Eu não sou como você

· maio 4, 2017

Não! Não me diga como devo ser! Não me diga o que devo fazer! Não me diga o que devo comer, vestir ou como me sentir! Não me julgue por não ser igual! Não me julgue por não ser normal. Não me diga por onde devo seguir, só eu conheço os meus caminhos, muitos eu ainda nem sei onde vão dar, mas não me tire o direito de escolher.

não sou como você

E daí se eu for quebrar a cara? E daí se eu escolhi o caminho mais longo? Enquanto você pega atalhos, eu aproveito a paisagem, refaço os pedaços quebrados dentro de mim, enquanto você chega onde almejou e mesmo assim se sente perdido, eu pego a estrada alternativa e me reconheço em toda sua extensão. Não me venha ditar regras, quando as suas regras violam o que eu tenho de mais precioso, minha autenticidade.

Me enjoa ver tanta gente sobrevivendo e esquecendo de viver, quanta gente morre, mesmo antes de envelhecer, morrem em vida, viram zumbis a seguir protótipos sub humanos vazios e frustrados. Não, não quero ser como você.

fique feliz com você

Você reclama das minhas curvas avantajadas, do meu cabelo e da minha pele colorida. Você critica a minha forma livre de viver, enquanto se prende a estereótipos falidos que só o fazem sofrer. Não, não me venha com prerrogativas e melindres, se você não sabe quem é, não queira que eu me perca de mim mesma. Eu me encontrei e isso custou um trabalho dos diabos, se você quer continuar a pegar atalhos, não me confunda com suas encruzilhadas, pois já venci as minhas e o meu caminho eu já aprendi a trilhar.