7 direitos praticados por pessoas assertivas

7 direitos praticados por pessoas assertivas
Valeria Sabater

Escrito e verificado por a psicóloga Valeria Sabater.

Última atualização: 15 novembro, 2021

Os direitos praticados por pessoas assertivas se baseiam no princípio da lealdade a si mesmo e no respeito aos outros. Um exercício nuclear de inteligência emocional, através do qual é possível se definir com autenticidade, configura-se em nos dizer que “este sou eu, isso é o que penso, isso é o que quero e que sinto”.

Tácito, célebre historiador do Império Romano, dizia que nada pode oferecer mais felicidade ao ser humano do que viver, por fim, o momento em que se pensa o que se deseja e se diz o que se pensa. No entanto, o mais curioso de tudo isso é que apesar de vivermos em uma época na qual dispomos de infinitos canais para nos expressarmos, ainda não fazemos isso de forma precisa.

“A assertividade não é o que você faz, é o que você é.”
– Cal Le Lun –

Pensemos nisso por um momento. Se há algo que é excessivamente comum em nosso dia a dia, é a comunicação agressiva, ainda que não possamos nos esquecer da comunicação passiva. Nem sempre somos completamente sinceros e capazes de defender nossos direitos pessoais.

Encontrar esse equilíbrio ideal do qual não se resulta nem a agressividade nem a passividade é mais difícil do que pensamos. Assim nos demonstra, por exemplo, o psicólogo Daniel Ames da Universidade de Columbia. De acordo com esse pesquisador, a maioria de nós ainda tem ideias equivocadas sobre o tema, ao ponto de pensarmos que para nos impor em qualquer contexto ou até mesmo para liderar, devemos ser “agressivos”.

É um erro. Na verdade, o tipo de perfil que atinge maior sucesso e felicidade pessoal é aquele que se caracteriza por uma personalidade descontraída, assertiva e intuitiva.

Rosto de homem com árvores desenhadas

1. Direitos praticados por pessoas assertivas: expressar opiniões e sentimentos

Os direitos praticados por pessoas assertivas não são conquistados de um dia para o outro. Ninguém vem a este mundo com um manual de assertividade instalado de fábrica. Embora todas essas práticas devessem ser ensinadas tanto em casa quanto na escola, nem sempre isso é feito ou não é realizado de maneira correta.

Saber expressar opiniões sem medo ou sem se impor de forma violenta é na verdade uma arte que melhoramos no dia a dia. Para isso, é preciso, acima de tudo, tomar consciência de todos os nossos contextos de vida (escola, família, amigos, trabalho, relacionamentos). É essencial saber comunicar emoções, ideias, sentimentos…

“Além disso, no caso de não o fazer, no caso de nos deixarmos ser manipulados, de permanecermos em silêncio e de cedermos, é muito possível que mais cedo ou mais tarde tenhamos uma atitude agressiva diante de tanta carga armazenada e suportada”.

2. Direito de não precisar da aprovação dos outros

Todos nós precisamos nos encaixar nos nossos primeiros anos da infância e da adolescência. Nessa fase, pensamos realmente que a “sobrevivência” e a felicidade dependem disso. No entanto, à medida que amadurecemos, nos damos conta de que a vida não funciona desse jeito. A harmonia não está em ser essa peça multifuncional que se encaixa à força em todos os cenários.

O bem-estar está em ser a melhor peça para si mesmo, em ser coerente, em manter a dignidade. Assim, a dita coerência é conquistada através do equilíbrio entre o que se sente e o que se faz, entre o que se pensa e o que se diz. Não precisamos, dessa forma, nos obcecarmos em agradar a todos, ou que nossos atos e opiniões sejam do gosto de todos.    

Rosto desenhado em mão

3. Direito de não nos responsabilizarmos pelos outros

Entre os direitos praticados pelas pessoas assertivas está o saudável princípio de não nos responsabilizarmos por tudo o que os outro dizem, fazem, pensam ou necessitam.

Sejamos responsáveis por nós mesmos. Mais além dessa fronteira, não é nossa tarefa estarmos cientes dos cenários psicológicos que não nos competem, que não são nossos.

4. Direito de cometer erros

Entre os direitos assertivos que cada um de nós tem está a permissão de cometer erros. Quem disse que devemos ser infalíveis? Nós não somos, temos a absoluta liberdade de cometer um, dez ou vinte erros. Agora, é nossa obrigação aprender com eles e nos responsabilizarmos a fazer melhor da próxima vez.

5. Você tem o direito de dizer “Eu não sei”

Não saber não é um crime, um ataque à dignidade pessoal ou demonstração de nossa ineficácia. Todo aprendizado começa por assumir a própria ignorância e saber dizer em voz alta que não sabemos algo. Isso nos oferece a oportunidade de sermos melhores. Não hesitemos, portanto, em perguntar cada vez que precisarmos saber algo, em elucidar algum detalhe ou em nos deixarmos ser ajudados por um especialista.

6. Direito de mudar de opinião

“Mas você não disse que gostava e concordava com isso? Mas você não me disse há algum tempo que seu sonho era fazer isso ou aquilo?”

Todos nós já nos vimos nessa situação, de estarmos diante de alguém confuso que não entende porque agora vemos ou sentimos a vida de um modo diferente. Devemos entender que mudar de opinião, ter outros gostos, defender outras coisas, nem sempre é sinal de instabilidade ou incoerência. As pessoas amadurecem, e crescer é assumir outras perspectivas que são mais úteis para nós.

“Assim, entre os direitos praticados pelas pessoas assertivas, está também a possibilidade de mudar de opinião quando assim se cria a oportunidade. No fim das contas, ser receptivo à mudança é o que nos permite avançar com mais desenvoltura e sabedoria.”

Mulher com colagem colorida atrás

7. Direito de se orgulhar de si mesmo

Ninguém tem mais direito de celebrar os êxitos, as conquistas e até mesmo o simples feito de “ser e existir” que nós mesmos. Apreciar o que somos é parte da celebração da vida. Nós somos um presente valioso que nem sempre valorizamos como devemos, e sentir orgulho de si mesmo é também um direito assertivo.

Fazendo isso, dizer-nos o quanto valemos e nos presentearmos com palavras positivas não é um ato de vaidade ou egoísmo, pelo contrário. Por isso, não hesitemos em querer que cada célula, cada detalhe e cada fibra de nossas pessoas se reflitam em nossos espelhos todos os dias.

Para concluir, esses direitos praticados por pessoas assertivas são, sem dúvida, ferramentas de bem-estar e de saúde psicológica que todos deveríamos ter em mãos. Façamos uso delas, vamos mantê-las presentes e praticar esses exercícios de respeito a si mesmo e ao próximo.


Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.