As doenças mentais mais desconhecidas

As doenças mentais mais desconhecidas

22, julho 2015 em Psicologia 5665 Compartilhados
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Por mais que pensemos que as doenças mentais sejam algo “novo” que surgiu graças às pesquisas recentes ou que antes não existia, está provado que, já em épocas antigas, muitas pessoas sofriam de desequilíbrios psicológicos. Aqui falaremos sobre alguns deles.

Graças à literatura, por exemplo, foi possível saber quais eram as doenças da mente mais recorrentes durante a Idade Média. Já nesse momento eram usados os termos ‘loucura”, “depressão” e “estresse pós traumático” (ainda que fossem conhecidos com outras palavras).

Se bem é verdade que a presença de patologias mentais tem aumentado nos últimos anos, também não se pode negar que antes já existiam pessoas sofrendo de transtornos psicológicos. Acontece que, às vezes, não existia um nome para chamá-los ou uma pesquisa por trás para tratá-los.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% da população do século XXI sofre de algum tipo de transtorno mental. Muitas dessas patologias estão relacionadas a um contexto sociocultural, como por exemplo os desequilíbrios alimentares ou os transtornos de ansiedade.

Quais são as doenças mentais desconhecidas?

A síndrome de Wendy: Já falamos em outras ocasiões sobre essa síndrome, e como no conto, ela também está relacionada ao Peter Pan. Neste caso, a pessoa carrega toda a responsabilidade de estar ao lado de alguém imaturo. Além disso, a síndrome se manifesta como uma necessidade de satisfazer e agradar ao outro, por causa do medo do abandono ou da rejeição. Acontece na maioria das vezes nas mulheres com seus companheiros ou com os filhos.

Catoptrofobia: É uma síndrome que está definida como “o medo desmedido de se olhar ao espelho”. Este temor é injustificado e anormal. O que não se sabe bem é se a fobia é apenas em relação ao reflexo de uma superfície ou à imagem que se desprende desta. Evitam, por exemplo, subir em elevadores que tenham espelhos ou estar muito tempo no banheiro. Fatores de risco para este transtorno são: uma baixa inteligência emocional e uma autoestima pobre.

Mal de Capgras: Quem padece desta síndrome deixa de reconhecer um ente querido próximo e crê que este foi substituído por um dublê ou impostor. O problema é que a pessoa sofre uma desconexão entre a memória afetiva e o sistema de reconhecimento visual. Para entender mais sobre este mal, assista ao filme inglês “The Broken” (2008).

broken

Síndrome do sotaque estrangeiro: Quando alguém viaja por qualquer motivo a um país que não é o próprio ou passa muito tempo com um estrangeiro e, em seguida, começa a falar com o sotaque desse país, isto pode ser considerado normal. Contudo, esta síndrome acontece com aqueles que não tiveram contato com esse idioma. Se relaciona com uma lesão cerebral importante, como por exemplo um derrame.

Eufobia: Você sabia que existe uma fobia de receber boas notícias? Algo que pode soar um tanto estranho, mas que acontece. As pessoas com eufobia recebem com alegria as más notícias e têm problemas para “digerir” as boas novas. Está claro que a resposta é irracional. Isto não quer dizer que o paciente seja uma má pessoa, e sim que tem medo de sofrer quando algo bom lhe acontece.

Permarexia: Os transtornos alimentares são muito frequentes atualmente e se fala bastante deles nos meios de comunicação, principalmente da bulimia, a alcoorexia e a anorexia. Mas há outros desequilíbrios relacionados à comida, como é o caso da permarexia. O indivíduo vive fazendo uma dieta atrás de outra. Como uma não lhe deu resultado imediato, passa para a próxima.

Quando se cansa de uma opção, procura uma nova dieta e tenta fazê-la, rapidamente e de forma rígida. Além disso, costumam definir objetivos de perda de peso muito difíceis e incompatíveis com o bem-estar.

Como não conseguem alcançar suas metas, costumam fazer uma atribuição interna da responsabilidade, atacando-se por não manter a sua força de vontade ou por não ser suficientemente inteligente para seguir a dieta adequada.

Provoca frustração, depressão, queda da autoestima e amor próprio e, principalmente, desequilíbrios físicos por deixar de consumir certos nutrientes ou passar muito tempo só tomando chás.

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