Os 9 subtipos de psicopatas de acordo com Theodore Millon

junho 4, 2020
Você quer saber quantos subtipos de psicopatas existem? Theodore Millon fez uma classificação interessantíssima. Confira!

Theodore Millon foi um psicólogo norte-americano que se destacou por seus estudos sobre a personalidade. Ele escreveu mais de 30 livros e mais de 200 artigos científicos. Sua classificação sobre os transtornos da personalidade é mundialmente conhecida e influenciou os manuais diagnósticos mais importantes. Entre os temas que ele trabalhou, estão os subtipos de psicopatas.

Os transtornos da personalidade não eram doenças mentais para Millon, mas sim estilos de comportamento, cognição e emoções que geravam uma certa inflexibilidade e dificuldade para gerir as situações do dia a dia, principalmente as estressantes. Além disso, segundo o autor, tais condições promovem círculos viciosos no que diz respeito ao funcionamento pessoal.

Entre todas as suas pesquisas, hoje vamos destacar a que ele realizou sobre os subtipos de psicopatas. Não obstante, é conveniente esclarecer que os subtipos não são mutuamente excludentes. De fato, costuma ser bastante normal compartilhar traços de vários tipos. Vejamos a seguir.

Subtipos de psicopatas: o psicopata carente de princípios

Esse tipo de personalidade psicopata está relacionado com traços narcisistas. São pessoas que costumam se manter de forma bem-sucedida fora dos limites da lei, sendo indiferentes ao bem-estar do outro. De fato, eles não experimentam remorso na hora de manipular ou explorar as pessoas ao seu redor.

Exibem uma avaliação arrogante de si mesmos, um estilo social fraudulento, e não costumam se tratar. Além disso, costumam ditar o ritmo das relações, de modo que uma vez conseguido o benefício desejado, a manutenção do relacionamento não lhes interessa mais.

Uma pessoa nasce ou se torna narcisista?

O psicopata sorrateiro

Seu comportamento se caracteriza por uma aparência sociável e agradável que, no fundo, oculta tendências impulsivas, agressividade e falta de confiança. Também são profundamente ressentidos e mostram mau humor em relação aos membros de sua família e pessoas próximas.

No entanto, costumam buscar atenção de forma persistente e se sentem atraídos por experiências que proporcionem sensações intensas. Costumam mostrar comportamentos sedutores e manter relações superficiais e flutuantes.

O psicopata sorrateiro apresenta características semelhantes às da personalidade histriônica. Costuma ser uma pessoa irresponsável que não cumpre o que promete. Exibe entusiasmo, mas de curta duração, e comportamentos imaturos de busca de sensações intensas.

O psicopata que assume riscos

Dentre os subtipos de psicopatas, também encontramos o tomador de riscos. Esse tipo se envolve com frequência em situações de risco. Ele o faz para se sentir vivo e motivado mais do que para obter vantagens ou prestígio.

Segundo Theodore Millon, muitos deles respondem de forma impulsiva e sem refletir. São pessoas imprudentes e insensíveis em relação a situações nas quais outras pessoas se sentem em perigo ou com medo. Também podem ser descritos como antissociais ou histriônicos.

O psicopata ganancioso

Os psicopatas gananciosos sentem que a vida não deu a eles tudo que eles merecem, e que seus direitos foram tolhidos. Acreditam que os outros recebem mais do que eles, que nunca tiveram a oportunidade de ter uma vida boa.

Essas pessoas são motivadas por um desejo de compensar tudo aquilo que foi tirado deles. Através de atos delinquentes, compensam a si mesmos pelo vazio de suas vidas. Não sentem culpa nem se importam com as transgressões que cometem na sociedade.

O psicopata fraco

Outro dos subtipos de psicopatas é o psicopata fraco. Trata-se de um perfil profundamente inseguro, inclusive covarde. O fato de que essas pessoas agridam outras representa uma resposta paradoxal ao fato de sentirem medo e de sentirem que estão em perigo. Dessa forma, tentam não demonstrar que estão angustiados, nem que são fracos. Mostram que não irão ceder a ameaças externas ou a qualquer tipo de pressão. Além disso, possuem traços dependentes e evitativos.

O psicopata explosivo

Esse tipo de psicopata poderia ser o oposto do tipo fraco ou frágil. Ele se diferencia pela emergência súbita e imprevisível de hostilidade. Seus “ataques” se caracterizam por uma fúria incontrolável e ataque aos demais, inclusive a membros da sua própria família.

O psicopata explosivo estoura de forma repentina e precipitada. Não dá tempo de prever, nem de contê-lo. Quando se sentem frustrados e ameaçados, respondem de uma maneira volátil e danosa. Como quando eram crianças, suas birras são reações instantâneas para enfrentar a frustração e o medo.

Homem dando um soco na parede

O psicopata áspero

O psicopata áspero mostra sua rejeição de uma maneira conflituosa e argumentativa. Tudo e todos são motivo de briga para ele. Tudo é uma boa desculpa para descarregar sua irritação em um alvo externo.

Esse perfil de psicopata tem discordâncias infinitas com os outros. Eles aumentam até a menor ação para viver em uma luta constante e amarga com os outros. Têm pouco arrependimento e consciência do incômodo que geram para os outros.

O psicopata malévolo

Outro subtipo de psicopata é o malévolo. Estes são particularmente vingativos e hostis. Seus impulsos são descarregados em um desafio maligno e destrutivo à vida social convencional.

Ao desconfiar dos outros e antecipar traições e punições, adquirem uma crueldade fria e um desejo intenso de obter vingança de supostos maus-tratos sofridos na infância. Adotam uma atitude de ressentimento e de propensão a buscar brigas e a derrubar as pessoas que querem destruir.

O psicopata tirano

Junto com o psicopata malévolo, o tirano é um dos mais ameaçadores e cruéis de todos os subtipos de psicopatas. Ambos se relacionam com outras pessoas de modo intimador, agressivo e dominante.

Frequentemente se mostram acusadores e abusivos. Quase sempre são invariavelmente destrutivos. Diferentemente do subtipo malévolo, o tirano é estimulado pela resistência ou pela fraqueza, que aumentam o ataque ao invés de suavizá-lo ou pará-lo.