5 Traços da genialidade

· junho 24, 2015

A genialidade sempre intrigou os pesquisadores, que escreveram centenas de páginas sobre esse tema. Durante o século XIX, em pleno auge do romantismo, a figura do gênio adquiriu uma conotação quase sobrenatural. Diziam que eram seres superdotados e predestinados; que falavam em segredo com deusas ou que tinham uma inspiração divina em suas descobertas e em suas criações.

Com os avanços da neurologia, da genética e da psicologia, entre outras disciplinas, alguns desses conceitos foram reavaliados. Compreendeu-se que a genética é importante, mas o estímulo desde cedo e uma educação adequada formavam pessoas com notável inteligênciaSe chegariam à genialidade ou não, dependeria da sua perseverança.

Em 1998, o professor Mihaly Csikszentmihalyi escreveu o livro “Criatividade”. Para elaborar o texto, selecionou 91 pessoas que eram considerados “gênios” em seu meio de convivência. A amostra incluía 14 Prêmios Nobel. Com essa base foi possível definir cinco características que estavam presentes em todos eles e que tinham mais a ver com traços da personalidade do que com habilidades intelectuais específicas. A seguir, contaremos quais são esses traços.

1. Curiosidade e determinação

Todos os entrevistados por Csikszentmihalyi mostraram ter uma profunda paixão pelo trabalho que realizavam. Essa característica era percebida pela curiosidade que lhes invadia constantemente. Sempre queriam saber mais sobre a matéria na qual estavam trabalhando. Eram capazes de sacrificar muitas coisas para continuarem com seu trabalho. Tudo indica que um profundo desejo de conseguir seus objetivos intelectuais era o principal motor do seus esforço.

2. Autodidatas ou Semi-Autodidatas

Com base em um estudo do professor Dean Keith Simonton, da Universidade da Califórnia, pôde-se concluir que o nível educacional não é determinante na vida dos chamados gênios. De fato, sobre uma amostra de 300 casos, se estabeleceu que, pela regra geral, os mais inteligentes não tinham grandes títulos nem uma educação formal prolongada. A maioria tinha apenas títulos medianos.

O que realmente foi revelador é que todos esses homens e todas essas mulheres dedicam grande parte do seu tempo para estudar a sua matéria de interesse, simplesmente porque gostam.

3. São metódicos e autocríticos

Para o Psicólogo Haword Gardner, os grandes gênios da história têm um padrão de trabalho similar. São experimentais: submetem tudo à prova e questionam suas próprias descobertas por mais esforço que isso custe. Seguem um esquema de teste e erro e o levam ao extremo. Refletem muito sobre o que fazem e sempre querem chegar mais longe.

4. Solitários, chateados e até deprimentes

A maioria dos gênios passam por etapas onde são marginalizados em seu meio, especialmente durante a adolescência. Por estarem tão focados no que constitui seu centro de interesse, geralmente não desenvolvem grandes habilidades sociais, nem participam muito das atividades em grupo. Às vezes, tornam-se obsessivos. Muitos deles são intratáveis, egoístas e cheio de manias.

5. O dinheiro não lhes interessa

Os gênios não agem motivados pelos prêmios ou castigos que recebem à sua volta. Estão hipnotizados por algum tema e a sua maior gratificação é poder avançar na compreensão ou no manejo deste. Muitos deles tiveram que passar por períodos de miséria, pois resistem a trabalhar por dinheiro. O fazem somente por convicção, por amor.

Imagem cortesia de Nere Lorco