O estresse e a timidez diminuem nosso tempo de vida

· fevereiro 7, 2015

O estresse prejudica seriamente a nossa saúde. Problemas físicos e psíquicos, acompanhados de envelhecimento precoce, são algumas das consequências para quem sofre de estresse.

Pesquisas científicas recentes indicam que pessoas tímidas, medrosas ou ansiosas são as melhores candidatas a sofrer continuamente de estresse, e isso as leva a viver menos tempo do que as pessoas extrovertidas e alegres.

As funções realizadas pelo nosso corpo são controladas pelo cérebro, pelo sistema nervoso central e pelo nosso estado de ânimo. A mente e o corpo formam um laço inseparável. Fatores como processos metabólicos sobre proteínas, frequência cardíaca e pressão arterial dependem do nosso sistema nervoso.

Quando causamos um estresse psicológico prolongado em nossa mente, inúmeros problemas físicos ocorrerão em nosso corpo, e o dano maior ocorrerá em nosso sistema imunológico.

Nosso corpo responde ao estresse com um mecanismo de defesa conhecido como “reação de luta ou fuga”. Essa resposta é vital para superar situações que apresentem perigo ou ameaça. Nossos sentidos são intensificados pelo sistema nervoso, modificando a frequência cardíaca e a respiração, aumentando a atividade muscular, o nível de glicose no sangue e diminuindo a resposta do nosso sistema imune.

Os protagonistas neste momento são os hormônios (glucocorticóides e adrenalina) produzidos por glândulas suprarrenais, que se encarregam de proporcionar a energia necessária ao corpo.

Quando esta reação de luta ou fuga permanece ativa por mais de dois minutos mesmo na falta de perigo, ela se prolonga em consequência de fatores que influenciam nosso estado emocional (como problemas familiares, no trabalho, doenças). O nível de hormônios, que a princípio nos beneficia, começa a danificar nosso organismo de maneira contínua, devido à diminuição das nossas defesas.

Estudos publicados na revista PNAS (Proceedings of the National Alcancemy of Sciences) demonstram que os hormônios do estresse podem ser liberados em quantidades elevadas em situações como timidez ou medo irracional de novas situações (como encontrar estranhos, conversar com pessoas, ter medo de objetos e lugares, mesmo quando não apresentam nenhuma ameaça). Este medo irracional do novo é denominado Neofobia.

Os grupos mais afetados são crianças e jovens, que mantêm este tipo de comportamento enquanto alcançam a maturidade. Se permitirmos que o ritmo da sociedade nos estresse, vamos liberar hormônios de forma contínua, o processo de envelhecimento será acelerado e ficaremos doentes com mais facilidade.

Se estas novas situações forem enfrentadas com medo e timidez, e isso se mantiver pelo resto de nossas vidas, o nível de hormônios será sempre aumentado, o que poderá reduzir a expectativa de vida em aproximadamente 10 anos. O ideal é, portanto, levar uma vida calma e tranquila, mas também decidida, corajosa e sem medo do novo.