Educar a mente sem educar o coração não é educar – A mente é maravilhosa

Educar a mente sem educar o coração não é educar

30, janeiro 2016 em Emoções 316 Compartilhados
Educar a mente

O que incentiva a educação do coração é a ideia de que se as crianças aprenderem a lidar com as suas emoções, reduziremos os problemas decorrentes de emoções conflitantes no futuro. Esses problemas podem ser simples e corriqueiros ou extremamente graves, como a violência, o suicídio ou uso de drogas.

Através da educação emocional desenvolvemos um “eu” saudável, que determina a liberação e a maturidade emocional, e nos traz a sensação de segurança e realização pessoal.
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Outra razão para educar o coração é o desenvolvimento mental. A plasticidade neuronal própria da infância nos ajudará a moldar o desenvolvimento cerebral, fundamentando assim o desenvolvimento de circuitos saudáveis.

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A prática leva à perfeição

O mais importante é perceber e trabalhar as emoções no momento em que acontecem, pois assim aprendemos a gerenciá-las corretamente. A aprendizagem é reforçada através da prática, e como as emoções são coisas abstratas, pode ser difícil entendê-las se não tivermos como experimentá-las.

Por exemplo, as crianças que reconhecem as suas emoções negativas como a raiva e a irritação aprendem a enfrentá-las com sucesso. Infelizmente, não sabemos lidar com as emoções dos nossos filhos; se eles se irritam os punimos ou ficamos irritados também.

Essa reação dos adultos induz as crianças a não compartilharem suas emoções. A emoção não desaparece, mas produz um enfraquecimento da confiança entre a criança e seus cuidadores.

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Educar o coração, uma agradável tarefa

A educação emocional é muito importante, mas precisamos tomar cuidado: nem tudo vale a pena e nada se acaba. Assim como nos empenhamos em ensinar adição e subtração, devemos nos empenhar também em educar o coração.

A criança precisa aprender a identificar os sinais que os nossos sentimentos nos transmitem e usá-los como base para tomar decisões adequadas a cada situação que se apresenta.
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Para isso, é preciso transmitir para as crianças uma mensagem clara: todos os sentimentos são bons; o nosso comportamento em relação a eles é que pode estar errado.

É fundamental para o desenvolvimento emocional perceber que todos nós sentimos ciúmes, ganância, desilusão, etc. É importante familiarizar-se com eles e aprender a expressá-los corretamente, sem prejudicar a si mesmo e aos demais.

Devemos proporcionar para as crianças ferramentas que os auxiliem a colocar isso em prática. Isto é muito importante, porque algumas crianças têm medo dos seus próprios sentimentos pois não conseguem separar o que sentem da sua maneira de agir.

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A criança precisa entender que se em alguma ocasião ela foi punida por expressar a sua raiva, não foi pelo sentimento em si, mas pelo seu comportamento. Para ajudá-la podemos contar histórias de crianças que sentiram raiva e de como resolveram o problema, convidá-la a contar suas experiências, pedir para que faça um desenho e escreva sobre ele.

A criança deve aprender a se acalmar, pensar antes de agir, e compreender que determinados estados emocionais são desconfortáveis para todos. Assim, para controlar seu comportamento que decorre de alguma emoção, precisa tratar os outros como gostaria de ser tratada.

Qualquer estratégia que envolva brincadeiras, histórias divertidas e dinâmicas é adequada para promover os princípios que discutimos. Assim, ajudaremos as crianças a desenvolverem sua capacidade de pensar e planejar para que possam evitar situações difíceis e se desenvolvam harmoniosamente.
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