O tempo muda todos nós

· maio 7, 2016

O tempo está unido e fundido com as experiências que vamos recolhendo durante toda a nossa vida, então todas as coisas nos fazem aprender, conhecer e mudar. De fato, estamos tão ligados ao tempo que ele parece se alongar ou se encurtar dependendo do nosso estado de espírito e das nossas expectativas de vida.

O tempo, como se costuma dizer, não passa em vão, muito menos se olharmos para o que éramos dez anos, cinco meses ou três semanas antes do momento presente; porque já se sabe que, além disso, não há nada mais relativo do que os anos.  Neste sentido, nós geralmente medimos o tempo em eventos-chave que nos marcaram e dos quais sempre lembraremos.

Viver significa experiência e as experiências medem o tempo

Qualquer emoção que surge de um contato direto com a realidade implica uma mudança: podemos viajar e conhecer novos modelos de vida, encontrar pessoas com pensamentos e hábitos que não conhecíamos, formar uma família, perder pessoas que pensávamos que estariam ali para sempre, descobrir o amor e o desamor, etc. Tudo isso nos mudará sem percebermos.

A verdade é que viver tem preços distintos, e um deles, como se sabe, é ter experiências e ligá-las ao nosso tempo de vida. Haverá momentos que nos marcarão tanto que pensaremos neles como algo que durou mais tempo que o real, e outros que lembraremos apenas como algo passageiro. Por isso dizemos que mudamos com o tempo.

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Além disso, normalmente costumamos apontar as experiências mais negativas ou mais positivas que podemos viver como culpadas pelas nossas mudanças de personalidade e, às vezes, físicas. Os extremos sempre trarão a diferença: não devemos esquecer a verdadeira felicidade, nem os nossos fracassos e superações.

Se passarmos por um mau momento, provavelmente sairemos mais forte dele; se estivermos errados, sabemos que não erraremos da próxima vez; se estivermos felizes, só nos contentaremos com aquilo que nos faz bem e fugiremos da tristeza, etc.

O que é certo é que nunca mais voltaremos a ser os mesmos depois de uma experiência nova ou depois de fazer aniversário: o tempo nos transforma e molda a nossa pessoa.

A resistência à mudança, na verdade, é inútil. Querer evitar que algo aconteceu em nossas vidas e querer pensar que tudo continua como um tempo atrás não serve de nada, porque a realidade não funciona assim. Como alguém disse certa vez: tudo flui e tudo permanece. Isto é, nossa essência continuará sendo a mesma, mas nós não seremos os mesmos.

O segredo é se adaptar e aceitar

Se não podemos resistir à mudança, a única maneira de crescer para o bem como pessoas é aceitá-la. Renovar-nos e se já não pudermos ser fiéis aos nossos princípios, criar outros novos que nos ajudem a começar de novo.  Seria benéfico se entendêssemos que o tempo passa e só nós somos capazes de decidir o que fazer com ele e como usá-lo.

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Da mesma forma que o tempo nos muda, também muda as pessoas ao nosso redor e, consequentemente, influencia os relacionamentos que temos em comum.

É essencial compreender que aceitar a mudança em si é tão importante quanto aceitar a de outra pessoa, desde que ela não nos prejudique diretamente: nestas circunstâncias, provavelmente a outra pessoa também precisa da nossa adaptação.

Imagens cortesia de Claudia Tremblay e Pascal Campion.