Estresse e gastrite: qual é a relação? - A Mente é Maravilhosa

Qual é a relação entre estresse e gastrite?

dezembro 20, 2017 em Psicologia 222 Compartilhados
Qual é a relação entre estresse e gastrite?

Estresse e gastrite são duas palavras que muitas vezes andam de mãos dadas. O sistema digestivo sofre devido aos estados emocionais difíceis. Cada pessoa experimenta o efeito de forma diferente, mas em todos os casos são afetadas.

Quando há estresse e gastrite, é necessário solicitar ajuda médica. O problema é que muitas pessoas nem percebem isso. Nem sempre que você está estressado os sintomas são visíveis. Às vezes você os percebe simplesmente como uma angústia silenciosa e não muito intensa. No entanto, ao experimentá-los de maneira contínua, afetam seu estômago.

O corpo e a mente não funcionam de maneira separada. O que acontece em uma dessas dimensões afeta a outra. O sistema digestivo é um dos que mais captura e projeta essa relação do mundo interior e do mundo exterior. É por isso que manifesta com especial facilidade essas tensões que estão relacionadas a dificuldades no ambiente.

“Cave o poço antes de sentir sede”.
– Provérbio chinês –

Estresse e gastrite: sintomas

A gastrite é a dor latejante e contínua que se sente na parte superior do estômago. Geralmente é produzida por uma série de bactérias que alteram a flora intestinal, dificultando assim os processos digestivos. Agora, há uma variante de gastrite que é provocada pela ansiedade, estresse ou sobrecarga causados por uma certa situação.

Assim, se há estresse e gastrite ao mesmo tempo, aparecem alguns sinais que a anunciam. É importante estarmos atentos a esses sintomas para agir a tempo. Nesses casos, os atrasos podem dar origem a problemas mais severos.

Qual é a relação entre estresse e gastrite?

Entre os principais sintomas de um quadro de estresse e gastrite estão:

  • Acidez estomacal. É o retorno do ácido estomacal, do esôfago ao estômago. É um dos primeiros sintomas que indicam a existência de estresse e gastrite.
  • Dor de estômago. Aparecem dores frequentes no estômago. Estas vão aumentando sua periodicidade e intensidade.
  • Inchaço e náuseas. O estômago fica inflamado, produzindo o efeito “tambor” nele. Ou seja, tem-se a sensação de estar inflado. Às vezes também há vômitos.
  • Dores no pescoço e nos ombros. Estes são sinais de que há uma alta dose de estresse. Os músculos dessa área ficam tensos e ocasionalmente há dor.
  • Problemas na pele e queda de cabelo. Também são sinais de que há um estresse muito forte. O mais comum é que apareça acne, mas também erupções cutâneas e outras dificuldades semelhantes.
  • Tristeza e nervosismo. Estes são sintomas tanto de estresse quanto de gastrite. O humor já não é mais o mesmo. A pessoa se sente desanimada e angustiada sem motivo.
  • Problemas de sono e irritabilidade. Como no caso anterior, ocorrem quando há estresse e gastrite, ou uma dessas duas condições que, de alguma forma, sempre leva à outra.

É comum que também surjam transtornos alimentares. A pessoa come demais ou deixa de comer. Em ambos os casos, isso causa distúrbios digestivos. O estômago começa a ocupar um lugar central nas preocupações diárias.

A gastrite nervosa

Quando há estresse e gastrite ao mesmo tempo, fala-se de uma “gastrite nervosa”. De qualquer forma, isso sempre deve ser diagnosticado por um médico. Não é conveniente tirar conclusões apressadamente. Se você cuida da sua alimentação e ainda assim seu estômago apresenta desconfortos frequentes, é hora de consultar um profissional da saúde.

Frutas saudáveis

O tratamento da gastrite nervosa é semelhante ao de outros tipos de gastrite. A diferença é que o componente psicológico também deve ser abordado. A partir do ponto de vista físico, o indicado é adotar uma dieta saudável. Também é preciso descansar o suficiente, o que significa pelo menos sete horas de sono por dia. Comer alimentos com baixo teor de gordura, assim como frutas e vegetais, e beber bastante líquido.

Do ponto de vista emocional, o apropriado é ir à terapia, em primeiro lugar. Isso permite que você identifique qual é a verdadeira causa da preocupação. Às vezes, trata-se simplesmente de um problema pontual que não foi identificado. Outras vezes a questão é mais profunda e consegue emergir quando se conta com uma boa intervenção psicológica.

É muito aconselhável fazer exercícios e trabalhar técnicas de relaxamento. Essas medidas ajudam tanto a parte física quanto o mundo emocional. São práticas que contribuem para regular a digestão e relaxar os músculos. Da mesma forma, eles oxigenam o cérebro e permitem encontrar um maior equilíbrio psicológico.

O importante é que essas medidas sejam tomadas a tempo. Quando esperamos muito tempo, a doença pode se tornar crônica e desencadear inúmeras consequências.

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