No meio do caminho tinha uma pedra

· julho 2, 2017

Existe um poema de Carlos Drummond de Andrade que diz assim:

“No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra…”

Quem de nós não encontrou uma pedra no caminho que nos fez tropeçar ou até mesmo cair? Há aqueles que encontram não somente uma pedra, mas pedregulhos na sua estrada. Não importa a ordem dos fatos, não importa qual a idade, se é homem ou mulher, se é rico ou pobre, se é bonito ou feio. O fato é que todos encontrarão problemas nesta vida, uns maiores, outros nem tanto, mas a pedra sempre existirá.

Sempre haverá uma pedra no meio do caminho

Em algum momento a pedra vai aparecer para te fazer tropeçar e te fazer cair. Mas diante de tudo, temos o poder de escolha, podemos escolher se ficaremos prostrados no chão comendo a poeira que os outros vão deixando, ou se nos levantaremos, sacudiremos a poeira e seguiremos em frente.

Confesso que já tropecei diversas vezes caminhando pela rua, e em muitas delas caí no chão. Se existe algo que não é nada fácil de fazer é se levantar depois de um tombo, a vergonha é demais! Mas o que você vai fazer se não se levantar? Vai ficar lá no chão fingindo que desmaiou? (Eu tinha uma colega que fazia isso…)

O que quero dizer hoje é que sempre existirão pedras, sempre existirão problemas, sempre existirão pessoas que irão nos derrubar. Sempre haverá um desavisado pra nos desanimar e falar que nunca seremos capazes, e será justamente neste momento que precisamos decidir se ficaremos prostrados ou se prosseguiremos a nossa jornada.

Ninguém foi feito para ficar no chão, ninguém foi criado para rastejar e implorar por migalhas de quem quer que seja. Não seja mais um que deixa tudo pelo meio do caminho, não seja mais um que nunca consegue terminar aquilo que começa, não seja mais um a se perder no meio do caminho porque encontrou uma pedra! Passe por ela, nem que você caia, rale o joelho ou quebre a cara! Tenha coragem e apenas passe pela maldita pedra!

E como disse o poeta João Guimarães Rosa:

“Todo caminho da gente é resvaloso.
Mas também, cair não prejudica demais – a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!…
O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem!”