conhecidos. Acreditamos que hoje sejam poucas as pessoas que não sabem o que é a maconha. No entanto, é necessário parar e lembrar o que é exatamente essa substância.

O que é a maconha?

A maconha ou cannabis é uma mistura verde ou cinza de flores e folhas secas partidas da planta de cânhamo. Existem mais de duzentos termos populares para designá-la.

Maconha é o nome que os mexicanos deram ao cânhamo índico. Trata-se de uma espécie das moráceas e possui a aparência de uma urtiga fina. Mede cerca de um metro e oitenta centímetros e pode ser cultivada em qualquer lugar em que haja calor. As propriedades da cannabis fizeram com que ela se tornasse uma planta com muitos usos e de grande tradição. É utilizada para fins recreativos (drogas), medicinais e industriais (como matéria-prima).

A cannabis é originária da Ásia central e do sul. O povo assírio a utilizava em suas cerimônias religiosas e a batizaram de “qunubu”. E foi assim, antigamente, que começou o histórico da cannabis em rituais religiosos de todo o mundo.

Maconha

Tetraidrocanabinol: o principal composto psicoativo da cannabis

O principal ativo químico na maconha é o THC (delta-9-tetraidrocanabinol). O THC é o principal composto psicoativo da cannabis e um dos mais de 80 canabinóides diferentes que esta planta contém. Também, o TCH é o canabinóide mais abundante na planta de cannabis.

Quando a maconha é consumida, seja ela fumada, vaporizada ou ingerida, os canabinóides interagem com vários receptores do cérebro e do corpo (que fazem parte do sistema endocanabinóide). Desta maneira, o consumo gera sintomas ou sinais diferentes nos consumidores.

O THC é o principal composto psicoativo da cannabis e um dos mais de 80 canabinóides diferentes que essa planta contém.
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As membranas de algumas células nervosas contêm receptores de proteína que retêm o THC. Ao interagir com esses receptores, o THC produz uma grande variedade de efeitos no corpo, como sentimentos de euforia, relaxamento, alegria e muito mais. Por outro lado, há plantas de cannabis que são usadas para produzir cânhamo industrial. Elas contêm menos de 1% de THC e não são adequadas para o uso recreativo.

Principais efeitos da cannabis

A cannabis tem sido usada desde tempos antigos devido aos seus efeitos físicos e psíquicos. Os efeitos da maconha no cérebro implicam uma mudança geral na percepção, euforia e um melhor humor.

Além disso, seu consumo aumenta o apetite e produz a sensação de estar “chapado”. Os efeitos colaterais imediatos incluem a perda de memória a curto prazo, boca seca, olhos vermelhos, redução da capacidade motora e sentimento de ansiedade. 

A longo prazo, a maconha pode diminuir a capacidade mental e causar dependência. Os efeitos imediatos da maconha duram entre duas e oito horas e começam alguns minutos após serem consumidos, quando é fumada. Se ingerida, os efeitos demoram entre 30 minutos e uma hora para aparecerem.

Os efeitos da maconha no cérebro produzem uma mudança na percepção.
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Mulher desolada e sem forças

A síndrome amotivacional

Foi dito em muitas ocasiões que a maconha é uma droga inofensiva. No entanto, os efeitos negativos da maconha podem ser muitos e não negligenciáveis. Um desses efeitos, ao qual muitas vezes não se dá tanta importância, é a síndrome amotivacional. Dentro da palavra amotivacional pode caber tudo aquilo que faz com que o viciado em maconha seja considerado um verdadeiro “doente social”.

Os efeitos, de acordo com o psiquiatra Vallejo-Nájera, da síndrome amotivacional, passam pelas quatro fases seguintes:

  • Euforia. Sensação de laxismo e felicidade. Tendência ao diálogo. Estimulação da fantasia.
  • Alucinação impulsiva. As fantasias se transformam em alucinações coincidindo com a perda das noções de espaço e tempo. Nesta fase, há fortes cargas emocionais. As mudanças de humor são extremamente intensas. Quando acompanhada de álcool, esta fase se torna mais intensa.
  • Beatitude. Sentimento agradável, tranquilidade e paz. “Nem desejo nem medo”. A pessoa adormece lentamente.
  • Sonolência e torpor. Fase imediatamente posterior. A pessoa fica totalmente incapacitada durante algumas horas.

Os efeitos da maconha no cérebro segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Os efeitos subjetivos começam no instante após o início da inalação. Seus efeitos máximos (também no nível subjetivo do fumante) são alcançados trinta minutos depois de ter fumado. A duração desses efeitos pode ser calculada em quatro horas para a inalação e em 8 horas no caso de ingestão oral. O efeito que o consumidor aponta mais frequentemente é a alteração do sentido do tempo: parece mais longo do que realmente é.

Um dos efeitos da maconha, que muitas vezes não recebe muita importância, é a síndrome amotivacional.
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Também citam o aumento da sensibilidade auditiva e uma apreciação mais vívida da música. Algumas pessoas apontam uma impressão subjetiva de aumento dos sentidos do tato, paladar e olfato. Em geral, os efeitos da maconha no cérebro dependem da forma de ingestão e da quantidade de princípio ativo. O tetraidrocanabinol não se dissolve em água, portanto, apenas a ingestão e inalação podem ser as vias para consumo da droga.

Reações agudas após o uso da maconha

Quando ocorre uma intoxicação aguda, podem ocorrer ideias paranoicas, ilusões, alucinações, despersonalização, delírios, confusão, agitação e excitação. Pode haver também delírio e obnubilação com agitação e excitação violenta. Esses efeitos passam em algumas horas.

Os efeitos da maconha no cérebro quando há uma intoxicação aguda podem ser alucinações, ideias paranoicas e delirantes.
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Homem com medo

A personalidade do consumidor também influencia. Observa-se outro tipo de reação psicotóxica em pessoas que parecem estar dominadas por forte ansiedade, medo e pânico. Essas pessoas geralmente são agitadas e deprimidas, e às vezes retraídas.

A realidade é que não devemos brincar sobre o uso de drogas, mesmo que falemos de uma droga com a tradição da maconha. Seu consumo elevou a patologia mental nos jovens, um dado especialmente preocupante se considerarmos que aumenta a probabilidade de o consumidor ter um surto psicótico. Além disso, o aumento de alguns problemas, como a crise de angústia e pânico, se relaciona com seu consumo habitual.

Referencias bibliográficas

  • Cáñamo, “revista oficial da cultura da cannabis”, vários números, publicada em Barcelona, Espanha.
  • Valbuena, A., As toxicodependências, problemas médicos e psiquiátricos (Las toxicomanías, problemas médicos y psiquiátricos), 1986.
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