Aspectos psicológicos e fisiológicos do controle mental

· agosto 5, 2018

Há muitas pessoas que são exploradas diariamente em seus trabalhos. O valor que contribuem para a empresa e a sociedade é muito superior ao que recebem em troca. Além disso, uma alta porcentagem é consciente deste fato e não protesta. Possuem muito pouco, mas o medo de perder esse pouco é enorme, muito maior que a confiança em suas habilidades. Então, hoje vamos falar sobre um fator que influencia toda a equação: o controle mental.

O mesmo acontece com as desigualdades. Os pobres aceitam sistemas e se tornam cada vez mais pobres, e os ricos mais ricos, e não por méritos próprios. Da mesma forma, na sociedade machista em que vivemos, as mulheres têm menos oportunidades. Finalmente, no sistema em que vivemos, a maioria dos cidadãos é explorada de uma forma ou de outra, o que nos leva à pergunta: por que aceitam isso? Uma possível resposta é encontrada no controle mental.

Para ter as pessoas controladas, seja em troca de um salário, através de obrigações ou criando normas, é necessário controlar a mente. O controle mental permite que as pessoas não questionem sua situação, que realizem seus trabalhos por um salário desprezível e nem mesmo o critiquem. Ou seja, pensam ser livres quando, na verdade, não são. Aqui, a psicologia e o controle mental desempenham um papel determinante.

Representação do controle mental

Controle mental

O controle mental é baseado na obtenção de consenso (ou na ilusão de consenso), fazendo todos concordarem em algo. Evidentemente, nem todas as pessoas apoiam a mesma ideia por uma única razão. Há alguns que a aceitam por não poderem encontrar outra saída ou por sentirem que não podem mudar. Há também aqueles que acreditam que é a melhor ideia possível ou, simplesmente, nunca questionam. Pode, inclusive, haver uma interiorização psicológica. Este é o objetivo final do controle mental.

Dentro das técnicas de controle mental existem diversos tipos. Vamos abordar dois aspectos: o psicológico e o fisiológico. O aspecto psicológico envolve a interiorização da situação de desvantagem, da opressão e da discriminação da ordem social existente e da afirmação de suas tradições, normas e valores, isto é, sua ideologia. Por outro lado, o aspecto fisiológico envolve a manipulação tecnológica das mentes.

O aspecto fisiológico encontra seu uso naqueles em que o controle psicológico não funciona. Quando as pessoas não acreditam em uma ideologia, os aspectos fisiológicos são usados ​​para garantir que acabem aceitando, mesmo que ainda não acreditem nela. Esses dois aspectos são explicados em mais detalhes abaixo.

O aspecto psicológico do controle mental

Como as pessoas podem interiorizar uma condição na qual saem perdedoras? Para responder, existem diferentes mecanismos psicológicos. Um deles é a transformação do aborrecimento e da frustração em agressividade. Essa agressão, por sua vez, é canalizada em apoio ao militarismo.

Um exemplo é encontrado no grande apoio que as intervenções dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão receberam. Outro mecanismo é o desvio da não-conformidade para o consumismo ou para reforçar os valores religiosos. Ambos promovem personalidades submissas que acreditam em autoridades superiores e na ordem social e econômica existente.

“A essência da coerção psicológica é que aqueles que agem sob sua influência têm a impressão de que estão agindo por iniciativa própria. A vítima da manipulação mental não sabe que é uma vítima. As barras de sua prisão são invisíveis e ele acredita ser livre. O fato de não ser livre é apenas aparente para os outros. Sua escravidão é estritamente objetiva”.
-Aldous Huxley-

Além disso, esses fatores são reforçados pelo medo da liberdade, que é cultivado pela educação, tradições, normas e valores vigentes. Os meios de comunicação também não podem ser subestimados; eles reforçam o impacto psicológico usando algumas técnicas, como o “bombardeio” de notícias, que bloqueia a crítica reflexiva. Por fim, um dos métodos mais eficazes de controle mental é o medo. Combinado com a ignorância, pode desencadear sentimentos de pânico e insegurança, levando a decisões precipitadas.

Controle mental na política

O aspecto fisiológico do controle mental

Com o aspecto fisiológico do controle mental, nos referimos às respostas do cérebro às ondas eletromagnéticas e radioelétricas. Nosso cérebro possui diferentes frequências eletromagnéticas relacionadas a diferentes estados de consciência. Assim, encontramos as ondas que correspondem ao sono profundo e aos estados de coma; as ondas theta que correspondem ao sono normal; as ondas alpha, correspondentes a um estado desperto relaxado; e, finalmente, as ondas beta, associadas a um estado totalmente desperto.

Os dispositivos eletrônicos podem mudar essas ondas, fazendo com que nosso cérebro entre em estados diferentes. Evidentemente, não entraremos em coma através das ondas de um telefone, mas essas ondas, junto com a saturação dos estímulos fornecidos pelo celular, podem nos fazer manter um estado completamente desperto mesmo quando queremos dormir. Da mesma forma, existem dispositivos que podem causar desorientação sensorial e que são usados ​​no controle de massa.

Combinando ambos os aspectos do controle mental e outros não discutidos, pode-se conseguir o controle das pessoas através da interiorização de uma ideologia. Essas formas de controle são a escravidão moderna. Para sair delas, nada melhor que um pensamento crítico e uma boa educação.