Tenho o pressentimento de que um dia tudo irá se encaixar

Tenho o pressentimento de que um dia tudo irá se encaixar

outubro 1, 2016 em Psicologia 12 Compartilhados
Tenho o pressentimento de que um dia tudo irá se encaixar

Tenho o pressentimento de que um dia tudo irá se encaixar, de que cada esforço irá encontrar o seu canto privilegiado e de que toda a espera terá a sua recompensa. Porque confiar no que a intuição pressente é escutar a voz da alma, a sabedoria do nosso inconsciente conectado com o mundo e com a nossa essência.

Todos nós, em algum momento da nossa vida, já tivemos algum tipo de pressentimento. Não é magia, não é pré-cognição, nem uma bola de cristal que desvenda o nosso futuro. Para Daniel Cappon, célebre psiquiatra da Universidade de York, no Canadá, o pressentimento é a coroa da inteligência humana, um conceito desprestigiado, mas que na realidade é responsável por grande parte da nossa sobrevivência como espécie.

Confie na sua intuição e atenda esse pressentimento que acelera o seu coração e que te indica que algum dia tudo irá se encaixar na sua vida, porque às vezes dois olhos vendados veem mais que uma mente cega.
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Cada vez que comentamos com alguém que temos o pressentimento de que algo vai correr bem, essa pessoa mostra logo um sorriso de ceticismo. No entanto, antes de começar a criticar ou a fazer chacota, deveríamos entender que finalidade têm estas súbitas e inexplicáveis sensações: nos fazer tomar uma decisão rápida com base em dados e experiências subjacentes na nossa consciência.

Um pressentimento não é nada mais do que o nosso instinto colocando luz no retrovisor para nos alertar a respeito de algo.

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A anatomia do pressentimento

Malcolm Gladwell, autor do livro “Inteligência Intuitiva” nos indica que os pressentimentos são a voz da intuição. Se para muitos de nós esta palavra causa uma certa desconfiança, isso é devido à atribuição sobrenatural que se tem dado a ela até aos dias de hoje. Deveríamos portanto “dissecá-la” e entender um pouco mais sobre a sua apaixonante anatomia.

As pessoas, em geral, confiam mais nas suas decisões conscientes, refletidas e profundamente pensadas do que nas intuições. No entanto, grande parte das nossas reações advêm mais daquilo que chamamos de “instinto”.

Somos seres profundamente emocionais, e tendo em conta que nem sempre temos tempo para realizar uma análise detalhada de tudo o que nos envolve na hora de tomar uma decisão, recorremos à voz da consciência: o pressentimento e a intuição.

O ser humano armazena grande parte do seu conhecimento no subconsciente, onde o mundo emocional, o instinto e a raiz de todas as nossas experiências se combinam de modo sutil para destilar isso que chamamos de intuição. 

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Tanto é assim que, segundo um artigo publicado na revista “Psychology Today“, os pressentimentos são a nossa melhor bússola cotidiana, porque nos permitem agir de acordo com a nossa verdadeira identidade.

Como entender os pressentimentos

Os pressentimentos são acompanhados regularmente por diversas sensações fisiológicas: tremores, arrepios e sobretudo o clássico “nó” no estômago. Michael Gershon, pesquisador da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e autor do livro “O Segundo Cérebro”,  nos diz que é precisamente no estômago que se aloja uma extensa rede de células nervosas que se conectam com o nosso cérebro emocional.

Essa súbita sensação física que surge com o pressentimento não é nada mais do que a voz das nossas emoções nos advertindo a respeito de algo. Agora, chegando a este ponto, é muito provável que os nossos leitores se perguntem de que maneira podemos compreender um pouco melhor os seus próprios pressentimentos. Vamos ver isso mais detalhadamente.

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Segredos para aprofundar melhor os nossos pressentimentos

O doutor Daniel Cappon, citado no início do artigo, publicou um livro muito interessante intitulado “Intuition and Management“, onde nos ensina a desenvolver um pouco melhor estas dimensões. Segundo ele, os pressentimentos são parte da nossa inteligência, e portanto devemos “escutá-los” sempre.

  • O nosso inconsciente é como um computador interno capaz abrir um caminho de forma rápida entre a escuridão para nos dar uma informação. Temos que ser capazes de entender todas as sensações, dados ou inferências que ele nos envia. 
  • Nem todos os pressentimentos são válidos, e isso é um detalhe a ter em conta. A sua finalidade é nos fazer refletir sobre algo para, posteriormente, decidir.
  • Tanto a intuição como os pressentimentos são muito comuns em pessoas criativas.
  • Isso não está nada relacionado com o gênero: homens e mulheres poder ser igualmente intuitivos e ter o mesmo número de pressentimentos positivos e negativos ao longo do dia.
  • Os pressentimentos aparecerão de forma mais habitual no nosso cérebro nos momentos de calma, quando conseguimos finalmente nos desconectar do ruído externo para sintonizar com o coração, com as emoções.

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A intuição, assim como os pressentimentos, são portas diretas para o nosso sábio inconsciente, desconsiderados regularmente pela sociedade que valoriza apenas o quantificável, o concreto e o hemisfério esquerdo que regula a lógica-matemática.

Não obstante, escutar de vez em quando esses pressentimentos que inquietam a nossa mente pedindo permissão para serem escutados pode ser algo crucial, e não deve ser alvo de críticas. Porque a intuição é a lucidez da experiência, algo que o coração conhece e que a mente ignora.

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