5 Frases que não combinam com uma boa educação

· julho 12, 2015

Educar não é uma tarefa simples; é uma tarefa que requer várias qualidades (paciência, amor, ilusão, tempo, etc.) e, com frequência, seus frutos são vistos somente a longo prazo. Além disso, educar é um ato muito mais amplo do que comumente entendemos. Não somente os pais, os avós, os tios educam; esse é um tema muito mais global. Por exemplo, de alguma maneira, quando andamos pela rua e jogamos um papel no chão ou no lixo, estamos indicando às pessoas a nossa volta (e elas observam, querendo ou não) aquilo que para nós é o correto.

Os adultos habitualmente são menos sensíveis a receberem educação, já que, pela sua experiência, viram pessoas reagindo de diferentes formas diante da mesma situação, e por isso um exemplo individual causará pouca influência. Entretanto, com as crianças e com os adolescentes isso não acontece, e não devemos nos esquecer de que eles estão em todas as partes.

No marco da educação há questões que podem parecer óbvias ou de senso comum, que se encontram em nosso imaginário como positivas. No entanto, talvez elas não sejam tanto assim, se considerarmos a saúde mental ou psicológica da criança.

Frases dispensáveis na educação dos filhos

Aqui estão todas as coisas que nunca deverá dizer aos seus filhos (segundo a maioria dos especialistas):

1. “Parabéns”: aqui está o primeiro dilema. Como não posso felicitar meu filho quando ele tira uma boa nota na escola ou quando consegue uma premiação em seu esporte preferido? Ninguém está dizendo isso, por isso vale a pena esclarecer. Os psicólogos dizem que o equilíbrio deve estar presente em todos os momento. Não é bom “aplaudir” cada coisa que ele faz, como também não é bom nunca expressar uma palavra de parabenização. Outra questão a ser considerada é a frase ou a expressão utilizada em cada caso. Não vale um “muito bem, filho”, “parabéns, filha”, “continue assim, querido”, porque são muito generalistas. É melhor dizer em cada caso, pontualmente, porque estamos parabenizando, para que saibam que estamos a par do que está acontecendo. “Você subiu muito bem as escadas”, “Suas notas em matemática estão cada vez melhores”, “Fico feliz pelos gols que marcou no último jogo”. etc.

2. “Estou ocupado”: infelizmente, essa é uma frase que é muito repetida nas famílias atuais. Se a criança escutá-la com muita frequência durante a semana e na vida, pensará e sentirá que não é uma pessoa importante. Claro que você tem obrigações e “milhares de coisas para fazer”, mas seu filho deve estar entre as suas prioridades sempre. Já sabemos que, se não trabalhar, não conseguirá alimentá-lo e nem colocá-lo naquela escola. Entretanto, a lembrança dos pequenos vendo-lhe todos os dias ocupado também não é positiva para eles. Como se dizia no ponto anterior, não seja genérico dizendo “estou ocupado”, mas explique porque está ocupado, pelo menos com algum detalhe que justifique que o pai ou a mãe não podem atendê-lo neste momento.

3. “Você vai ver quando seu pai chegar (ou sua mãe)”: se você usa o outro progenitor como exemplo de castigo, ele sempre será o vilão. É verdade que, no casal, sempre costuma haver um mais dominante que o outro, mas nem por isso devemos fazer com que se transforme no monstro da história. A criança aprenderá por meio do temor e do medo dessa pessoa que vai chegar mais tarde, criando um sentimento de insegurança ao vê-lo entrar pela porta. É melhor que o adulto presente em cada momento se faça responsável pelo castigo que o filho merece. Converse com seu marido/esposa para determinar os limites.

4. “Não chora, não foi nada”: se fosse assim, a criança não estaria derramando lágrimas. Chorar é uma maneira de se comunicar que as crianças têm até uma certa idade. A tarefa dos pais é ajudar para que se expressem de outra forma, que contem o que acontece e, sobretudo, falem sobre maneiras de enfrentar isso. Dizer “tudo bem” e “já passou” não é uma solução.

5. “Vou…”: você pode preencher com qualquer ameaça que imaginar, desde tirar o celular até bater. Se você avisa o que vai fazer, mas não passa de uma frase, a criança já sabe que se trata de uma simples “advertência”, mas que não será feita. Além disso, você vai provocar medo e não lhe dará a capacidade de entendimento.