A deterioração silenciosa que nos leva a fingir que estamos bem

A deterioração silenciosa que nos leva a fingir que estamos bem

1, janeiro 2017 em Emoções 4433 Compartilhados
A deterioração silenciosa que nos leva a fingir que estamos bem

Não. Nem tudo na vida tem solução. Também não dá para tentar explicar tudo, nem estar todo dia com um sorriso enorme. Contudo, preferimos mil vezes fingir que estamos bem do que reconhecer que somos reféns de uma deterioração silenciosa.

Mas fingir felicidade para ser aceito é um erro crasso que muitos de nós cometemos de forma corriqueira. Contudo, existem etapas nas quais simular o bem-estar perde o sentido.

Portanto, para o bem ou para o mal, temos a ousadia de não sorrir quando não temos vontade e procuramos não cair no pecado de “tentar agradar a todos” com o objetivo de nos livrarmos do desgaste emocional de tentar fazer com que ninguém se preocupe.

Por isso, é importante se permitir não estar sempre bem, assim não pressionamos a nós mesmos para estarmos de acordo e amargar o desgosto. Porque fingir é doloroso, e a tristeza e o mal-estar não são sinônimos de fraqueza.

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O desgaste emocional que implica fingir: as forças que não retornam

Os dados indicam que oito em cada dez pessoas que estão tristes fingem estar bem, mas infelizmente percebemos isto tarde demais. Isto se traduz em uma deterioração silenciosa que nos consome em um grande desgaste emocional através do qual entramos em uma espiral que nos absorve e aperta o que entendemos como alma.

Significa que as emoções e os sentimentos que no início estão em nós para nos fazer bem acabam empalidecendo por culpa da nossa própria incapacidade de soltá-los e vivenciá-los como corresponde.

Portanto, como consequência disto, terminamos centrifugados, tontos pela vida e devorados por nossas constantes tentativas de calar a voz do mal-estar. Então, a chave está em se aceitar em todas as próprias vertentes e não se empenhar em enganar a própria consciência.

Esta perspectiva ajudará a nos aliarmos no combate contra doenças como a depressão, a ansiedade, a fadiga crônica, o desespero, a insônia, a irritabilidade desenfreada, etc.

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A chave da resiliência é a aceitação

O aprendizado mais importante das nossas vidas é o que alcançamos quando nos esforçamos para nos conhecermos, aceitar-nos e amar-nos. Neste caso a ordem dos fatores altera o resultado, pois não podemos amar a nós mesmos sem antes nos aceitarmos, nem aceitar-nos sem antes nos conhecermos.

Para conseguir a realização deste degrau de crescimento emocional é preciso desaprender justamente o que falamos neste texto, pois só assim conseguiremos nos desprender de crenças e manipulações que nos dominam ano após ano, dia após dia, minuto após minuto.

Significa dizer que para olhar a vida sem anestesias e sem pressões, é necessário mudar de colina, pois somente isso nos ajudará a lidar com outras perspectivas. Portanto, cada dia ao nos levantarmos, precisamos prestar muita atenção na hora de escolher os óculos que vamos usar.

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Para não distorcer a vista, a melhor coisa é colocar esses óculos transparentes que deixam a visão de longe e de perto mais aguçada. Isto não significa mais do que deixar de lado preconceitos e crenças que nos levam às distorções.

Porque a importância do diálogo interior é uma coisa da qual nos esquecemos com muita frequência. Por tudo isso, é fundamental permanecer em silêncio dentro de nós e perceber que a única forma de alcançar o bem-estar é se respeitando e deixando de fingir, com mal-estar ou sem ele.