As suposições nos afastam da realidade

As suposições nos afastam da realidade

6, agosto 2016 em Emoções 962 Compartilhados
As suposições nos afastam da realidade

Vamos começar analisando uma história que mostra como as suposições estão presentes em nosso dia a dia.

“Uma criança tinha duas maçãs em suas mãos. Sua mãe se aproximou e perguntou se sua filha podia dar-lhe uma maçã.

Rapidamente a menina mordeu uma e, logo em seguida, a outra. A mãe sentiu como se seu sorriso tivesse congelado, e tratou de não mostrar sua decepção. Passado este instante, a menina lhe deu uma das maçãs e disse: “Toma mamãe, esta é a mais doce das duas.”

Esta breve história ilustra as consequências de fazer suposições sem base para fazê-lo. Podemos chegar ao ponto de julgar uma menina que, em sua inocência e boa vontade, gerenciava suas intenções da forma mais pura que existe.

Muitas vezes o que percebemos não é a realidade. De fato, realmente importam pouco a nossa experiência e o nosso conhecimento. Não devemos julgar e sempre temos que oferecer ao outro a possibilidade de fazer uso do seu direito de dar uma explicação.
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maças-mordidas-representando-suposições

As suposições e conclusões precipitadas nos sentenciam

Julgar antecipadamente as situações e o comportamento das pessoas traz consigo o grande risco da decepção. A verdade é que em qualquer ordem da vida, quem espera se decepciona.

No entanto, vivemos de esperanças e não podemos escapar de nossas expectativas. Neste sentido, tirar conclusões precipitadas não somente pode nos levar a erros isolados, mas pode gerar verdadeiras catástrofes em nossas relações. Isso é o que comumente conhecemos como fazer tempestade em copo d’água.

Chegar a este ponto depende da nossa implicação com o tema, mas, sobretudo, de nosso estado emocional. Às vezes nossos sentimentos nos impedem de ver a falta de provas que está cegando nosso julgamento.
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Como sabemos que isso ocorre, é positivo tomar um tempo de vez em quando para recuperar a perspectiva. Por sua vez, devemos beber de diferentes fontes de informação, o que nos ajudará a avaliar de forma mais justa o que está acontecendo.

O valor de pedir desculpas

Às vezes somos orgulhosos demais quando erramos e somos injustos com os demais. Costuma ser difícil reconhecer que nossa atitude não foi a adequada e que foi provocada por nossa predisposição e nossas percepções errôneas.

Isso não apenas nos leva a perder relações, mas pode fazer com que a nossa previsão confirme a si mesma. Ou seja, se a mãe da nossa história tivesse se irritado e brigado com sua filha, uma das reações da menina poderia ter sido não dar nenhuma maçã à sua mãe.

Obviamente isso poderia ter inúmeras explicações: a menina poderia ter se irritado, poderia ter bloqueado, ou poderia ter se entristecido muito pela suposição errada de sua mãe. No entanto, a realidade que podemos perceber é bem diferente.
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menina-chuva-representando-suposições

Quando pensamos mal dos demais e expressamos isso, podemos chegar a bloquear todas as opções de resposta ou de explicação por parte dos afetados. De qualquer maneira, a consequência direta mais grave não é que isso nos leve a confirmar nossa ideia ou hipótese, e sim que dificultará a possibilidade de percebermos nosso erro e pedirmos desculpas.

Às vezes somos orgulhosos demais para isso e caímos na armadilha do rancor. Quantas vezes pensamos que teríamos que nos desculpas com alguém mas não o fizemos? Quantas vezes esperamos uma explicação ou palavras de desculpas por parte de alguém que nos feriu com seus preconceitos?

Certamente nos virão à mente situações das mais variadas. De fato, é provável que já tenhamos perdido muito em nossas vidas por culpa das nossas suposições e das alheias. Assim, o triunfo de nosso orgulho se alça com uma grande perda para nós mesmos.

A verdade é que, se quisermos, podemos montar um mundo verdadeiramente paralelo à margem da realidade, mas não vale a pena fazer isso. Está claro que tentar evitar estas situações é algo que podemos escolher apenas em certa medida; no entanto, podemos procurar nos basear na premissa de sermos justos e fazermos o bem acima de tudo, o que é sempre desejável e enriquecedor.
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