3 tipos de dependência emocional - A Mente é Maravilhosa

3 tipos de dependência emocional

março 31, 2017 em Psicologia 875 Compartilhados
3 tipos de dependência emocional

A dependência emocional é uma condição complexa. Em geral não obedece a um único fator, mas para que se apresenta e mantenha, são necessários diferentes aspectos. Além disso, em muitos casos, nem sequer se trata de uma realidade consciente. Pelo contrário, o dependente emocional acha que os problemas decorrentes da sua dependência têm uma origem diferente e, muitas vezes, externa.

Por trás da dependência muitas vezes existe um medo extremo. Há também muitas fantasias em torno da própria capacidade ou do lugar que se ocupa no mundo. O dependente sente, sem nenhuma evidência para apoiar, que se rompesse ou faltasse com determinados laços estaria correndo um grave perigo.

Este tipo de dependência é semelhante à vivida por um viciado. Como tal, ela também carrega uma síndrome de abstinência. Surgem episódios de ansiedade e depressão quando, por alguma razão, o vínculo é interrompido ou enfraquecido momentaneamente. A própria existência pode ser experimentada como insuportável sem essa ligação. Quem sofre, sem dúvidas, sofre muito. Podemos falar sobre três tipos básicos de dependência emocional, e eles são os seguintes.

Dependência emocional na família

É uma das maneiras de dependência emocional mais difíceis de contornar. Geralmente corresponde a estruturas familiares onde os pais sofrem de severos estados de ansiedade e os transmitem aos seus filhos. Estes últimos são educados com um medo excessivo do mundo. O externo é visto como uma ameaça, e a família como um refúgio.

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Aqueles com este tipo de dependência supervalorizam a proteção oferecida pela família. Embora existam muitas vezes laços afetivos e grandes gestos de solidariedade, também é verdade que há traços prejudiciais. Entre eles se destaca essa ideia repetida de que no que se refere aos riscos, quanto mais longe, melhor.

Nesse tipo de família a autoconfiança não é incentivada. Por outro lado, no fundo é promovida a crença de que a pessoa será incapaz de enfrentar os grandes desafios. Desse modo, a família torna-se uma espécie de bolha que protege, mas que também aprisiona. Basicamente trata-se de uma maneira errada de superar a ansiedade. É também uma resposta equivocada diante a necessidade de crescer e tornar-se autônomo.

Dependência emocional no casal

Esse tipo de dependência é um dos mais frequentes. É também um dos mais prejudiciais. Parte de uma crença equivocada. Nela supõe-se que o casal dá sentido à própria vida ou protege de uma terrível solidão. Por isso o casal se transforma no eixo da própria vida.

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Esse tipo de dependência é típico das pessoas que carregam grandes incertezas. Elas não têm certeza do que são capazes de fazer e o que não. Na verdade, elas supõem que são muito impotentes. Por isso, precisam do apoio para viver e esse apoio seria o seu parceiro. Isto se transforma em uma espécie de escudo protetor contra o sofrimento ou medo. Por isso é desenvolvido um forte apego no casal.

Embora esse tipo de dependência possa funcionar por um tempo, a verdade é que mais cedo ou mais tarde causa grandes sofrimentos. O dependente tem tanto medo de perder seu parceiro que pode desenvolver comportamentos extremamente nocivos. Entre eles podemos destacar o ciúme excessivo ou a submissão sem limite. Assim, a dependência deteriora a relação ao invés de torná-la mais forte.

Dependência no meio social

O traço mais característico desta condição é a necessidade excessiva de ser reconhecido e aprovado em qualquer ambiente. Se o meio não mostra sinais de franca avaliação e aceitação, o indivíduo entra em pânico. Além disso, vai fazer o que for necessário para atingir essa aparente compensação psicológica. Sentir-se rejeitado, a partir da sua perspectiva, equivale a que aconteça aquilo de pior que poderia acontecer.

Para obter aprovação, uma pessoa pode tornar-se servil ou invisível. No primeiro caso, o dependente se sente obrigado a agradar aos outros, passando até mesmo sobre si próprio. Será capaz de fazer qualquer sacrifício a fim de não ter que enfrentar uma rejeição ou um confronto. No segundo caso, a pessoa pode desistir de suas convicções para não ter de entrar em conflito com seu entorno. Em ambos os casos, a situação é completamente prejudicial.

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Tanto no caso da dependência familiar, como na do casal ou do ambiente social, o que reside no fundo é uma baixa autoestima. Acima de tudo, não há nenhuma consciência sobre o que você é capaz de fazer. Começa a partir da ideia de que se tem pouco valor e é inferior ou menos competente que os outros para ordenar a vida.

Todas essas falsas crenças se traduzem em medo e ansiedade. E como acontece com todo medo, como todos os medos injustificados que todos nós acumulamos, a melhor maneira de superá-lo é confrontando-o. Talvez você só precise dar o primeiro passo. Atreva-se a caminhar sozinho. Arrisque sair da sua zona de conforto. A autoconfiança não é construída da noite para o dia, mas uma coisa é certa: se você construi-la, longe de “dependências”, ela será muito mais forte.

Imagens cortesia de Catrin Welz-Stein.

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