10 hábitos mentais que tornam a vida mais difícil

· fevereiro 23, 2019
Descubra como estes 10 hábitos mentais tornam a sua vida mais difícil e inibem a sua capacidade cognitiva.

Às vezes, tudo acaba ficando mais complicado do que o normal. No entanto, muitas vezes somos diretamente responsáveis ​​por não abandonarmos certos hábitos mentais que tornam a vida mais difícil.

Nem sempre podemos optar por ficar longe de pessoas tóxicas, por exemplo. Às vezes resistimos em um trabalho que não nos atrai devido à necessidade financeira. Há também momentos em que temos que enfrentar perdas significativas. Ou seja, temos que enfrentar situações realmente complexas.

Então, se tudo pode ser complicado por si só, é importante que os hábitos mentais não se tornem um inimigo a mais para lutar contra. Se você não quer tornar a vida mais complicada do que ela já, vai gostar desse artigo.

Descubra quais são os hábitos mentais que tornam a vida mais difícil

Há muitas pessoas que desenvolveram o hábito de se apegar a emoções que as machucam. Este é um primeiro passo para sofrer mais do que o necessário. Na verdade, é assim que costumamos criar esses hábitos mentais que tornam a vida mais difícil.

Rapaz pensativo

Ser o centro do universo

Por mais que sejamos tentados a pensar sobre isso, o nosso corpo não tem tanta massa que tudo possa girar ao nosso redor. Então, se você tem uma visão egocêntrica do que o rodeia, está complicando muito a sua vida.

Não espere que uma mensagem seja imediatamente respondida ou que as outras pessoas sempre deixem tudo para satisfazer as suas necessidades. Essa tendência chamada de efeito Spotlight foi estudada por especialistas da Cornell University e não só se provou errada, mas também prejudicial e dolorosa.

Tudo ou nada

Outro hábito que acaba se tornando seu inimigo. No mundo, poucos fatos são colocados em um extremo (são brancos ou pretos). Assim, esse comportamento de “tudo ou nada” em muitos casos não deixa de ser uma fonte de frustrações.

De acordo com um estudo realizado na Universidade de Waseda, a rigidez cognitiva gera expectativas impossíveis, o que muitas vezes leva a consequências bastante decepcionantes.

Procrastinar as decisões importantes

Partimos agora para a Case Western Reserve University, que estudou em profundidade o mundo da procrastinação. De fato, esse estudo demonstrou que ela nem sempre funciona contra nós, porque em um dado momento pode ajudar a reduzir o nível de estresse, adiando as tarefas desagradáveis.

No entanto, quando a decisão pendente é algo muito importante, é normal que o medo aumente cada vez mais. Então, essa procrastinação acaba alimentando a ansiedade e nos paralisando.

Lamento constante

Uma coisa é uma queixa específica e outra bem diferente é o lamento constante. Isto é, se você converter este desconforto em um estado perene, perderá o efeito catártico e poderá se transformar em um pesadelo. Isso poderá causar mudanças no cérebro que o levarão a se concentrar apenas nos aspectos negativos de cada situação.

Neurocientistas da Universidade de Yale descobriram que as pessoas que estão constantemente deprimidas têm uma taxa mais baixa de renovação neuronal: é como se os seus cérebros fossem muito mais lentos.

Expectativas irreais

Assim como não é bom ser sempre negativo, o fato de definir as nossas expectativas em um otimismo ilusório também não nos favorece. Um certo grau de positividade no que esperamos nos ajuda a levantar nossas cabeças, mas uma dose excessiva nesse sentido é apenas uma fonte de grandes decepções que podem acabar, por exemplo, com a nossa autoestima.

Se criarmos expectativas excessivamente altas em relação a um evento, é normal que acabemos frustrados se elas não forem atendidas, o que será mais provável.

Mulher frustrada

Outros hábitos que inibem sua capacidade cognitiva

Existem outros hábitos que dificultam a vida pelo simples fato de inibirem a nossa capacidade cognitiva. Alguns dos mais comuns são estes:

  • Pensamentos repetitivos: não é bom ficar remoendo eventos frustrantes, porque eles acabam causando distúrbios emocionais.
  • Culpa: o excesso de culpa impede a liberação de emoções e se torna uma distração.
  • Reclamação: o excesso de queixas resulta em estados de frustração e raiva.
  • Rejeição excessiva: se pararmos para analisar constantemente a rejeição, nos tornaremos os nossos piores críticos, o que é prejudicial para a autoestima.
  • Preocupação: é importante se preocupar, mas não ficar constantemente preocupado. Se nos preocuparmos exageradamente, produziremos um estado emocional negativo.

Os hábitos são muito importantes para sermos mais produtivos e completos. Se nos cercarmos de hábitos negativos, entraremos em uma espiral que poderá até nos levar a sofrer de transtornos mentais. Por isso, vale a pena deixar de lado os hábitos mentais que ameaçam o nosso estado de espírito e, portanto, também a conquista dos nossos objetivos.

“Faça com que a sua cabeça trabalhe a seu favor e, pouco a pouco, você adquirirá o hábito de não se perturbar quando as coisas correrem mal”.
-Wayne Dyer-

  • Tice, D. M., & Baumeister, R. F. (1997). Longitudinal study of procrastination, performance, stress, and health: The costs and benefits of dawdling. Psychological science8(6), 454-458.
  • Gilovich, T., & Savitsky, K. (1999). The spotlight effect and the illusion of transparency: Egocentric assessments of how we are seen by others. Current Directions in Psychological Science8(6), 165-168.