Quando o coração não chora, o corpo chora - A Mente é Maravilhosa

Quando o coração não chora, o corpo chora

outubro 11, 2016 em Psicologia 2747 Compartilhados
Quando o coração não chora, o corpo chora

Existe uma ligação entre as doenças e as emoções, entre o corpo e a mente. As emoções não surgem do nada, mas estão relacionadas com nosso modo de interpretar o que nos acontece, e estas reações podem dar lugar a sintomas fisiológicos. Da mesma forma que as doenças físicas influenciam o nosso estado de ânimo e nos provocam temor, medo ou preocupação, muitos problemas psicológicos refletem como nos sentimos em nossos corpos.

Quando a relação entre mente e corpo tem sua harmonia alterada por causa de emoções desagradáveis, sentimentos negativos, baixa autoestima e situações de estresse, aparecem as doenças psicossomáticas. São consideradas doenças físicas cuja aparição e desenvolvimento podem estar relacionadas a fatores psicológicos. Ao falar de sintomas psicossomáticos nos referimos a dores físicas para as quais não existe a possibilidade de um diagnóstico médico.

Projeção das emoções no corpo

Existem diferentes modalidades nas formas de manifestação de transtornos ou alterações orgânicas que têm ligação com fatores de ordem psicológica:

  • Digestivas:  cólon irritável ou síndrome do intestino irritável. Tem ligação com a ira, a revolta e a agressividade.
  • Coração e sistema cardiovascular: relacionado com a euforia, histeria, excitação, hipersensibilidade e nervosismo.
  • Respiratórias:  na depressão diante do fator surpresa a respiração se corta, a emoção e os estados de angústia sufocam.

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  • Endócrinas: são alteradas por desequilíbrios emocionais como a ansiedade, a dúvida, o ceticismo e os ciúmes.
  • Urinárias:  vinculadas ao medo, à falta de autoestima, à timidez e à falta de esperança.
  • Dermatológicas ou cutâneas:  têm relação com a dificuldade de comunicação quando a pessoa deseja se fazer ouvir, o excesso de autoridade e o domínio sobre os outros.

Nosso corpo grita quando as emoções calam

Diante de uma mesma doença, a sua manifestação física se desenvolve de um jeito ou de outro, dependendo do estado de ânimo com o qual a enfrentarmos. Em doenças como o câncer ou a fibromialgia, está comprovado que aprender a administrar as emoções e encontrar um certo equilíbrio emocional ajuda na recuperação do paciente.

Quando as emoções não são expressadas, cria-se um déficit na mentalização das emoções, as sensações corporais aparecem de forma escassa ou nula, associadas a estados mentais.

Um conceito muito importante relacionado com a incapacidade de expressar emoções é a alexitimia. Ela descreve um grupo de sintomas observados em pessoas com doenças psicossomáticas e manifesta uma dificuldade de identificar e descobrir emoções, assim como uma vida de fantasia interior pobre.

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As diferentes causas da alexitimia incluem traços hereditários, genéticos, neurológicos, lesões cerebrais, ou traumas. As pessoas com alexitimia são frequentemente descritas pelos outros, incluindo seus entes queridos, como frias e distantes. Carecem de habilidades empáticas e têm grande dificuldade para compreender e responder com eficácia aos sentimentos de outras pessoas.

A depressão emocional

Foi proposta a existência de um fenômeno de repressão emocional na alexitimia. A repressão serviria para manter experiências dolorosas ou desagradáveis fora da consciência. Os indivíduos a utilizam como uma estratégia de defesa e teriam, portanto, menos acesso a lembranças emocionais, especialmente aqueles acontecimentos negativos ou desagradáveis.

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O bloqueio emocional é a resposta dada por muitas pessoas a um padecimento vivido como ameaçador ou grave, refletido na dificuldade para reconhecer e regular emoções próprias, com o objetivo de se proteger contra o sofrimento. Longe de se proteger, este estilo emocional tem graves consequências clinicas e sociais. O que a boca cala o corpo grita.

A maioria das doenças são causadas por nós mesmos por meio de emoções não liberadas.
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