Incapacidade aprendida: o burro da sala – A mente é maravilhosa

Incapacidade aprendida: o burro da sala

3, fevereiro 2015 em Emoções 37 Compartilhados

Albert Einstein já dizia “todos nós somos gênios, mas se você julgar um peixe pela sua capacidade de escalar uma árvore, ele passará o resto da vida acreditando ser um idiota”. Este brilhante matemático definiu em poucas linhas o silêncio absurdo que acompanha a incapacidade aprendida: pessoas com habilidades que não são exploradas porque o sistema acadêmico está estruturado para valorizar algumas aptidões e desprezar outras, tão seriamente que um verdadeiro gênio da literatura pode passar toda a sua vida sem se dar conta disso, porque o que se esperava dele era que se desenvolvesse com sucesso no âmbito esportivo.

É assim que funciona a incapacidade aprendida.

O gênio inútil, ou a incapacidade aprendida

Durante os anos que passou no colégio, Albert Einstein não se destacou em nenhuma matéria, sendo basicamente nulo, tanto em humanas quanto em exatas. Sua posterior descoberta foi apenas mais uma das evidências do terrível fracasso do ensino acadêmico básico, que obrigava os alunos a aprender certos conhecimentos sem levar em conta a capacidade pessoal de cada um, algo que continua acontecendo até hoje. Dessa maneira, a incapacidade aprendida tem um papel muito importante no futuro dos estudantes.

A incapacidade aprendida, teoria descrita pelo psicólogo social Martin Seligman, consiste basicamente no fato de que a repetição de um estigma durante anos, o fracasso contínuo em uma disciplina, ou a visão negativa que a sociedade tem em relação ao fracasso, resultam na incapacidade, relativa a uma matéria, criada artificialmente por uma criança ou adolescente.

É comum dizer a uma criança “você não se dá bem com a matemática”, “com a gramática” ou “com o inglês”. No entanto, não deve ser assim. Ao criar a premissa relacionada à incapacidade de uma criança não conseguir realizar uma tarefa, isso acaba refletindo num baixo rendimento justificado pelas já conhecidas frases, como: “Para quê vou estudar se não sei nada de matemática?”. Isso acaba levando a criança em questão a fracassar constantemente, cumprindo exatamente o que seus pais lhe disseram.

A conclusão a que podemos chegar sem medo de errar é a de que ninguém, absolutamente ninguém, pode definir quem somos, tomando como base nossas falhas. Estas falhas são, na verdade, imprescindíveis pra conhecer a nós mesmos e o que se passa ao nosso redor.

O ser humano aprende com o fracasso, e a defesa aprendida se opõe à tendência natural em aprender algo depois de muitas tentativas falhas. Certa vez ouvi de um senhor, “Quando você souber escrever, ninguém vai se preocupar se você aprendeu cinco semanas atrás, ou se foi o primeiro em relação aos demais; Só importará que você sabe escrever, e se continuar praticando, pode ser que dentro de alguns anos se orgulhe do que custou a aprender, porque foi justamente a dificuldade que te fez se interessar em se aperfeiçoar mais que os demais.”

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