Só se compra o que tem preço, o restante se conquista

Só se compra o que tem preço, o restante se conquista

18, novembro 2016 em Emoções 4748 Compartilhados
Só se compra o que tem preço, o restante se conquista

Vivemos em uma sociedade que valoriza o que se pode comprar, por isso é muito fácil confundir o material com felicidade. A verdade é que isto nos faz acreditar que podemos conseguir qualquer coisa se tivermos posses materiais. É como se tudo tivesse um preço e você pudesse comprar com as suas moedas ou notas.

No entanto, é mais rico quem tem mais? Nem sempre. Se estivermos falando de riqueza emocional, tudo fica diferente: é mais feliz quem pode apreciar as pessoas do seu convívio, os pequenos prazeres e as colheitas semeadas com esforço.

Assim, as emoções que a vida nos traz não são rotuladas em euros, dólares ou reais, mas precisam ser conquistadas. A diferença é substancial, como mostraremos abaixo.

Os bens materiais são momentâneos

É verdade que o material facilita a nossa vida e pode nos proporcionar momentos felizes. No entanto, esta é uma felicidade momentânea: as riquezas materiais podem nos livrar das necessidades vitais, como a fome ou diminuir o sentimento de tristeza, mas ao longo do tempo, não aumentam o nosso bem-estar psicológico.

Por esta razão, é preciso considerar a facilidade com a qual nos tornamos escravos dos bens materiais. Colocar um preço em tudo é um meio para tornar nossa vida mais confortável, mas também é muito perigoso: ver nos bens materiais um fim em si mesmo é claramente um sinal de escravidão.

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Uma pessoa não pode ser definida pelo que tem, mas pelo que ela é: julgar uma pessoa pelas suas posses pode nos dar uma visão distorcida e geralmente mais injusta diante de tudo o que ela pode nos oferecer.

“A maioria dos luxos e muitos dos chamados confortos da vida não são indispensáveis, mas constituem um obstáculo para a elevação espiritual da humanidade.”
-Henry D. Thoreau-

É bom estar ciente do que realmente nos importa e do seu valor espiritual: conquistar as pessoas, apaixonar-se pelo mundo e fazer com que este, por sua vez, se apaixone por nós. Dessa forma, vamos atrair a felicidade duradoura e a alegria sincera.

O que é substancial não tem preço

De que adianta ter todo dinheiro do mundo se não tivermos ninguém com quem compartilhá-lo? Charles Dickens nos deu uma prova disso no seu Conto de Natal: dar é muito mais gratificante do que ficar obcecado por algo que não nos trará nenhuma alegria.

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Podemos ser muito felizes se em vez de pagarmos pelos nossos sonhos, nos esforçamos para conquistá-los. Além disso, no futuro, nos sentiremos plenos e satisfeitos com nós mesmos por perceber o quão longe podemos chegar.

“E do que adianta possuir as estrelas? Isto me torna um homem rico. E do que adianta ser rico? Sendo rico, posso comprar mais estrelas.”
-Antoine De Saint Exupéry-

O mesmo acontece quando se trata de conquistar as pessoas, não apenas no sentido amoroso: desde nossos pais até os nossos filhos, passando pelas amizades e pelos nossos amores. Valorizar o outro faz bem à alma e ao coração.

A felicidade não pode ser comprada, ela é conquistada

Não hesite e comece a conquistar agora tudo o que você sabe que nunca poderá comprar, mas está ao seu alcance. Precisamos perder o medo de sair da nossa zona de conforto para mostrar o que somos sem restrições e aprender com aqueles que nos rodeiam. Não é mais rico quem mais tem dinheiro, mas sim quem alcança realizações para si mesmo e para os outros.

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O simples fato de desejar ser feliz não lhe trará felicidade: cada conquista requer coragem, muito amor, valentia e alguns fracassos. Lembre-se de que para se sentir rico você precisa listar tudo de maravilhoso que tem e que não poderia comprar.

“O dinheiro pode comprar apenas coisas materiais, como alimentos, vestuário e habitação. Mas é preciso mais. Há males que não podem ser curados com o dinheiro, apenas com amor.”
-Madre Teresa de Calcutá-

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