Pele e emoções: qual é a relação entre elas?

· maio 31, 2018

Quando estamos tristes ou estressados, nossa pele parece ficar menos lustrosa, mais áspera, desidratada e com menos cor do que o habitual. No entanto, se nos sentimos bem, nossa pele parece estar em perfeita harmonia. Isso é evidência do relacionamento revelador que existe entre pele e emoções.

Com cerca de 2 metros de comprimento e mais de 5 quilos de peso, a pele é o maior órgão do nosso corpo. É um livro aberto sobre problemas psicológicos e de saúde. Portanto, qualquer sensação negativa intensa pode ser visível através dela.

Alergias, coceira, aspereza, palidez, vermelhidão, urticária, secura, rachaduras, feridas, alterações na pigmentação, transpiração, desidratação… São sintomas difíceis de esconder, e algumas das mudanças que podem aparecer na pele não possuem gatilhos fisiológicos. Podem ser alterações psicossomáticas cuja origem é psicológica e de raiz emocional.

Pele e emoções estão intimamente relacionadas. Às vezes a pele expressa o que silenciamos.

A relação entre pele e emoções

Quando sentimos vergonha, ficamos com as bochechas vermelhas. Se estamos com medo, ficamos pálidos. Quando estamos apaixonados, ficamos com o rosto iluminado. Se algo nos impressiona, ficamos arrepiados. São muitos os casos em que pequenas mudanças na pele nos mostram como estamos.

Alterações cutâneas

No entanto, é preferível ir a um médico ou um dermatologista diante deste tipo de alterações na pele. Dessa forma, podemos garantir que não sejam sintomas de qualquer doença grave ou patologia.

Os estímulos que recebemos do ambiente ativam uma série de sistemas em nosso organismo. Por exemplo, quando sentimos raiva, nosso corpo alerta o sistema nervoso, o sistema endócrino e o sistema imunológico, entre outros. Esse sentimento negativo produz uma série de mudanças em nosso corpo, que têm manifestação interna e externa (Schwarzer e Koo Chon, 1998).

Emoções na área de pele alterada

A área em que essas mudanças ocorrem mostra o impacto e a intensidade da emoção naquela parte do corpo.

  • Se vemos pequenas espinhas ou alergias no rosto, podemos sentir medo de perder nossa confiança, um complexo de inferioridade, ou ter a necessidade de ser protegidos.
  • Na cabeça, pode ser sinal de um bloqueio criativo ou uma necessidade de mudar o nosso pensamento e romper com o estabelecido. Também podem ser vinculadas à saudade de um passado que queremos recuperar ou feridas emocionais.
  • A herpes nos lábios e o terçol nos olhos geralmente são sinais de inquietação e nervosismo. Nesses casos, a pele e as emoções se unem para tentar externalizar nosso pânico, raiva, medo, desespero ou proteção emocional. A aparição nos órgãos genitais significa que estamos enfrentando um sentimento de culpa ou castidade. Costuma-se dizer que a herpes nesta área do corpo é um sinal de ambivalência entre desejo sexual e vergonha.
  • As alterações da pele nos pés possivelmente refletem a insatisfação com o lugar onde nos encontramos e a necessidade de experimentar mudanças.
  • Se as alterações são encontradas nos braços, elas podem indicar falta de carinho e ausência de contato emocional. Também podem ser indicativos da existência de conflitos no trabalho ou estudos, especialmente se a alteração ocorrer nos cotovelos.
  • Quando ocorre nas mãos, o desequilíbrio se manifesta entre os atos de dar e receber.
A relação entre a pele e as emoções

Dependendo da camada da pele

A pele é composta por três camadas: a epiderme é a mais superficial, a derme é intermediária e a hipoderme a mais profunda. Assim, de acordo com a camada afetada, os tipos de conflitos emocionais serão diferentes. Sem dúvida, esta é mais uma evidência da relação entre pele e emoções.

  • Os problemas na epiderme geralmente refletem um conflito relacionados à separação, perda de parceiro, dificuldades na relação com um parente, amigos ou com um grupo. Os eczemas nesta camada são um sinal de medo ou medo de estar sozinho e isolado. A esclerodermia pode refletir uma separação dramática, sem solução. A psoríase mostra um problema de dupla separação: consigo mesmo e outro de contato.
  • Na derme se apresentam problemas de separação e perda de identidade física. As verrugas nesta camada da pele mostram uma espécie de cicatriz causada por um ataque anterior. É um escudo que deixou a marca de um ataque ou uma agressão. Se aparecem nas extremidades inferiores, o conflito está associado à infância.
  • Por fim, na hipoderme as alterações indicam uma desvalorização estética de si mesmo, falta de confiança, excesso de peso ou retenção de líquidos. Também estão relacionadas a pensamentos autodepreciativos.

Doenças emocionais

Quando o fígado não funciona corretamente, o acúmulo de bilirrubina no corpo causa icterícia. Ou seja, a pele fica amarelada. Um sinal revelador da relação deste órgão com outros tecidos, você não acha?

Embora a evidência científica ainda não seja muito reveladora, acredita-se que reter ódio, rancor, inveja ou raiva por um longo período de tempo tem um impacto sério em nossa saúde física.

Problemas de pele, ansiedade e fobias

Do mesmo modo, a dermatite atópica está relacionada à presença de ansiedade e fobias. As pessoas com esses problemas costumam ter um controle muito rigoroso de seus impulsos agressivos, que são direcionados para a pele. Por outro lado, a urticária está associada à fantasia de ser agredido. Portanto, as pessoas que sofrem com isso são muitas vezes temerosas, passivas e sensíveis, especialmente em suas relações sociais.

Como vemos, pele e emoções mantêm um vínculo integral. É por isso que qualquer alteração externa neste órgão deve ser cuidada. E não apenas por hidratantes ou remédios, mas verificando o nosso interior.