Quando ter boas intenções não ajuda

Quando ter boas intenções não ajuda

novembro 25, 2015 em Psicologia 6 Compartilhados
Boas intenções

Às vezes, dizer “o que vale é a intenção” não é suficiente. Ter a vontade de ajudar alguém pode causar problemas… Mas como? Se só estou tentando ajudar?

Você já se perguntou se o outro precisava da sua assistência?

As boas intenções

Talvez já tenha acontecido de você querer ajudar alguém ou uma pessoa tentar ajudá-lo e os resultados não terem sido como o esperado. Às vezes os outros (e nós mesmos) empurram a pessoa na direção contrária.

As pessoas que mais amamos são as que mais querem nos ajudar, em termos gerais. Entretanto, às vezes essa força não nos serve, porque não nos leva onde queremos chegar.

Isso quer dizer que seus familiares e amigos são más pessoas? É claro que não! Eles acreditam que estão fazendo um favor quando, na realidade, podem estar atrapalhando.

“Vou dar um conselho”, diz sua mãe. “Você deve fazer tal coisa” indica seu pai. “Por que não trabalha como eu?” pergunta sua prima. “Quando você tiver mais experiência, vai compreender”, afirma sua avó.

Quando todos os que nos rodeiam começam a opinar sobre nossa vida, estão tentando nos ajudar. Mas a que preço? Como fazemos para atuar como todos nos indicam? E onde fica o que nós desejamos fazer?

Se nos deixamos levar pelas opiniões alheias, embora “só estejam tentando ajudar”, corremos o risco de perder o rumo, não saber para onde nos dirigimos, nem o que é que queremos alcançar. Se a isso somamos que, em ocasiões, não temos muita segurança em nós mesmos, o problema será pior porque sucumbiremos frente às pressões.

Boas intenções

É impossível agradar a todos, grave isso para sempre. Os que o amam dirão que querem ajudá-lo, mas na verdade, pode ser que queiram depositar em você suas frustrações ou tentem moldá-lo à maneira deles.

O fato de querer ajudar o outro, sem levar em consideração suas verdadeiras necessidades, pode se estender a muitos âmbitos.

Por exemplo, seu parceiro diz que hoje preparará o jantar e pede que você não se preocupe com nada. Em vez de ficar sentada no sofá olhando a televisão esperando que ele termine o bendito jantar, você se levanta com frequência e vai “inspecionar” o que está fazendo: “Quer que eu corte as batatas?” “A carne não deve ser cortada assim”, “Enquanto isso vou lavando as panelas”. “Ponho a mesa”?

Não se deve fazer isso se a orientação foi que você ficasse no sofá. Seu parceiro quer lhe dar este delicioso jantar de presente, e você deve deixá-lo fazer isso.

Por que é tão difícil não tentar “ajudar”? Você pode ter boas intenções, mas está conseguindo que seu par se sinta um inútil, sem capacidade de preparar um jantar ou, o que é pior, percebendo que você sempre tem que controlar tudo.

Se você “só quer ajudar,” a melhor maneira de fazê-lo é ficar sentada no sofá assistindo a um programa, tomar um banho ou sair para dar um passeio. Na sua volta, o jantar já estará pronto e terão uma noite maravilhosa. Não é tão difícil!

O que fazer para ajudar e “não incomodar”?

Não se trata de deixar de dar conselhos e nem de ficar de braços cruzados quando alguém precisa de ajuda, mas sim de saber qual momento é adequado para oferecer nossa opinião ou dar uma mão. Uma simples frase como por exemplo “Se quiser, dou a minha opinião” ou uma pergunta simples como “Precisa de ajuda?” são vitais para não nos intrometermos tanto na vida dos outros.

Tentemos não esmagar o outro e ajudá-lo sem levar em conta se a pessoa realmente precisa de ajuda. É verdade que existem pessoas muito orgulhosas que não pedem ajuda, mas podemos encontrar a maneira de analisar suas reações ou atitudes e entender quando ela realmente é necessária.

No caso de que alguém se intrometa muito na sua vida e deseje “ajudá-la” o todo o tempo, diga-lhe que aprecia sua preocupação e suas intenções, que avaliará seus conselhos e depois vai analisar todas as opções antes de tomar sua própria decisão.

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