Mom Shaming: uma péssima mãe ou uma mãe real?

Mom Shaming: uma péssima mãe ou uma mãe real?

novembro 25, 2017 em Psicologia 111 Compartilhados
Mom Shaming: uma péssima mãe ou uma mãe real?

Estresse, falta de tempo, responsabilidades, culpa, as opiniões dos outros… Estes são, provavelmente, alguns dos motivos que fazem com que muitas mulheres se considerem péssimas mães. É o que conhecemos como “Mom Shaming”.

A escritora Jill Churchill disse que: “não há como ser uma mãe perfeita, mas há um milhão de maneiras de ser uma boa mãe”. No entanto, algumas mulheres aspiram à perfeição total, seja por pressão própria ou externa e social. Falamos de uma ideia tão compartilhada quanto equivocada.

Uma pesquisa mostrou que o Mom Shaming é muito real

Infelizmente, a aspiração de ser uma mãe perfeita tem um alto preço que acaba atingindo as crianças também. Essa atitude crítica e autocrítica excessiva acaba gerando ambientes negativos que trazem muita ansiedade e interferem no desenvolvimento dos pequenos.

Mulher nervosa com a pressão da maternidade

Atualmente, com o avanço das tecnologias, da internet e das redes sociais, a crítica fácil e destrutiva é mais acessível do que nunca. Infelizmente, esse fato também afeta muitas mães. Por esta razão, a Universidade de Michigan lançou uma pesquisa que está intimamente relacionada com as críticas online ou seguidores que se espalham rapidamente pelas redes sociais.

A realidade que este estudo mostrou não é animadora. O resultado diz que duas entre três mães ficam envergonhadas quando leem ou ouvem os julgamentos das outras pessoas.

A realidade dos julgamentos

A verdade é que, conforme os dados coletados do estudo mencionado, aparecem realidades improdutivas. Por exemplo, mais da metade das mães entrevistadas disseram ter recebido críticas do ambiente familiar próximo ou conselhos que consideram inúteis.

O pior é que cada comentário desse tipo, e cada um desses julgamentos, acaba afetando a segurança de algumas mães. Ou seja, todas essas críticas, em muitos casos, gratuitas e casuais, fazem com que muitas mulheres se sintam inseguras e envergonhadas.

Mãe consolando a filha adulta

Dessa forma, essas mulheres acabam por não encontrar o verdadeiro caminho para o desenvolvimento dos seus filhos. Muitas são criticadas pela forma como disciplinam, como alimentam as crianças, e até mesmo por amamentarem o bebê.

Ou seja, na realidade, a capacidade da mãe é constantemente questionada. É algo que poderia não ser um problema se fosse um fato ocasional, mas acaba minando a segurança da mulher quando se torna algo constante. Obviamente, isso afeta o seu papel de mãe, o relacionamento com os filhos, com o parceiro, com o seu ambiente mais próximo…

“Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles”.
– Victor Hugo –

O Mom Shaming não é real porque você não é uma péssima mãe

No entanto, o Mom Shaming, como esse fenômeno é conhecido, não é real. E não é real porque esse sentimento de vergonha não é verdadeiro, é simplesmente uma consequência de comentários maldosos.

O problema é que a maioria das mães recebem críticas por não se comportarem segundo algum padrão ou segundo o que essas pessoas consideram como correto para a maternidade. As pessoas criticam praticamente tudo: dar à luz por cesariana em vez de parto natural, por não amamentar pelo tempo que alguém considera correto, sofrer depressão pós-parto, como administrar as suas emoções, trabalhar fora em vez de cuidar da criança, por falar ao telefone, porque assiste muita televisão…

Mãe com sua filha

Por que as pessoas se sentem no direito de julgar as mães como boas ou ruins? Não é fácil para todas as mães escapar dessa pressão. Na verdade, essa pressão geralmente vem do ambiente mais próximo, o que complica ainda mais a situação.

“Nunca na vida você encontrará ternura melhor e mais desinteressada do que a da sua mãe”.
-Honoré de Balzac-

No entanto, voltemos às palavras da escritora Jill Churchill. O importante não é ser uma mãe perfeita, mas uma mãe real, boa e amorosa. Se você ama o seu filho e lhe oferece o seu “melhor”, por que é necessário ficar ouvindo as opiniões alheias? Não existe um manual da mãe perfeita, o importante é o amor.

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