Não tenho tempo de criticá-lo, estou cuidando da minha autoestima

Não tenho tempo de criticá-lo, estou cuidando da minha autoestima

Maio 15, 2016 em Psicologia 4986 Compartilhados
Menina com autoestima saudável

Em muitas circunstâncias de nossa vida exercemos sobre nós mesmos cobranças muito duras que nos levam a desenvolver sentimentos de culpa e mal-estar. É muito complicado fugir disso: nos vemos obrigados a equilibrar e a melhorar nossa autoestima para sair desse lugar em que nos fechamos.

O que ocorre é que os problemas às vezes são muito grandes, e em vez de conseguirmos alguma melhora na autoestima como acabamos de dizer, acabamos indo pra o outro lado, de tentar diminuir os outros, acreditando que vendo os outros piores nos veremos um pouco melhores: a crítica dirigida ao outro pode ser um reflexo do nosso interior.
Agir assim, no entanto, é um erro. Essa forma de fugir do que se passa conosco é não só egoísta, mas também inútil: criticar o próximo é uma atitude que revela frustração e insegurança, entre outras coisas. Desse modo, devemos deixar de lado a crítica feita gratuitamente por maldade, e assim as pessoas podem deixar de ser tóxicas e causar muito menos dano aos outros, inclusive danos inconscientes.

A crítica fala sobre quem a faz, não sobre quem é criticado

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Crescemos sendo educados a partir do que nossa comunidade decidiu que é o convencional, porque estamos acostumados a aplaudir as coisas que interiorizamos como boas e a criticar ou julgar aquelas que em geral assumem que são ruins. Quando nosso comportamento sai da linha marcada pelo desejado socialmente, nos reprimimos e nos sentimos mal em relação a isso.

Não obstante, existem pessoas que saem da linha, que fazem sua vida sem se censurar e que seguem seu próprio caminho: é isso que os faz feliz. É fácil que uma pessoa que censura sua própria vida critique e julgue alguém que não o faça desse modo, porque o problema que a pessoa tem é consigo mesmo: a crítica define o crítico, não o criticado.

Nosso interior se reflete no trato com os outros, ainda que não queiramos isso. Se sentimos que não estamos felizes e que está em nossas mãos mudar a situação, devemos fazer isso. Do contrário, as rejeições, os insultos, os menosprezos em relação a outras pessoas, seguirão sendo só em uma direção: a nós mesmos e ao nosso vazio emocional.

“Existe uma evidência muito grande de que quanto maior é a nossa autoestima, melhor vamos poder tratar o próximo” 
-Nathaniel Branden-

O perfil de quem critica

Alguns dos recursos que uma pessoa que critica constantemente os outros usa são os seguintes:

  • A felicidade brilha pela ausência em sua vida: conforme falamos mais acima, se essa pessoa se sente com a necessidade de buscar o julgamento em relação aos outros e só assim se sente bem, é porque ela não tem amor próprio. Ter equilíbrio e bem-estar é importantíssimo para nossas relações pessoais: alguém que não está feliz consigo mesmo não poderá fazer ninguém feliz.
  • O desconhecido é um ponto certo de crítica: o mais recorrente é que a critica se dirija para o que as pessoas não conhecem ou conhecem muito pouco. É muito fácil criticar dessa forma, pois criticar alguém próximo pode causar mais sentimentos de culpa e mal-estar do que criticar algo mais distante.
  • Normalmente é uma pessoa dependente dos outros e insegura: melhorar a autoestima implica melhorar a segurança em si mesmo. Um crítico pode ser uma pessoa insegura, que precisa dos outros para se destacar em sua própria realidade e solidão.
“Quem dedica seu tempo a melhorar a si mesmo não tem tempo para criticar os outros.” 
-Teresa de Calcuta-

Chaves para melhorar a autoestima

Existem alguns comportamentos chaves que nos ajudam a melhorar a autoestima, evitando assim que nosso mal-estar interior recaia sobre as outras pessoas que nada tem a ver com isso:

  • Lembrar dos êxitos e das conquistas.
  • Aceitar os erros sem julgamentos e críticas.
  • Não buscar a aprovação dos outros, só de nós mesmos.
  • Recordar os valores positivos que temos como pessoas, fazer uma lista até se isso for necessário.
  • Aceitar  nossa forma de ser, o que queremos fazer e como nos sentimos. Isso nos ajudará também a melhorar nossa autoestima.
  • Superar o passado e aprender com os erros: nesse caso, criticar os outros nos ajuda a pensar que viramos a página quando, na verdade, ainda não viramos.

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“A autoestima é a capacidade de se conhecer, se aceitar e se valorizar, que nos permite viver uma vida mais equilibrada, alegre, harmônica e produtiva.” 
-Reny Yagosesky-

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