Caminhar me ajudou a emagrecer as preocupações da minha mente

Caminhar me ajudou a emagrecer as preocupações da minha mente

10, dezembro 2016 em Psicologia 4782 Compartilhados
Caminhar me ajudou a emagrecer as preocupações da minha mente

Muitas vezes, para levantar o ânimo a melhor coisa é… CAMINHAR. Dar passeios lentos, rápidos, suaves, duros, rígidos e flexíveis me ajudou a emagrecer as preocupações da minha mente e a aliviar o meu coração.

Caminhar me ajudou a aliviar o peso das minhas dores, das minhas emoções e dos meus pensamentos. Me ajudou a repousar a angústia e a liberar inquietações. Porque percorrer caminhos tem alguma coisa que nos conduz a uma vida mais saudável a nível emocional e cognitivo.

Por quê? Existem muitos motivos, mas o principal que vale a pena destacar é que caminhar nos ajuda a reservar uma parcela da nossa própria alma para nós mesmos, uma coisa que com frequência esquecemos e que, sem dúvida, nos traz enormes problemas em todos os níveis.

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Quando a tensão sufocar você, CAMINHE

Quando a tensão sufocar você, CAMINHE. Não é mais um ingrediente de um livro de receitas sobre a felicidade, mas é com certeza o adoçante principal da vida em questão de bem-estar. Uma coisa aparentemente tão simples pode nos ajudar a resolver problemas e a reorganizar a mesa do nosso escritório mental.

Isto vem de mãos dadas com a simples razão que determina nosso próprio estado emocional e cognitivo. Embora o que fazemos (conduta) seja a ponta visível do iceberg, somos quem somos graças a uma inter-relação entre pensamentos, emoções e comportamentos.

Se nos mantivermos ativos, nossa mente ativará pensamentos alternativos e apaziguará emoções que devastam nossa capacidade de enfrentar as dificuldades. Por isso, colocar-se em movimento termina sendo uma coisa muito positiva para nós mesmos.
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Para que fique totalmente claro, não podemos esquecer, em âmbito algum das nossas próprias vidas, que cada comportamento determina e está determinado pelos pensamentos e emoções. Estes três pilares convivem no nosso interior como se fossem a engrenagem de um relógio.

Você sabia que pode meditar caminhando?

John Kabat-Zinn, o pai do mindfulness no Ocidente, propõe que uma forma simples de agregar consciência a nossas próprias vidas consiste em praticar a meditação enquanto caminhamos. Isto é, trata-se de levar a própria atenção à experiência real de caminhar enquanto o fazemos.

Isto nada mais é do que caminhar e saber o que estamos fazendo. Contudo, cabe esclarecer que não significa que devamos olhar os próprios pés. Quando tentarmos fazer isto, iremos perceber que nada é tão simples quanto parece.

É raro apenas caminharmos, mesmo naquelas situações em saímos para “dar uma volta”. Normalmente caminhamos porque queremos ir de um lugar ao outro, o que acaba fazendo com que nosso próprio corpo seja o vínculo da nossa mente.

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Então, assim como afirma de forma muito eloquente o especialista já citado no seu livro “Viver com plenitude as crises”:

“(…) com frequência, o corpo é realmente o motorista da mente, levando-a, a gosto ou a desgosto, e cumprindo ordens. Se a mente tem pressa, o corpo corre. Se a mente é atraída por alguma coisa interessante, a cabeça gira, e o corpo muda de direção ou se detém. Além disso, e obviamente, as ideias de qualquer tipo vão caindo em cascata pela mente do mesmo jeito que o fazem quando estamos sentados e respiramos. E tudo isto acontece sem percebermos”.

O processo de meditação através do ato de caminhar apresenta a necessidade de:

  • Realizar o esforço de perceber quando um pé se coloca em contato com o chão e quando o nosso próprio peso se apoia naquele, quando o outro pé se levanta e se adianta e, logo em seguida, desce para, por sua vez, se colocar em contato com o chão.
  • Se a mente se esvai dos pés ou pernas ou da sensação de como o corpo se movimenta, com toda a tranquilidade e a simplicidade, voltamos ali assim que percebemos a fuga.
  • Não é preciso olhar os próprios pés, pois eles já sabem como caminhar sozinhos. No início inclusive seria bom não olhar o que está nos rodeando, pois assim evitaremos que nossos próprios pensamentos comecem a navegar e a distorcer o processo de meditação e de abstração sobre o mundo. Lembrando que se trata de vivenciar a atividade que estamos realizando.
  • Depois de alcançar a capacidade de caminhar com atenção plena em nossos próprios pés e pernas, podemos ampliar o foco de atenção ao resto do corpo como se este fosse um todo em movimento pelo espaço.
Isto ajuda a fazer com que mente descanse porque, literalmente, não tem para onde ir e, por isso, não há nada que possa distraí-la.
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Caminhar meditando ou sem meditar nos ajuda a limpar nossa própria mente e a fulminar certas experiências somáticas que acompanham a inquietude de percorrer um caminho cheio de obstáculos (pois muitas vezes, como sabemos, nossas vidas se transformam nisso).

Qualquer momento é bom para nos darmos o prazer de caminhar por um lugar adequado a nossas próprias necessidades. Quem experimentar ou tiver experimentado saberá que, com um longo passeio, caminhar no compasso da vida fica muito mais fácil e realizador.

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