Como podemos detectar pessoas negativas?

Como podemos detectar pessoas negativas?

julho 19, 2016 em Psicologia 1 Compartilhados
Como podemos detectar pessoas negativas?

Como podemos detectar as pessoas negativas? Como nos tornamos conscientes do seu comportamento? Às vezes caímos nos estereótipos e nas falácias que consistem em atribuir os comportamentos negativos, impróprios e tóxicos às outras pessoas, assegurando que o nosso próprio comportamento está livre de toda negatividade.

Obviamente isso não é verdade, embora existam pessoas que têm a negatividade como uma bandeira e não hesitam em compartilhar o que dizem e fazem, todos nós somos suscetíveis a nos tornarmos pessoas negativas ao termos um dia ruim.

Por isso nos perguntamos neste artigo… O que torna as pessoas negativas? É preciso ter consciência de que estes comportamentos são mais prejudiciais em função da sua frequência e intensidade, e de que a negatividade não é um absoluto e sempre tem um grau. Mas o fato é que está em suas mãos evitar repetir estes comportamentos, assim que tomar consciência da natureza deles.

Falar mal dos outros

Por insegurança, inveja ou simplesmente porque precisam de um tema de conversa. De uma forma contínua e acentuada, as pessoas negativas não param de analisar o comportamento dos outros a partir de uma postura destrutiva: elas revelam intimidades, julgam os outros em escalas que contemplem apenas dois polos (mau/bom, louco/são, inútil/brilhante) e jamais abordam estas questões para apresentar soluções, e sim apenas para realçarem o motivo.

Amigas tristes e sozinhas no campo

A principal diferença entre a negatividade e falsidade versus enfrentar conflitos pessoais é que no primeiro caso você intoxica o seu ambiente sobre certas pessoas quando jamais agiu com sinceridade diante delas. Se você não tem interesse nelas, siga o seu caminho sem destruí-las.

Acomodar-se em rotinas pouco estimulantes

Há muitas pessoas que sonham com um trabalho que lhes dê estabilidade e conforto, mas essas duas qualidades de um emprego podem gerar rigidez se forem mantidas por um período ilimitado de tempo: falta de empatia, comunicação, conversas banais e julgamentos sociais rápidos e estereotipados.

Este mesmo conforto se extrapola para as relações pessoais: você pode ter para sempre uma certa estabilidade nas suas relações, mas isso não implica que vá enriquecê-las. As pessoas presas em um comodismo perene acabam por ser insensíveis à vida cotidiana dos outros. Não vamos abusar do conceito banal de “zona de conforto”, mas sejamos conscientes de que qualidade de vida não é sinônimo de conformismo.

As pessoas que projetam negatividade começam por ter uma rotina pouco estimulante.
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Buscar opinião e não informação

Quando uma pessoa busca apenas opiniões que confirmem a sua postura sem nem sequer considerar o outro lado da realidade, ela acaba por ser consumida na sua versão reducionista do mundo e seu funcionamento.

Estabelecer extremismos não é só uma característica da insegurança ou de uma falta de identidade definida: é também o prelúdio de uma negatividade galopante, que censura tudo o que não lhe é conveniente. É o mecanismo de funcionamento básico de pessoas repressivas com falta de consciência individual e coletiva a favor do ambiente em que vivem… É a autodeterminação pela anulação moral, social ou econômica das outras pessoas.

Isolar-se ou ter uma falta de relações sociais significativas

O ser humano é um ser social, e quando procura se salvaguardar do resto do mundo, se despe da sua própria manta protetora. Só porque algumas relações sociais não tenham gerado aspectos positivos, não quer dizer que você tenha que se desfazer de toda sua rede social: você pode conhecer pessoas em novos contextos, mantendo relações que continuam sendo significativas.

O segredo para o bem-estar social está na ancoragem e no ajuste: ancorar os relacionamentos significativos e ajustar a sua trajetória a novos círculos sociais relacionados com os seus valores e objetivos. A harmonia é sempre uma fonte de felicidade.

menina triste deitada

Manifestar um excesso de ego

O excesso de ego tem várias consequências claras: a falta de autocrítica, a rigidez nos relacionamentos íntimos e a procura de reconhecimento antes de melhorar as próprias capacidades.

O resultado óbvio é uma negatividade baseada no desconhecimento de si mesmo e na suspeita a respeito do comportamento dos outros, se este não for valorizado como um reforço suficiente. Para muitas pessoas, esta não é uma razão para a negatividade, pois elas valorizam de forma desproporcionada o trabalho que fazem e esperam uma valorização externa que coincida com a sua própria.

O excesso de ego é a antítese da verdadeira autoestima: só é nutrido com os elogios vindos de outras pessoas, que por sua vez costumam ter um caráter submisso e influenciável. Ambos os tipos de personalidade se retroalimentam e perpetuam.
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Procurar desculpas ao estar entre familiares e amigos

Muitas pessoas escondem carências procurando desculpas em situações familiares: a falta de pontualidade, informalidades e falta de empatia são explicadas por uma situação familiar difícil que nem sempre é verdadeira e que, se fosse, não seria motivo para justificar qualquer tipo de comportamento.

Ninguém contesta que todos vivemos circunstâncias desfavoráveis na infância, mas devemos assumir a responsabilidade dos nossos atos e aproveitar a oportunidade de corrigir algum comportamento que classificamos como errado.

Focar aspectos que não podem ser mudados

As pessoas negativas costumam persistir em objetivos inalcançáveis de acordo com a sua situação e descartar metas mais realistas e acessíveis que, implicitamente, podem servir como uma ponte para alcançar objetivos maiores.

Muitas vezes isso mostra a necessidade de se justificar através da impossibilidade de alcançar objetivos muito difíceis, o que valida sua situação aos olhos dos outros e salvaguarda o conceito que têm de si mesmas.

Menina olhando sua sombra negra

Trabalhar em excesso

Trabalhar em excesso não indica uma maior capacidade ou senso de responsabilidade: geralmente isso destaca a incapacidade de colocar um filtro nos desafios que nos propomos ou de organizar o tempo. Algo que não só afeta o âmbito profissional, mas também o tempo livre, gerando assim pessoas negativas.

Assim, uma pessoa que conta com pouco tempo livre, que tem o dia cheio de atividades obrigatórias que não lhe agradam, será uma pessoa propensa a se carregar de negatividade. Por isso é tão importante ter a nossa agenda estruturada, de forma que a nossa programação nos deixe espaço para respirar e recuperar as forças.

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