5 frases de Giorgio Nardone sobre os problemas do amor

· agosto 28, 2018

Giorgio Nardone é considerado um dos pais da terapia breve estratégica. Esse psicoterapeuta já escreveu muitos livros nos quais tratou sobre temas tão complexos quanto os transtornos alimentares, o medo e as descobertas mais importantes da psicologia. Para nos aprofundarmos em suas ideias, hoje analisaremos 5 frases de Giorgio Nardone sobre um tema específico: os erros das mulheres no amor.

Giorgio tem um livro sobre esse tema: ‘Os Erros das Mulheres no Amor’. Nele, Nardone nos dá até 17 papéis que as mulheres costumam interpretar no amor, e que possuem nomes curiosos como “a fada” e “a bela adormecida” ou “a beijoqueira de sapos”. O engraçado é que nós nos identificamos com muitos deles, pois são formas de se relacionar que aprendemos durante nossa vida e que a sociedade normatizou como comportamentos normais.

Frases de Giorgio Nardone que vale a pena conhecer

1. Todo estímulo precisa de mudanças

 “Mesmo o estímulo mais excitante, se for muito recorrente, reduz seus efeitos em virtude da nossa adaptação perceptiva e fisiológica. Para que a excitação se mantenha, precisamos de mudanças constantes”.

Essa é a primeira das frases de Giorgio Nardone, e ela derruba uma das crenças do amor romântico, que considera que se alcançarmos o amor verdadeiro, a paixão nunca diminuirá. A realidade não é essa. Sem mudanças, a excitação acaba morrendo, assim como acontece com a chama de uma vela. Nardone nos propõe duas opções para resolver esse problema.

  • Variedade de estímulos. Se não houver diversidade, haverá tédio. Incluir atividades novas ou, no aspecto sexual por exemplo, incorporar jogos, são ações que podem nos ajudar a manter a paixão, e até mesmo a aumentá-la.
  • Estímulos alternados ou ausência dos mesmos. Fazer sempre tudo junto com nosso parceiro pode desgastar a relação ou gerar discussões por amenidades. Começar a fazer atividades separados ajuda a sentir saudades da outra pessoa. Também pode ser útil enviar mensagens picantes, ou deixar algum bilhete sugestivo em casa.
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2. O autoengano do amor

 “Na fase em que estamos apaixonados, vemos a outra pessoa conforme o que queremos ver: o amor é o mais sublime autoengano. Quando esse impulso inicial da relação perde força, a desilusão é inevitável”.

Durante a fase da paixão, idealizamos a outra pessoa e as expectativas que temos sobre ela fazem com que não vejamos aquilo que não gostamos tanto assim. Essa primeira etapa da relação, no entanto, tem uma duração determinada. Quando ela termina, o ideal que inventamos da outra pessoa dentro da nossa mente é quebrado.

É aí que nos surpreendemos pelas características reais da pessoa, achando o que antes tolerávamos insuportável. Esse desengano pode ser um golpe tão forte que a relação perde força e começa a ir ladeira abaixo. Por isso, devemos ser conscientes da existência desses autoenganos para nos esforçar na identificação dos defeitos antes de sermos pegos de surpresa pelo fim da paixão idealizada.

3. Os egoísmos de um relacionamento

 “Para se manter, uma relação deve satisfazer ambas as partes de suas necessidades e desejos: em um casal, dois egoísmos coincidem. Quando esses egoísmos não coincidem, a relação não funciona”.

Essa terceira frase de Giorgio Nardone nos permite refletir sobre os egoísmos que existem em cada relação, entendendo-os como as necessidades e desejos que esperamos que sejam satisfeitos pela outra pessoa.

Por exemplo, imaginemos que nós entendemos como casal duas pessoas que possuem muito afeto uma pela outra. Além disso, formar um casal deve ser algo que nos faz sentir bem, onde damos tudo de nós e esperamos receber o mesmo em troca. Imaginemos, no entanto, que nosso parceiro é frio, distante, e que não costuma demonstrar muito carinho.

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Nesse caso, os egoísmos dessa relação não coincidiram e, por isso, com o tempo ficaria muito claro que o casal não pode mais seguir adiante. O motivo está no provável surgimento de conflitos, já que um exige algo que o outro não pode dar.

4. Completar-se não é uma boa

 “Completar-se, por definição, é adicionar algo que falta. E mais, em relações nas quais acredita-se que isso ocorre, a base geralmente envolve elementos disfuncionais da interação entre dois sujeitos que se alimentam reciprocamente”.

Todos entendemos o conceito de “casais que se completam” como dois indivíduos que se encaixam muito e se encaixam bem. Mas, segundo Nardone, quando duas pessoas se completam há algum elemento disfuncional aí no meio. Por exemplo, pode existir uma pessoa dominante e um submisso dentro do casal.

O fato de que essas pessoas se completam dentro de uma relação não significa necessariamente que o vínculo seja saudável. Do mesmo modo que pode ser saudável, um dependente emocional pode se sentir atraído por uma pessoa que tem características de evitação. Como podemos ver, podem existir casais que se completam, mas que são claramente disfuncionais.

5. O casal deve se adaptar

 “O casal, como um sistema vivo, deve se adaptar para manter seu equilíbrio, mudando em concomitância com as mudanças evolutivas que, inevitavelmente, o tempo traz a eles”.

A última das frases de Giorgio Nardone nos permite ser conscientes, se não éramos antes, de que um casal precisa mudar com o tempo. Isso não é algo negativo, muito pelo contrário. Saber se adaptar a essas mudanças será um indicativo de que o casal é capaz de seguir adiante.

Os problemas, a falta de paixão, a rotina, os filhos… Tudo isso pode fazer com que a relação se desgaste. No entanto, esta deve saber se adaptar e buscar soluções. No caso de não ir atrás disso, e começar por exemplo a culpar o outro, a relação estará condenada ao fracasso, cedo ou tarde.

Frases de Giorgio Nardone

Cada uma dessas frases de Giorgio Nardone nos ajuda a ver o amor dentro de uma relação amorosa de uma maneira diferente, obrigando-nos a observar e analisar o que muitas vezes simplesmente deixamos passar. Com quais dessas frases você se identifica mais? Há alguma que te faça refletir sobre a sua própria relação?

Imagens cortesia de Henn Kim