Nunca pensei que na felicidade houvesse tanta tristeza

Nunca pensei que na felicidade houvesse tanta tristeza

julho 18, 2015 em Emoções 0 Compartilhados
tristeza

O mundo irá quebrar o seu coração de todas as formas imagináveis. Isto é uma garantia e eu não posso explicá-lo, como também a loucura que carrego dentro de mim ou a loucura que levam os outros. A vida nunca é justa mas você deve encarar os tombos e seguir em frente. E quando você tiver o coração quebrado terá que reconstruí-lo e, não só isso, terá que confiar de novo e esta é a parte mais difícil. Apesar de tudo isto, ainda que a vida traia todas as suas ilusões, você deve continuar sonhando, sabe por quê? Porque se você não criar ilusões, porque se não sonhar, porque se não amar, que tipo de vida você estará vivendo? De que serve a vida se você não estiver aproveitando-a? Não dá para viver com medo a vida toda. A vida é assim: você cai, se levanta e volta a cair. Mas se você nem sequer se move por temer cair, na verdade, já se afundou.

O lado bom das coisas

Já cruzei com gente na vida que não soube construir com as pedras que encontrava em seu caminho. Ao contrário, tropeçavam ou as carregavam sobre seus ombros. Eu mesmo já fiz isso.

Na verdade, como disse Benedetti, nunca pensei que na felicidade houvesse tanta tristeza. Na verdade eu achava o contrário, que a felicidade era um caminho de rosas sem espinhos e não de pedras ou de caminhos impossíveis. Mas me enganei, e isso você só começa a entender quando está preparado para ser feliz. A felicidade implica em sofrer, é uma condição estranha porque somente o forte resiste.

Que ironia, não é mesmo? A verdade é que não é tão esquisito pensar que a felicidade implica na plenitude, que é um equilíbrio emocional que também precisa da tristeza e dos obstáculos.

Na felicidade pode haver tristeza

A tristeza também é importante

Por isso é que hoje estou convencida de que preciso da tristeza e da dor para fazer tudo o que me propuser. É um pecado não aproveitar o esforço que implica se recompor após um tombo.

Não vou mentir, nem sempre me levantei tão facilmente depois de um tombo, e acho que é a coisa mais natural do mundo. É justamente na derrota que mais aprendi, porque me ver envolto na escuridão me fez perceber que vale a pena se levantar, mesmo que a tempestade tenha sido devastadora.

No fim das contas, não dá para ver o arco-íris sem um pouco de chuva. Acho que o fato de ter compreendido isso me faz uma pessoa afortunada, e sem dúvida a vida tem me tratado com consideração me dando suas lições. Ou seja, cheguei à conclusão de que em nosso caminho tanto o bom quanto o ruim andam juntos. E isso não é nada negativo, e sim necessário.

De fato, as coisas mais maravilhosas do mundo estão pautadas por essa dureza: com a vida chega a morte, e com ela uma despedida. O amor se protege de loucura, mas o desamor pode ganhar a batalha e os momentos mais maravilhosos também terminam. É justamente isto que os faz especiais. É preciso estar atento aos sinais para poder ver quando a vida nos presenteia com o nosso momento. E se acreditamos que devemos ver ou fazer algo, sintamos a necessidade de continuar procurando a melhor forma de fazê-lo.

Nunca deixe de fazer algo por medo de perder. Lembre-se de que na felicidade também há tristeza e que isso não é um preço a pagar, e sim algo que temos que compensar.

Se cairmos, que seja porque estamos caminhando por novos caminhos.

Imagem de Christian Schloe

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