As pessoas inteligentes aprendem com os erros que os outros cometem

As pessoas inteligentes aprendem com os erros que os outros cometem

fevereiro 28, 2017 em Emoções 4 Compartilhados
As pessoas inteligentes aprendem com os erros que os outros cometem

A ideia de que aprendemos com os erros é uma verdade quase absoluta, sobretudo se formos sempre observadores e analíticos, além de intuitivos, em nossas vidas. Por isso dizem que uma vez que adquirimos o ensinamento de um erro, procuramos não repeti-lo.

Neste sentido, parece bastante simples observar o erro se nós mesmos o cometemos. Mas, e se os erros vêm de outra pessoa? A vida é limitada e não temos muito tempo para errar muitas vezes. Desta forma, por que não olhar os erros que os outros cometem para então evitá-los? Já não é apenas uma questão de tempo, é que fazendo isto também evitaremos sofrer as consequências negativas do erro.

Repetimos os erros com os quais não aprendemos

Desde que nascemos começamos a perceber que errar é uma forma de acertar a médio e longo prazo. Nos primeiros anos falhamos constantemente, mas aos poucos vamos colhendo os frutos desses erros, com um sabor mais intenso e duradouro. À medida que vamos ficando mais velhos as consequências ficam mais complicadas, o que não significa que o procedimento seja totalmente invalidado.

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Estas consequências também estão ligadas ao lado positivo que pudermos tirar das circunstâncias. Isto é, os erros com as consequências mais negativas costumam ser os que têm o maior poder transformador. Neste sentido, não esqueçamos que o próprio processo de assumir as consequências pode ser um grande aprendizado.

“Os erros – digo com ênfase – também contam para mim. Não os apago nem da minha memória nem da minha vida. E nunca culpo os outros por eles.”
-Andrzej Sapkowski-

Aprendemos a guardar as experiências ruins juntas na gaveta que tem a etiqueta de “não repetir”. Contudo, estas estratégias errôneas às vezes escapam dessa gaveta por sorte: o fato de não terem funcionado em certas circunstâncias não significa que não funcionem em outras. Talvez aos 18 anos não estejamos preparados para montar a nossa própria empresa, mas com 30 talvez sim. No caminho teremos colhido experiência e aprendido com os acertos e os erros que nossos chefes cometeram.

Manter-se atento é uma arma de segurança

Alguém disse alguma vez que as pessoas se agrupam em três grandes grupos: um que assimila os seus erros, outro que além dos seus aprende com os dos outros, e aquele grupo que não faz nem uma coisa nem outra.

É bom pertencer ao segundo grupo, principalmente porque isso reduz a probabilidade de cair em um poço para comprovar que ali estamos. Manter-se atento diante do que acontece ao nosso redor é uma arma de segurança para esquivar-se de ferimentos evitáveis.

“Porque todos somos aquilo que nos fez cair no engano, e o vínculo do erro é às vezes mais forte do que qualquer outro.”
-Belén Gopegui-

Os outros nos ensinam sobre acontecimentos reais sem a necessidade de termos que experimentá-los pessoalmente. De uma visão externa, somos capazes de chegar a eles com empatia e humildade, sem julgar nem criticar. Do mesmo jeito podemos fazê-lo com sensatez e com cautela, inclusive imaginando as possíveis consequências que poderiam ter nascido da realização de outras opções.

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Sempre há coisas novas para aprender

Mas, quais outras razões existem para olhar o comportamento dos outros? Talvez a mais importante de todas seja o fato de que sempre existe alguma coisa nova para aprender. Neste sentido, a vida é uma oportunidade de aprendizagem constante.

Uma oportunidade que faz parte do presente da vida. Além disso, mais além do prazer que implica e que só alguns encontraram, é uma atitude pragmática e inteligente. Talvez não elimine todos os espinhos do caminho, mas com ela localizaremos vários e poderemos nos esquivar deles.

“Deveríamos nos dedicar a nos desapegar de grande parte do que foi aprendido

e aprender o que não nos ensinaram.”

-Ronald Laing-

Por isso é fundamental pertencer ao grupo dos sábios que aproveitam tudo de bom que a vida nos preparou. Viver como quem não considera nem os seus erros, nem os dos outros, não é viver de uma forma inteligente.

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