5 mulheres que fizeram história – A mente é maravilhosa

5 mulheres que fizeram história

julho 25, 2015 em Curiosidades 4 Compartilhados
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“Porque a mulher idealizada, branca, sedutora mas não prostituta, bem casada mas não à sombra, que trabalha mas sem demasiado sucesso para não abafar ao seu homem, magra mas não obcecada pela alimentação, que parece indefinidamente jovem mas sem se deixar desfigurar pela cirurgia plástica, (…) essa mulher branca feliz que nos colocam diante dos olhos, essa que deveríamos nos esforçar em nos assemelhar, nunca a encontrei em lugar nenhum. Inclusive, é possível que não exista.”

Virginia Despentes

Na psicologia feminina, o sentido do equilíbrio sempre está muito presente. Sempre procuramos “equilibrar” nossas ações para que sejam as mais adequadas para os outros e para nós mesmas.

Mas na sociedade atual, esse ideal de “na sua justa medida”, a que se refere a polêmica escritora Virginia Despentes, parece cada dia mais uma imposição do que uma recomendação inocente.

As mulheres, no seu papel de mães, amigas ou companheiras sentimentais, procuram manter o equilíbrio e a razão a todo momento. Em algumas ocasiões esse esforço pode se transformar em algo patológico, pois sufoca instintos ou habilidades que precisam “explodir” nelas para conseguir a sua realização.

Como diz a frase “A medida do amor é amar sem medida”, a psicologia e a conduta da mulher não devem ser tão restritas. Devemos aceitar as falhas, os equívocos, os desejos… ainda que estes não sejam adequados em relação ao que a sociedade impõe.

Algumas mulheres superaram o medo “do que dirão os outros” e se atreveram a ser elas mesmas, seja no trabalho ou nas relações amorosas. E não apenas não criaram rejeição ao público em geral, como deixaram a sua inconfundível marca na história do nosso mundo.

Como dizia Oscar Wilde “Seja você mesmo, os outros postos estão ocupados”.

Vejamos então alguns exemplos de mulheres que decidiram ocupar os seus postos:

Simone de Beauvoir

Esta filósofa francesa de capacidade intelectual surpreendente, autora do livro mais traduzido no mundo, “O segundo sexo”, é o ícone mais representativo do novo feminismo que teve lugar em meados do século XX.

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Impulsionou direitos sociais e civis das mulheres, desafiou o seu entorno familiar bem abastado e conservador para logo se tornar independente economicamente na boemia e artística Paris da época. Viveu com um homem mas nunca se casou, teve uma relação intelectual e amorosa com Sartre ao longo da sua vida, viveu e viajou quando e como quis, mas sempre sem deixar a sua forte atividade intelectual de lado, que ficou marcada como uma das mais significativas de toda a história.

Frida Kahlo

Frida Khalo

Esta pintora conhecida mundialmente pelos seus quadros autobiográficos dilacerantes não foi o que se esperava para uma menina na sua condição e idade.

Frida logo começou a se vestir de modo masculino ou com roupas muito confortáveis. Sempre com seu inevitável ar enigmático, se interessou por política e literatura desde pequena, e por causa de um terrível acidente de ônibus que fraturou a sua coluna em três partes a sua vida mudou radicalmente.

Mesmo ficando gravemente afetada psíquica e fisicamente para toda a vida, não se resignou a abandonar a arte que inundava a sua mente e começou a pintar autorretratos prostrada na sua cama.

Teve uma relação passional e muito instável com o pintor Diego Rivera, além de terem sidos bem conhecidos os seus romances com intelectuais (homens e mulheres) da época.

Não pôde ser mãe; todas as suas tentativas de gravidez terminaram em abortos porque o seu sistema reprodutor ficou gravemente danificado com o acidente. Sua vida e sua obra, cheias de sofrimento e raiva, enchem museus e murais atualmente por todo o mundo.

Oprah Winfrey

“Sou pobre, negra. Pode ser que seja feia. Mas, por Deus, estou aqui. Estou aqui!”

Esta frase inesquecível do filme “A Cor Púrpura”, poderia muito bem ser o reflexo da história da hoje superpoderosa Oprah Winfrey, líder indiscutível da televisão americana que bate qualquer tipo de audiência nas suas aparições.

Com uma infância chocante, em que foi vítima de repetidos abusos e de uma violência abominável, esta mulher é exemplo perfeito de que todo ser humano pode ressurgir das suas cinzas e construir a história que quer para si.

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Bette Davis

“Procura emprego de atriz. Mãe de três filhos: 10, 11 e 15 anos. …Trinta anos de experiência no cinema. Ainda capaz de me mover e mais afável do que dizem os rumores. Deseja emprego estável em Hollywood (já esteve na Broadway). Bette Davis. c/o Martin Baum G. A. G. Referências sob demanda”

Este anúncio não teria nada de especial se não fosse porque foi publicado em um jornal por aquela que muitos consideram hoje a melhor atriz de todos os tempos, Bette Davis.

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Em um mundo cheio de fachadas e falsas fortunas, ela nunca teve escrúpulos em se despojar de falsas aparências e de lutar por conseguir seu objetivo: trabalhar no mundo do cinema até o final da sua vida.

Criticada até o cansaço, traída pela sua filha e com um histórico amoroso cheio de rumores e escândalos, ela sempre se manteve fiel a si mesma e ao seu amor pelo cinema. Um cinema que ficou para sempre preso em nossas mentes pelos seus olhos enigmáticos e inesquecíveis.

Marie Curie

Que boa mulher iria aspirar no século XIX a ter mais que uma boa reputação, um bom casamento e uma boa criação para os seus filhos?

Pois nenhuma outra que ela, que não apenas cumpriu com mérito este destino que já lhe estava designado, mas que também acrescentou ao seu destino dois prêmios Nobel de Física e Química, além de ser a primeira professora da Universidade de Paris.

Deixou de ser perfeita para ser ela mesma na sua totalidade e se transformar em uma lenda.

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Mulheres valentes como elas nos rodeiam. Talvez não venham a ter um nome na história, mas contribuirão para ela deixando o seu caráter, suas paixões e suas ambições muito além do que as pessoas esperavam delas: “serem mulheres perfeitas”.

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