A gente sempre volta aos velhos lugares onde amou a vida

A gente sempre volta aos velhos lugares onde amou a vida

junho 9, 2016 em Emoções 0 Compartilhados
A gente sempre volta aos velhos lugares onde amou a vida

A gente sempre volta aos velhos lugares onde amou a vida. Contudo, na música “Peixes da cidade”, de Joaquin Sabina, ouve-se esta frase: “Ao lugar onde você foi feliz, você não deveria querer voltar”. Então, em que direção posicionamos a nossa bússola?

Sabina está certo; talvez ao voltarmos a esses lugares que marcaram as nossas vidas não possamos enxergá-los do mesmo jeito, percorreremos com o olhar descoberto, sem a venda da paixão e a plenitude vital absoluta. Veremos os prédios como são, estruturas de vários materiais que acolhem locais e turistas, mas que já não parecem atores colocados intencionalmente em nossos caminhos protagonizando a mesma história.

Seus cheiros já não parecerão cúmplices da luz que alberga os seus sentimentos. Não serão cúmplices cada vez que você caminhar pela estação mais bela da vida pela qual você terá que passar, mas também sair, pois parece que tudo é muito mais belo quando tem um final.

“Os amores impossíveis não podem se desenvolver, se transformar, se modificar… portanto, nunca morrem.”
-As Pontes de Madison-

Em pessoa ou só na imaginação, mas a gente sempre volta

Existem histórias que têm um trajeto justo na sua vida, e é o justo e necessário. Se você quiser que durem mais, deixarão de abrigar você nas noites de gélidos lamentos e angústias, pois o seu manto de doçura sustenta, no seu fim, mistérios abertos. Às vezes, é preciso guardar quimeras de amor como um tesouro, pois esse sentimento que nunca foi completo na sua hora será autêntico a vida toda por ser inacabado.

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A gente sempre volta aos velhos lugares onde amou a vida, mesmo que seja apenas na imaginação… para voltar a sentir o ritmo das batidas do coração e a inocência ao respirar no seu peito.
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A gente sempre volta aos velhos lugares onde amou a vida, inclusive volta a esses lugares na imaginação. Ao engolir as lágrimas frente a qualquer lembrança inesperada. A gente sempre volta quando quer se apaixonar de novo, para voltar a sentir o que se sente. A gente sempre volta para sonhar com alguma coisa, para demonstrar que este sonho poderia ser realizado.

A gente sempre volta para se lamentar

Às vezes uma pessoa volta aos velhos lugares onde amou a vida só para se lamentar por ter deixado passar essa oportunidade. Volta com tristeza e arrependido. Mas com mais paixão do que nunca, pois apesar de tudo, a chama continua acesa.

Volta para se lamentar por não ter sido corajoso por medo e insegurança, e contudo sim tê-lo sido quando o que ganhou não era felicidade, e sim conforto. Esse tipo de certeza só acontece uma vez na vida.

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“Só vou dizer isto uma vez. Eu nunca disse isso, mas este tipo de certeza só se sente uma vez na vida.”
-As Pontes de Madison-

A gente sempre volta para demonstrar-lhe fidelidade

A gente sempre volta a esse lugar para lhe dizer que nenhum outro conseguiu fazer com que sentíssemos o mesmo. Com pessoas, sensações e sucessos muito parecidos, mas o jeito como ele tocou o nosso coração nunca foi igual. Às vezes precisamos comprimir toda a nossa existência em pouco tempo.

Esse jeito de agir livremente, de forma anárquica, imprevisível, rebelde e apaixonada é um presente que você dá a esse lugar porque o amava pela forma como fazia você se sentir. Não é um relacionamento no qual alguém perde: ambos recolheram a magia do outro para brilhar mais. Esse lugar brilha mais depois de saber que você lhe foi fiel. É um segredo entre os dois que não o prende, faz você ser livre.

A gente volta ao lugar onde amou a vida para ser corajoso

A gente sempre volta aos velhos lugares onde amou a vida para ser corajoso e para curar feridas, sabendo que podem voltar a sangrar outras que já dávamos por cicatrizadas. A gente volta a esses lugares porque um momento de plenitude ali vale milhares de acontecimentos em qualquer lugar, e porque os dias não são felizes, os dias tem sentido, e portanto são de uma felicidade refreada.

A gente volta a ser corajoso porque é consciente de que um dia pôde evitar viver a vida nesse lugar que amava, mas não está disposto a ir embora dele sem voltar para agradecê-lo, senti-lo… e tentar novamente.

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