O desaprender criativo: a arte de se reinventar

· fevereiro 21, 2018

O desaprender criativo nos oferece algo sensacional. Se queremos recuperar o nosso verdadeiro potencial, às vezes não há escolha a não ser deixar de lado muitas das nossas crenças e aprendizados para começar a ver o mundo a partir de outra perspectiva. Essa nova visão deve ser abrangente, mais rica em curiosidade e crítica. Só assim podemos nos reinventar, só então seremos livres.

Falar de criatividade é falar de capital humano. Pense nisso por um momento: estamos diante de um mercado de trabalho onde a maioria de nós foi treinada (formada) em habilidades e capacidades muito semelhantes. No entanto, o que as grandes empresas precisam é inovar para posicionar-se em um cenário social e econômico cada vez mais complexo e exigente.

“Criatividade é apenas saber conectar coisas…”
-Steve Jobs-

Não é difícil entender o que significa hoje ter pessoas altamente criativas e por que elas são procuradas por sua escassez no mercado. Esses perfis são os que proporcionam a “faísca” nas engrenagens enferrujadas de muitas organizações, quando qualquer mudança em uma fase de estagnação é, sem dúvida, um avanço, uma conquista valiosa. Em si e pelo que significa quebrar com uma inércia de imobilidade.

Ainda mais, não podemos negligenciar o que implica a nível pessoal ser muito mais criativo, mais aberto à complexidade e mais engenhoso quando se trata de dar respostas aos problemas da vida. Essa flexibilidade mental e essa habilidade são uma ótima maneira de investir em nosso crescimento pessoal.

Ter ideias inovadoras

Desaprender criativo: Eu escolho crescer

Ser igual aos outros ou ser alguém capaz de se destacar. Viver preso em monotonia e mediocridade ou optar por crescer em todos os sentidos: emocional, pessoal e profissional… Qual você escolheria? Como disse Aristóteles uma vez, a felicidade deve ser o propósito em que o resto é coletado. Para isso, é essencial assimilar e treinar os recursos psicológicos e emocionais que nos permitirão evoluir rumo à pessoa que queremos ser.

Uma maneira de conseguir isso é treinar-nos precisamente naquela capacidade que todos temos, o que vem da fábrica: a criatividade. Se tivermos dúvidas sobre isso, se pensarmos que se há alguma coisa que nos caracteriza é ser pouco originais e nada criativos, vale a pena ler o livro de Alice W. Flaherty, “The Midnight Disease” (A doença da meia-noite).

Nele, podemos explicar como as nossas próprias emoções, experiências e até mesmo os sistemas de ensino vão nos “engessando”, lentamente apagando a nossa faísca, o nosso potencial criativo, nossas motivações…

Assim, para “curar-nos”, nos reinventarmos e despertarmos o nosso potencial adormecido, temos de implementar o desaprender criativo. Para isso, nada melhor do que o treinamento.

A importância de romper com o olhar único

Reinventar-se não é fácil, porque reinventar a si mesmo, se você pensar sobre isso, causa medo. É pouco mais do que um ato de nascimento em que deixamos para trás parte do que éramos antes para dar lugar a um “eu” diferente. Como obter essa mudança? É verdade que as empresas valorizam a inovação e a criatividade, mas de alguma forma, a própria sociedade prefere os passivos, preferimos os silenciosos, dóceis e com preferências semelhantes.

Reinventar-se é um desafio para o qual nem todo mundo está preparado. Temos de ser capazes, portanto, de romper com o olhar único; simplesmente “despertar”, despertar para nos reconectarmos com nossa essência, e por sua vez levar todo esse valor interior para fora, com a sua própria voz, com decisão e de forma criativa.

Veja abaixo algumas chaves para alcançar ou, pelo menos, refletir sobre essa importante tarefa.

Despertar a criatividade

3 chaves para o desaprender criativo

  • O desaprender criativo NÃO significa esquecer ou pressionar o “reset” para eliminar tudo o que nos foi dito, ensinado ou transmitido. Acima de tudo, significa saber questionar e nunca aceitar visões únicas ou verdades inquestionáveis.
  • O desaprender também nos propõe trabalharmos para maximizar a nossa inteligência emocional. Muitas das nossas emoções, hábitos, crenças e atitudes impedem a nossa criatividade.
  • Outro aspecto em que devemos trabalhar é a flexibilidade. Muitas de nossas vidas e experiências emocionais podem nos tornar quase inconscientes, aplicando um tipo de pensamento muito rígido e limitado apenas ao que consideramos correto ou aceitável. No entanto, sermos capazes de nos abrir para experimentar, para ser flexível, para a prática crítica e autocrítica, certamente vai nos permitir melhorar o nosso potencial humano.

Em conclusão, é importante ressaltar mais uma vez que todos nós podemos ser mais criativos, mais livres, mais sofisticados quando se trata de dar respostas a problemas vitais. Portanto, não hesitemos em treinar esta capacidade.