O que a ciência diz sobre as pessoas inteligentes?

O que a ciência diz sobre as pessoas inteligentes?

junho 24, 2017 em Psicologia 451 Compartilhados
O que a ciência diz sobre as pessoas inteligentes?

Na psicologia, falar de inteligência é como entrar em uma espécie de buraco negro onde as sombras são confundidas com os objetos. Quando buscamos uma definição para inteligência, há um certo consenso em afirmar que algumas pessoas recebem o adjetivo de inteligente porque são bons em resolver problemas, mas também são bons propondo ou buscando novas perspectivas. No entanto, a psicologia atual acredita que existem diferentes tipos de inteligência, e não apenas um tipo de inteligência global e excludente.

Graças a este novo conceito, podemos dizer que Einstein era uma pessoa inteligente, mas Mozart e Cervantes também eram. Além disso, podemos dizer que eram inteligentes sem a necessidade de qualquer teste, entendendo que as suas realizações, obras e descobertas são a melhor prova da sua capacidade. Finamente, podemos dizer que a inteligência se manifesta em outras capacidades que a fazem brilhar, como o trabalho, a memória e a criatividade.

Podemos dizer também que a inteligência tem um forte componente genético. O DNA vai definir muitas características do indivíduo, mas não todas. O ambiente em que vivemos é muito importante, especialmente nos nossos primeiros anos de vida, quando a nossa plasticidade cerebral é enorme e a arquitetura do nosso cérebro ainda está em desenvolvimento, especialmente no que se refere ao nosso comportamento social.

O estudo da inteligência nasceu em dois contextos curiosos onde havia um interesse em quantificar e definir as diferenças individuais neste processo psicológico. Estes estudos foram realizados no exército americano (como o trabalho de R. Yerkes no Exército dos EUA na Primeira Guerra Mundial) e no sistema de ensino francês (como o trabalho de A. Binet na reestruturação do sistema de ensino francês), e nos dois os casos, a intenção era separar as pessoas inteligentes daquelas que não eram. Portanto, o objetivo final era criar um instrumento confiável capaz de medir essa habilidade: uma tarefa na qual estamos envolvidos até hoje.

As pessoas inteligentes têm uma ordem própria

As pessoas inteligentes compartilham com as pessoas criativas o seu amor por uma aparente desordem. Esta característica pode criar muitos problemas de convivência. No entanto, muitas vezes uma solução genial resulta de classificar os elementos de uma forma particular, de uma maneira diferente das outras pessoas. Como exemplo, podemos mostrar a ordem que prevalecia na mesa de Einstein.

Albert Einstein

Foi realizado um curioso estudo por Kathleen Vohs e seus colaboradores. Eles selecionaram um grupo de voluntários, divididos aleatoriamente em dois grupos. Um dos grupos foi para um escritório onde as mesas estavam totalmente desorganizadas e o outro grupo em um escritório todo organizado. Nos escritórios foram pedidas para os grupos sugestões para a resolução de vários problemas. O resultado foi que as pessoas que estavam no escritório bagunçado tiveram mais e melhores ideias do que as pessoas que estavam no escritório organizado.

Ter tantos amigos quanto dedos na mão

Parece que as pessoas inteligentes não são grandes colecionadoras de amigos. O tempo gasto com as relações sociais é mais para desfrutar dos amigos que têm do que para estabelecer novas relações.

Além disso, os estudos nos mostram que existe dentro do grupo de pessoas mais inteligentes uma associação negativa entre o número de amigos e a satisfação ou bem-estar geral percebido. Isso é muito curioso porque se analisarmos essa associação considerando a população com todos os tipos de pontuação em inteligência, perceberemos que a associação é justamente o contrário: quanto mais amigos, mais satisfação percebida.

Há uma teoria evolucionista que esclarece esse fenômeno e a sua explicação é simples: as pessoas mais inteligentes não precisam de apoio em tantas áreas como o restante das pessoas. Para elas, estar acompanhada pode ser mais um problema do que uma ajuda.

Mulher indo embora com balões

Amplitude do vocabulário: a fluidez com as palavras

Passar a vida oferecendo insultos não nos parece, a priori, a melhor estratégia para viver bem. A menos que a nossa intenção seja construir uma imagem deteriorada ou colecionar inimigos. Por outro lado, na internet e até mesmo na imprensa há escritores que não renunciam ao uso de palavrões em seus textos. Mas a maioria das pessoas que dizem palavrões são mais inteligentes? NÃO, não queremos dizer isso. O sentido do que queremos dizer é bem diferente.

O que parece é que o número de diferentes palavrões que somos capazes de dizer está associado à inteligência. Isto foi comprovado em 2009 pelos psicólogos Timothy Jay e Kristin. Este estudo pediu aos participantes para tentar dizer o maior número possível de palavrões. Os resultados revelaram que aqueles que foram capazes de completar uma lista mais longa de palavrões também tinham um bom vocabulário em outras áreas.

outros aspectos que identificam as pessoas inteligentes, como acordar tarde, defender uma política de esquerda ou demonstrar uma acentuada sensibilidade com o meio ambiente. Além disso, as pessoas realmente inteligentes, como acreditava Sherlock Holmes, são uma população de risco para os vícios, como uma forma de complementar a falta de estímulo que, em alguns casos, podem perceber a partir do mundo exterior.

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