Autoestima física: aceite seu corpo - A Mente é Maravilhosa

Autoestima física: aceite seu corpo

julho 6, 2017 em Psicologia 530 Compartilhados
Autoestima física: aceite seu corpo

Não queremos olhar no espelho, é apavorante tirar fotografias, e usamos até mesmo ferramentas de edição no celular para consertar as partes “feias” de nosso corpo nas imagens. A moda, as pressões sociais, as comparações… são todos inimigos íntimos que causam muito dano e vão eliminando o pouco amor que temos pela nossa imagem.

O corpo, entendido como o lugar que nos dá uma forma física e nos permite atuar sobre o mundo externo, é uma parte mais que importante de nós mesmos. Junto às emoções e pensamentos, formam um “todo”, o que nos diferencia do resto. Os padrões de beleza atuais e a percepção errônea do que é a saúde nos levam a odiar essa fantasia que nos envolve.

Compreender o corpo

Para poder oferecer todo o respeito que nosso corpo merece, uma boa ideia é começar por tentar entendê-lo. Não é uma briga que vai lhe fazer mal, mas sim tentar conhecer a si mesmo de modo que você encontrará em sua complexidade um grande aliado. Para isso, devemos interpretar nossos próprios sinais.

Assim, quando não nos cuidamos o suficiente, o corpo vira uma barreira ou um escudo que nos protege dos ataques alheios. Muitas vezes somos nós mesmos os que prejudicamos esse amigo tão especial que temos em nós comendo o que não é saudável, fazendo dietas excessivas ou colocando muita intensidade no esporte que praticamos…

Menina se olhando no espelho

Esse corpo que tanto te aborrece e que você não quer ver refletido no espelho, que você esconde apagando a luz na intimidade do casal ou que evita mostrar se vestindo mais do que o esperado, é o que te acompanhará pelo resto da sua vida. Você tem o poder de mudá-lo e até melhorá-lo, mas isso em muitos casos não significa que você irá amá-lo.

O corpo e a moda

Os meios de comunicação, a publicidade e a sociedade têm poder suficiente para conseguir com que uma menina deixe de comer para tentar se parecer mais com uma modelo, ou que um menino vá todos os dias para a academia e fique levantando pesos para parecer com os atores de Hollywood.

O significado de beleza, no entanto, no que se refere à imagem, é bastante relativo e vai se modificando ao longo do tempo. Por exemplo, no Renascimento as mulheres bonitas eram as que hoje precisam de tamanhos especiais. Na cultura árabe, as mulheres muito magras não são as mais atraentes para os homens que procuram casamento. Existem diversos outros exemplos como esses.

Mais além do que impõe a moda, o certo é que o corpo é a melhor máquina tecnológica com a qual contamos. Claro que poderíamos mudar alguma parte, mas tudo na verdade pode ter alguma melhora. Por isso não temos que depreciar o que temos.

Você gosta do seu corpo?

A maioria das pessoas estão descontentes com sua imagem corporal. Os magros gostariam de ter um corpo mais malhado, outros gostariam de ter um corpo mais magro, os altos estão cansados de ver o mundo de cima, e os baixos de ter a sensação de que não os levam a sério.

Autoestima física

Se você respondeu “não” para a pergunta “você gosta do seu corpo?”, deve fazer parte de uma grande parcela da população, e lhe convidamos a passar para outros questionamentos: “Por que ele não te agrada?”, “O que te leva a não estar feliz com seu corpo?”, “De que modo poderia melhorar?”, “De que partes do seu corpo você gosta?”.

Para mudar uma parte do seu corpo, você precisar pensar se realmente é necessária uma modificação. Identificar a razão de querer essa mudança é importante. É porque você não gosta da parte do corpo em si, ou em comparação com os outros? Em qualquer caso, se você pretende converter a tarefa de mudança em um objetivo sério, o melhor é consultar algum profissional e deixar que este te ajude.

Comece a aceitar seu corpo

Aceitar não quer dizer ficar de braços cruzados e não mudar nada nunca mais. Significa começar o dia gostando de si e entendendo a beleza que esconde e a beleza que se mostra. Um exercício que pode ajudar consiste em ficar na frente do espelho, se possível sem roupa, e analisar cada centímetro, prestando muita atenção no que vê e no que você sente.

Pode ser que sinta uma certa aversão no princípio, mas passados os primeiros minutos você se acostumará. Pouse seu olhar no seu cabelo, no seu rosto, no seu tronco, nas pernas. Olhe bastante o que mais gosta: seu nariz, seus ombros ou seus olhos.

Mulher olhando-se em espelho com balões voando

Depois busque as regiões de que você não gosta tanto. Mas dessa vez, em vez de criticar proponho outra atitude: aceitar. Pode parecer fácil na teoria, mas não tanto na prática.

Você tem olhos que podem ver? Uma mente que lhe permite raciocinar? Conta com um nariz que lhe permite respirar? Com pernas que o obedecem? Com uma pele que consegue sentir carícias? Com um coração que bate? Encontre a perspectiva adequada e justa para seu corpo, não o valor que nos dão em comparação com a publicidade.

Além de se observar, outro modo de atender ao seu corpo é ouvir que ele faz. Isso tem a ver com ficar com ele no chuveiro e não pensar no que vai fazer depois, em fazer esportes e sentir como seu coração acelera, ou em caminhar e ter a sensação de liberdade que andar nos dá a cada movimento.

Finalmente, não se esqueça de todas as pessoas que desejariam ter um corpo como o seu. Claro que elas existem. Aceite suas formas, suas irregularidades, seus relevos e seus tamanhos. Não é só a roupa que te envolve, também é seu pensamento, suas ideias e emoções.

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