Aproveite ao máximo suas visitas ao psicólogo com estas 9 ideias

· junho 17, 2017

Quando você sentir que não consegue enfrentar seus problemas sozinho e decidir pedir ajuda, é fundamental conhecer seus direitos e tirar o máximo proveito da sua visita ao psicólogo que escolheu, independentemente de ter uma ou várias sessões. Por isso lhe ofereço estas ideias, com a esperança de que sirvam para aproveitar ao máximo o encontro com estes profissionais de saúde, os psicólogos.

“A grande descoberta da minha geração é que os seres humanos podem alterar suas vidas ao alterar suas atitudes mentais”.
-William James-

Ter um bom “feeling” faz com que você sinta confiança

Um dos aspectos mais importantes é que você se sinta confortável, que tenha um “bom feeling” com esta pessoa para que possa aproveitar o tempo ao máximo e falar de tudo que o preocupa. Abra-se para esta pessoa e relaxe seu controle sobre o discurso; o profissional que está diante de você não irá julgá-lo. Além disso, os psicólogos são regidos pela confidencialidade profissional, de maneira que nada que você contar sairá daquela sala.

Não tenha medo de tratar temas difíceis ou vergonhosos, sua função não vai ser a de acusá-lo e nem aumentar ainda mais a sua carga já pesada. O sentido que o psicólogo mais desenvolve é a audição, ele está ali para escutá-lo, tem as ferramentas para ajudá-lo a encontrar as respostas para seus problemas ou preocupações, e não para liderar um tribunal.

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Os psicólogos são, em sua maioria, pessoas abertas e com experiência suficiente para saber que as pessoas podem se comportar de muitas maneiras diante da mesma circunstância. Antes de qualquer coisa, são profissionais capazes de deixar suas vidas, experiências e ideias fora da consulta e centrar-se no que o paciente está dizendo.

Se você não se sente ouvido ou não sente que seu psicólogo está sendo neutro e lhe dá uma única opção para cada problema e isso não faz você se sentir confortável, está no seu direito de buscar outro profissional. Dê outra oportunidade à terapia, não pense o mesmo de todos porque nem todos são iguais, tanto para o bem quanto para o mal.

Somos uma unidade corpo-mente

Comprometa-se a contar até os aspectos que pareçam pouco relacionados ou sem importância, pois eles podem ser úteis para a terapia. É verdade que os psicólogos não são médicos, mas as pessoas são uma unidade corpo-mente, e se estão mal mentalmente isso afetará o corpo, e vice-versa. Conte se tiver problemas para dormir, falta de apetite, dores de cabeça, etc. Também mencione se aconteceu algo estranho. Na verdade, você pode contar qualquer coisa!

“As emoções reprimidas nunca morrem. São enterradas vivas e saem mais tarde da pior forma”.
-Sigmund Freud-

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Não oculte nem guarde informações, pois o psicólogo não é capaz de ler a sua mente. Utilize o espaço e a confidencialidade a seu favor, pois eles existem para isso. Pode ser que no começo seja difícil pela falta de costume, mas é importante saber que em nenhum momento você vai deixar de controlar o que conta e até onde conta. Se você diz meias verdades ou não relata a história completa, a ajuda que o profissional pode lhe oferecer nunca terá a mesma qualidade.

Os sintomas físicos ou dificuldades podem ser um gatilho para ir à terapia, mas você também pode ir porque quer se conhecer melhor. Se este for o caso, faça-o com profundidade, até os aspectos mais obscuros, pois isso irá ajudá-lo a enfrentar o que a vida colocar na sua frente. Não é preciso ter um problema muito grave, pode ser que você tenha dúvidas a respeito de por que se relaciona com um certo tipo de pessoa, por que algumas coisas são difíceis para você, etc. É um mito que é preciso estar louco para ir ao psicólogo.

Fale de seus sentimentos e faça todas as perguntas que quiser

Fale sobre os seus sentimentos em relação ao psicólogo. Se ele ou ela disse algo de que você não gostou, fale! É importante não guardar e deixar que isso entorpeça a relação. Os mal-entendidos podem existir também na terapia. Às vezes o psicólogo diz uma coisa e nós entendemos outra, o importante é falar e não ficar escondendo nada.

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Se você não entendeu algo, pergunte quantas vezes for necessário; não fique com dúvidas por vergonha. Os psicólogos também podem cometer erros; a terapia e especialmente os momentos mais significativos dela costumam ser intensos para o paciente/cliente, mas também para os psicólogos. Esta intensidade pode provocar equívocos, solucionáveis se a comunicação se mantiver aberta e sincera.

Não é comum que os psicólogos utilizem uma linguagem médica ou psicológica ou que se expressem usando uma gramática muito complexa. O normal é falar de maneira que a pessoa que está diante dele possa entender, independentemente de seu conhecimento sobre a mente humana. De qualquer maneira, se você não entendeu, o psicólogo ficará muito grato se você expressar isso abertamente, porque terá a oportunidade de retificar e ajustar melhor o discurso.

O psicólogo está lá para ouvi-lo

Seja paciente; é você quem ditará o passo, as mudanças ocorrerão em seu ritmo, mas lembre-se de que “Roma não foi construída em um dia”. Atualmente vivemos em uma sociedade em que tudo passa muito rápido, e quando temos um mal-estar queremos que ele acabe imediatamente, e no geral não nos sobra paciência nem tolerância. A terapia funciona, muito mais do que a medicação, e sem causar efeitos colaterais, mas é preciso dar-lhe tempo.

O psicólogo está lá para escutá-lo, algo que entre amigos e familiares é difícil de encontrar. Faça o teste. Tente falar por 5 minutos sobre um problema e você verá como a maioria das pessoas (sem querer te machucar) começará a lhe dizer como resolver a situação, a contar um caso de alguém que passou por algo parecido, ou a compartilhar sua própria experiência. Alguns inclusive não aguentarão e irão cortá-lo para dirigir a conversa para os seus próprios problemas. Não os julgue, pois você provavelmente faria o mesmo nesta situação. Nós não estamos acostumados a escutar.

O psicólogo irá escutá-lo, mas não lhe dará conselhos nem resolverá os seus problemas. Só você tem as respostas e conhece as soluções para os seus problemas, e a autoanálise que você repete uma e outra vez não é objetiva e não costuma funcionar. Em muitos casos a pessoa não pode contar seus problemas para amigos e familiares, por isso precisa visitar um profissional.

“O paradoxo curioso é que quando aceito a mim mesmo, consigo mudar”.
-Carl Rodgers-

Se você tem curiosidade, faça uma consulta experimental. Você não irá se comprometer a nada e, talvez, encontre justamente o que estava procurando.