Psicofármacos ou terapia psicológica? Descubra qual é melhor!

· dezembro 22, 2017

Quando vamos ao médico porque nos encontramos mal emocionalmente, quais costumam ser os passos a seguir? Existem duas possibilidades: o médico vai receitar medicamentos ou nos encaminhar a um psiquiatra. Mas não ao psicólogo, mesmo que você peça… Mas afinal, o que é mais eficaz: psicofármacos ou terapia psicológica?

Alguns médicos tendem a recorrer ao caminho mais fácil; como se tomar determinada medicação fizesse nossos problemas desaparecerem. Os problemas vão continuar presentes quando você interromper o tratamento… ou você vai tomar a medicação pelo resto da sua vida? Então, qual seria a melhor solução?

Continue lendo e descubra por que um tratamento psicológico cognitivo-comportamental é mais benéfico, ou por que este pode ser o melhor complemento para um tratamento farmacológico inicial.

“A psicologia, diferentemente da química, álgebra ou literatura, é um manual para a sua própria mente. É um guia para a vida.”
– Daniel Goldstein-

Psicofármacos ou terapia psicológica?

Psicofármacos

Qual é o problema dos psicofármacos?

O objetivo deste artigo não é acabar com os psicofármacos para sempre. A verdade é que há situações nas quais é necessário recorrer aos remédios. O ponto de inflexão recai sobre o fato de, em alguns países, haver uma tendência exagerada em receitá-los. Algumas organizações chegaram a pedir por menos medicação e mais terapia psicológica.

Os efeitos colaterais deste tipo de medicamentos são conhecidos pelos profissionais de saúde, tanto a curto como a médio e longo prazo. Mas este não é o único problema, pois sua eficácia é duvidosa no tratamento de alguns transtornos psicológicos e eles só são receitados porque, a curto prazo, são a solução mais econômica para um sistema de saúde à beira de um colapso por falta de profissionais.

Além disso, seu custo econômico a longo prazo é muito elevado, já que possui muitos sintomas ao mesmo tempo, e ao não agir sobre a causa, muitos transtornos tornam-se crônicos.

Como podemos observar, são poucos prós e inúmeros contras… então, por que eles são tão utilizados? Por um lado, encontram-se os interesses econômicos da indústria farmacêutica. De outro, são os próprios pacientes que desejam que seu mal-estar passe o mais rápido possível, com o uso de um comprimido, por exemplo; sem exigir muito esforço de sua parte.

Por que a terapia psicológica cognitivo-comportamental é melhor?

Por que querer solucionar o problema de forma rápida e “indolor” é ruim? Porque a verdade é que o problema não é verdadeiramente solucionado. Explicarei a seguir. Os psicofármacos vão ajudar a reduzir a ansiedade ou melhorar o estado de ânimo enquanto são tomados, no melhor dos casos.

Mas, e depois? O que vai acontecer quando a pessoa parar de tomar a medicação? Certamente, seu mal-estar voltará a aparecer. Por quê? Porque não foram adquiridas estratégias para lidar com o problema, além do uso da medicação.

A primeira coisa que precisamos saber é que, na vida, sempre vamos encontrar situações nas quais é normal nos sentirmos mal, mas, se não aprendermos a controlar estas emoções negativas, elas podem perder sua natureza passageira e se instalar definitivamente em nossas vidas.

“Os melhores anos da sua vida acontecerão quando você decidir ter responsabilidade sobre seus problemas. Não culpar sua mãe, o meio ambiente ou o presidente por eles. Você vai perceber que está no controle do seu próprio destino”.
– Albert Ellis –

É aí que está a questão. Os remédios podem mascarar problemas como a depressão ou a ansiedade, mas é por meio de uma terapia psicológica de qualidade que você vai alcançar ferramentas para controlar essas emoções negativas por conta própria. Ferramentas que poderão continuar a ser utilizadas após o fim da terapia.

Mulher fazendo terapia

O que a terapia psicológica faz que os psicofármacos não fazem?

Além de proporcionar estratégias para lidar de forma melhor com a sua vida, a terapia não tem os mesmos riscos nem os efeitos colaterais adversos que os psicofármacos têm. Além disso, em termos econômicos, é uma alternativa mais barata. Mas não apenas isso, a terapia apresenta mais vantagens.

Por exemplo, a continuação do tratamento psicológico é maior do que o tratamento farmacológico. A taxa de recuperação é mais elevada e diminui consideravelmente o risco de recaídas. Isso faz, por sua vez, com que os transtornos não se tornem crônicos.

“O autoconhecimento e o desenvolvimento são difíceis para a maioria das pessoas. Normalmente, requerem muita coragem e perseverança.”
– Abraham Maslow –

Agora pense em uma coisa: o que valorizamos mais? O mais fácil ou aquilo que requer mais esforço da nossa parte? A resposta verdadeira é a segunda. Quando alcançamos algo por produto direto do nosso trabalho, nos sentimos melhor.

Surgem emoções como a alegria e nos sentimos realizados. Dessa forma, com a terapia psicológica, não só conseguimos ferramentas para lidar com as nossas emoções negativas, mas também potencializamos o efeito positivo e a nossa autoestima.

Assim, a terapia cognitivo-comportamental é recomendada como tratamento de escolha na maiora dos transtornos psicológicos. A medicação é necessária nos casos mais severos, mas também acompanhada de tratamento psicológico. Consequentemente, é melhor recorrer a um psicólogo adequado, assim como aos profissionais presentes nos centros de atendimento em geral.

Créditos das imagens: Freestocks.org, Drew Hays  e Breather.