Crianças emocionalmente sadias, adultos mais felizes - A Mente é Maravilhosa

Crianças emocionalmente sadias, adultos mais felizes

19, março 2015 em Emoções 29 Compartilhados
crianças emocionalmente sadias

Muitos de nós conhecemos pelo menos uma família disfuncional, na qual o diálogo respeitoso é quase inexistente, ou, talvez, nós mesmos sejamos parte de um grupo familiar com essa característica… nesses casos, por exemplo, os membros da família se comunicam entre si por meio de gritos, ou com termos desqualificantes, há pouca tolerância ou se impõe a diferença quando é o momento de escutar outras opiniões.

Todas essas são descrições comuns em pessoas que compartilham um ambiente carregado de tensão, desgosto, incompreensão, etc. Em outras palavras, onde as emoções são gerenciadas de maneira não eficaz.

Equilíbrio interno

“Gerenciar as emoções” está relacionado com a capacidade de compreendê-las, aceitá-las e captar o que elas nos transmitem. Dessa maneira, as emoções representam uma ajuda, e não um conflito ou um obstáculo na hora de perseguir nossas metas na vida.

Uma pessoa com inteligência emocional é capaz de se manter no eixo frente a qualquer situação. Isso não quer dizer que se chatear seja algo negativo, é normal que às vezes sintamos raiva, mas a forma como reagimos frente aos eventos é o que define se realmente temos controle sobre nós mesmos, ou não.

Manter uma comunicação com o tom adequado e nos colocarmos no lugar do outros são aspectos que devemos considerar, se quisermos manifestar a nossa inteligência emocional. Ao compreender os demais, estando em harmonia conosco, as “provocações” do mundo exterior vão chegar, mas não necessariamente vão se transformar em um problema que possa sair das nossas mãos.

Habilidades que se aprendem

Ninguém duvida que o papel dos pais no crescimento dos seus filhos seja primordial para a sua formação. São eles que nos apresentam primeiro ao mundo depois que abrimos os olhos, nos guiam nesse processo pelo qual aprendemos a perceber tudo o que nos rodeia, através dos sentidos e das nossas particularidades.

Portanto, todo adulto deveria ser capaz de desenvolver uma inteligência emocional que sirva de exemplo –  desde o núcleo familiar – para facilitar o desenvolvimento de crianças emocionalmente sadias e para que sejam capazes de potencializar as suas próprias habilidades. O estímulo e a contenção adequados durante esta primeira etapa da vida trará como resultado um futuro saudável tanto física, quanto psicológica e emocionalmente.

Como as crianças expressam a inteligência emocional

Tudo isso dependerá da idade da criança é claro, mas, geralmente, podemos afirmar que há certos sinais que poderiam indicar que o seu filho está desenvolvendo a sua inteligência emocional de forma saudável. A seguir, alguns exemplos de comportamento em crianças que foram “alimentadas” emocionalmente:

– Tendem a se relacionar de forma espontânea e positiva com pessoas de qualquer idade.

– Sua expressão corporal projeta felicidade e entusiasmo.

– Estão mais dispostas a “escutar” e a considerar opções ou opiniões diferentes das suas.

– Exteriorizam seus sentimentos e demonstram afeto de forma natural e espontânea.

– São respeitosos sobre os desejos e sentimentos dos seus pares.

– Sabem “gerenciar” melhor sua impulsividade.

– Podem resolver situações problemáticas com bastante facilidade (sempre que estiver ao seu alcance, é claro).

– São capazes de se expressar, trocar ideias e até discordar, com respeito, quando não concorda com algo.

Vale esclarecer que cada criança é diferente, com as suas próprias características, mas se você observa em seu filho algumas dessas características, sinta-se feliz para seguir nesse mesmo caminho, pois tais pontos são alguns dos indicadores de inteligência emocional na infância. Do contrário, talvez seja o momento de repensar alguns aspectos dentro do seio familiar, pois algumas dinâmicas de vínculo poderiam estar afetando certas áreas no campo emocional dos seus filhos.

Qual é o seu papel?

Se, como pai ou mãe, sente que não vem atuando bem até agora, é importante não se autocondenar. Todos nós erramos, mas também sabemos que todos nós podemos sempre aprender e melhorar. Por meio do reconhecimento e interesse, podemos corrigir, agir e colher os frutos do nosso esforço.

Sugerimos começar a praticar uma comunicação saudável, armando-se de paciência e vontade para conseguir uma maior aproximação e harmonia na forma de se comunicar e de se relacionar entre todos os membros da família. Tenha em conta que, no início, as mudanças podem ser um pouco difíceis, e caso sejam observadas grandes dificuldades familiares, muito difíceis de gerenciar, sempre se recomenda consultar um terapeuta especializado neste tema.

As crianças têm o direito de crescer dentro de uma família onde reine o entendimento e sejam dadas ferramentas para desenvolver a inteligência emocional, que lhes capacitem para enfrentar qualquer situação que se apresente na vida, por mais complicada que seja e para que, definitivamente, sejam felizes. Devemos ter consciência disso, já que se desejamos um amanhã melhor para os nossos filhos, devemos nos envolver agora.

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